sábado, 20 de janeiro de 2018

Aberta aos inscrições para o Projeto na Trilha da Universidade - um curso gratis de preparação para o ENEM

 Faça a sua inscrição e ajude a divulgar o projeto TrilhaUni

É um projeto de formação destinado à juventude empobrecida, com atenção às mulheres e os jovens negros/as  oriundos de escolas públicas.
É um espaço de formação que visa capacitar jovens de 17 a 30 anos, para a entrada  e permanência na Universidade e para o mundo do trabalho. Preparar sujeitos críticos capazes realizar as provas do ENEM.


Como será realizada a TrilhaUni?  
Data da realização:  inicia no dia 02/04 até o dia 30/10 – atividades de formação em 4 eixos: Linguagens, Sociedade e Ciência da Natureza e Exata com atividades no Centro de Juventude Cajueiro (Centro Cultural Cara Vídeo) Rua 83, número 361 – Setor Sul – Goiânia/GO
Horário de funcionamento do Curso Na TrilhaUni: 19h – 22h, de 2a a 6a feira, com atividades à tarde, para quem puder e alguns dias no final de semana.
Como entrar nesta TrilhaUni?
Processo de Seleção – Para participar é necessário fazer um caminho:


1ª fase: de 05/02 a  a 10/03 – inscrição pela ficha online CLIQUE AQUI E FAÇA A SUA INSCRIÇÃO



Dia 12/03 – Divulgação da lista das pessoas que irão participar da 2ª fase



2ª fase: 15 a 21/03 – entrevista e a construção de uma redação, para maior conhecimento da pessoa
Horário: 16h até 20h e no sábado pela manhã
Local: Cajueiro (Centro Cultural Cara Vídeo) Rua 83, n. 361 - Setor Sul - Goiânia/GO



Dia 25/03 – Divulgação do resultado do resultado da 2ª fase



3ª fase: 26 a 28/03 – entrega dos documentos/ matricula 

Horário: 16h até 20h e no sábado pela manhã, no Cajueiro


Dia 02 de abril – Início das aulas
 
Matrícula e  colaboração:  de R$ 20,00 reais a R$ 50,00 e alimentos para o lanche (farinha de trigo, açúcar,  polpas de frutas, macarrão, extrato de tomate, bolachas de sal ou de doce, etc) e assinatura do termo de compromisso com o projeto, preenchimento do levantamento do grupo.
Maiores Informações:  
email: liderjovem@cajueiro.org.br
Whatsapp/Telegram - (62) 99134-9793 (somente mensagem)

O Projeto é organizado por uma rede de grupos e instituições:

Cajueiro - Centro de Formação, Assessoria em pesquisa em Juventude é uma organização não governamental, da sociedade civil, com presença de educadores/as com formação diversa. Situado em Goiânia/Goiás. Responsável pelo projeto.

Contamos com os seguintes parceiros:

 UEG - Universidade Estadual de Goiás - É uma instituição pública do Estado de Goiás, oferece vários cursos de formação superior, pesquisa e extensão. Este curso está em sua programa de extensão.

Promenor uma instituição da Espanha que se dedica a apoiar jovens empobrecidos para a entrada na Universidade. 

La Abuela é um grupo que faz homenagem a avó que sempre se empenhou na formação da juventude, é um grupo, também, da Espanha.

ProAfro/PUC um grupo de extensão que trabalha as causas do povo negro.

Observatório Juventudes na Contemporaneidade é uma organização de universidades e o Cajueiro, com sede na Faculdade de Ciências Sociais/UFG. 

Missionárias de Jesus Crucificado - um grupo de mulheres religiosas que se dedicam a cuidar das pessoas empobrecidas.

Centro Cultural Cara Vídeo - um grupo de pessoas que se dedicam a comunicação e oferecem o espaço para a realização do curso. 

Se você quer entrar nesta ciranda e apoiar este projeto pode fazer isto através do SouCajueiro  pode escrever para indicar em que pode ajudar liderjovem@cajueiro.org.br ou fazer a sua doação. Entregue sua doação no Cajueiro (Centro Cultural Cara Vídeo) Rua 83 n. 361 Setor Sul, Goiânia/GO pode ser em espécie ou em material didático ou de alimentos para o lanche).

Depósitos poderão ser feitos no Banco do Brasil: em nome do Cajueiro CFAP em Juventude conta corrente 23469-9 agencia 3311-1nos envie o recibo de doação pelo Whatsapp/Telegram - (62) 99134-9793, para que seja registrado neste projeto.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

O Apocalipse, a mulher grávida e o dragão – mística para a Pastoral da Juventude! - Maicon Malacarne


No meio do livro do Apocalipse há o relato da luta de uma mulher grávida contra um dragão. É um sinal que “aparece no céu” (12, 1-5). O texto está dentro de um bloco do livro que faz uma grande denúncia contra o Império Romano que perseguia com voracidade as primeiras comunidades cristãs.

 O Império tinha fome de sangue e morte. Era um dragão faminto. O monstro persegue a mulher grávida. Não deixa em paz. Quer sua extinção. A mulher, de outro lado, sente-se solitária. Geme em suas dores de parto. Precisa resistir. Quer enfrentar. O dragão não tem pena. Ele é maior: “tem sete cabeças e dez chifres” (12,3). Horrível.

Lembro desse texto nos sentimentos que passam nos momentos que seguem o 12º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude. Entre a mulher samaritana que conversamos tanto e a mulher do apocalipse há uma correlação de forças. Sentimentos femininos que nós homens não damos conta de compreender. Não falta coragem. Não falta profecia. Sobra resistência.


Mesmo que o texto bíblico aponte a derrota inicial do dragão, ele continua insinuando sua força: “saiu para guerrear contra toda a descendência da mulher” (12,17). Cá estamos nós. O dragão continua solto e com bastante fome de morte. O dragão gosta de divisão, ele é diabólico. Usa discurso de manutenção da ordem, mas quer mesmo ver sangue e ruína. Sentimo-nos, não raro, solitários. Gememos e choramos. É uma luta muito desigual. Foi isso também que as mulheres nos falaram durante o ENPJ: nosso machismo é o dragão! Nosso machismo tem fome de divisão!

Deus está do lado da mulher grávida. Ele tem lado. A primeira vitória acontece. A segunda, a terceira, a quarta também... é preciso comemorar! Mas o dragão não se acomoda. Lançamos em Rio Branco a Campanha Nacional de enfrentamento aos ciclos de violência contra a mulher. Que celebração linda! Cantamos e dançamos! Ainda muitos enfrentamentos virão, mas é necessário celebrar. A Universidade Federal do Acre assistiu muita ciranda, muita reza, muita festa. As pequenas vitórias precisam virar celebração. Juntamos nossa voz a festa do Apocalipse: “agora realizou-se a salvação e o poder do nosso Deus” (12,10).

Voltamos para casa e temos a certeza: o dragão está vivo! O dragão é forte! O dragão quer dividir! O dragão não gosta que falemos de Ecumenismo, de cultura do bem viver, de Txai, de fraternidade... E a gente tem certeza: dia-pós-dia nós vamos vencer, dia-pós-dia as mulheres irão vencer. Elas estão chegando! Grávidas de novidades, projetos e de vontade de mudar o mundo! Elas estão chegando, solitárias e fortes para enfrentar o dragão!

Nessa luta desigual, é preciso conhecer o dragão. Para superar o dragão é preciso saber porque queremos vencê-lo. Não é possível esse movimento entre a memória e a utopia sem a gente se perguntar: quais os dragões de hoje? Quem é o “Império Romano” em 2018? Eu sei que isso dá um bom papo para os grupos de jovens! Vamos lá! E não esqueçamos: pequenas vitórias precisam ser comemoradas, celebradas, dançadas e cantadas!

Pe Maicon A. Malacarne
Diocese de Erexim - da Comissão Nacional de Assessores da Pastoral da Juventude
Imagens da PJ Nacional e o texto foi publicado no facebook

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

O serviço que produz o Txai - Luis Duarte Vieira


Muitos têm comentado, e com razão, sobre as belezas do XII ENPJ. As vivências que o mesmo permitiu marcaram profundamente as pessoas que ali estavam e deixaram um legado imenso para a caminhada pastoral.

Nesse processo, é preciso reconhecer que o mesmo só pode acontecer por causa da doação de vida e do serviço de tantas/os jovens e assessoras/es.

Longe de querer medir a doação vivida por cada um/a, quero antes de tudo dar um abraço imensa no Davi Rodrigues da Silva . Ao amigo e irmão Davi foi dada a honra e o desafio de ser o secretário nacional da PJ. Sua entrega, sempre nos convocando à coletividade e a unidade, vai marcar muito a PJ. É tarefa de todos/as nós cuidarmos dele. Ser braço que acolhe. Ser afago. Ser colo. Sua doação ajudou a tecer o ENPJ, a tecer relações de Txai.

Igualmente quero abraçar cada jovem e cada assessor/a das equipes de trabalhos. Jovens e assessores da PJ das Paróquias, da Diocese de Rio Branco, das dioceses do Regional Noroeste e da CR. Foram tantas equipes e de esforços gigantescos. Tudo pensado e realizado com tamanho carinho, dedicação e causa. Gratidão pela vida que se fez serviço e assim ajudou a fazer o Txai. O sorriso de vocês não sai de minha mente. O olhar que brilhou ao ver cada beleza construída também não. Cada ambiente foi pensado com gigantesco carinho e já abraçava.

Cada liturgia/mística/oração que foi pensada permitiu comer e beber do memorial amoroso da Páscoa. Cada canto tocava a alma e animava o caminho. Era um canto de quem ama. Cada esforço da infraestrutura era o compromisso de tecer casas de bem viver e bem conviver. Cada ambiente limpo era sinal desse amor que cuida e quer bem. Cada detalhe da secretaria era cuidado com a memória.

Cada afago do bem estar era expressão do txai que ia se tecendo. O sabor da comida era fruto do amor que o preparava e o servia. O buscar e levar, era expressão desse estar com. Cada produto vendido era o cuidado com os processos pastorais que temos que viver. Cada detalhe analisado pela executiva era feito para que o todo e o pequeno permitisse um encontro que marcasse. O caminho metodológico era um caminho que ia permitindo o Txai se fazer.

A missão e a vivência local permitiram tocar no chão sagrado. A animação embalava os momentos e os passos da vida e da pastoral. A acolhida abraçou e enviou. A hospedagem permitiu que o Txai também se fizesse família, e todos e todas ganharam novos pais, mães e irmãos e irmãs. A entrega de todos e todas fica para sempre. São eternos, porque a doação é eterna, o amor é eterno.

Quero ainda abraçar a CN. Vocês assumem a missão de cuidar de um tesouro que vai sendo passado de geração em geração. Seus nomes estão escritos na história, não por serem CN, mas pela verdade da entrega de cada uma e cada um. Vocês também fizeram o Txai. Gratidão pela real entrega, pelos sorrisos e partilhas e pelo cuidado com os processos pastorais.

Por fim, mas não menos importante preciso abraçar a CNA. À vocês, é dada a missão de comer do mesmo pão e assim fazer o caminho, com relações de Txai. Sai muito feliz do ENPJ por testemunhar uma CNA muito engajada no acompanhamento, no cuidado e na clareza do projeto do Reino e da pastoral. Comer do mesmo pão permite tecer o Txai.

É certo que há quem trabalhou e ajudou e que não listei aqui. É da fragilidade de quem escreve. Mas, também esses e essas permitiram que o Txai se fizesse.

Sim. A entrega e a doação de tantos e tantas permitiram que o Txai se fizesse. E agora o mesmo deve ocorrer em nossas vidas e nos processos pastorais. A quem se doou para que o ENPJ se desse obrigado por nos ensinarem sempre e novamente as lições mais belas do amor e do serviço.
Luis Duarte Vieira
Militante da PJ/ Cajueiro - Centro de Formação, Assessoria e Pesquisa em Juventude.
Texto publicado na página do Facebook

Ser Casa... Helia Marina

Ser casa...
“Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas...”

De tantas casas visitadas em Rio Branco (achei curioso), em todas que estive as pessoas tiravam os sapatos, as chinelas antes de entrar na casa. Descobri que existe este costume por lá, “não é por causa da limpeza, é sinal de respeito mesmo”, me disse uma jovem. De fato, é preciso respeito para entrar na casa do outro que acolhe. É na casa que comemos, conversamos, sorrimos, brigamos, na casa estamos confortáveis para sermos mais humanos, para descansar, dormir. Ser casa, ser morada é sinal do sagrado. 

O Acre foi morada da Pastoral da Juventude em Janeiro de 2018, partilhamos angustias, sonhos, alegrias, avaliamos, questionamos, visualizamos, rezamos, fizemos arte e nos cansamos também. O cansaço faz parte do processo, e quando ele chega é bom ter lugar para descansar.
No texto bíblico que iluminou o 12° Encontro Nacional da PJ, Jesus estava cansado da viagem e precisou parar para beber água a beira do poço, quem deu agua pra Jesus foi a Samaritana que também tinha sede, mas sede de esperança. No dialogo ambos foram morada um para o outro e puderam descansar. 


A exemplo do Jovem de Nazaré, que buscou matar sua sede e também dar de beber no dialogo com uma mulher, fomos chamad@s no ENPJ a “ser colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove”. Bebemos da fonte do sagrado, na partilha da vida, do pão e da utopia.


O TXAI nos desafia, nos provoca para a doação de ser morada, TXAI é a disponibilidade de ter metade de mim n@ outr@ e de carregar metade deste alguém comigo também, mais que amig@s e irmãos, somos um só. E isso significa sentir junto, lutar junto, rezar, festejar, celebrar, cantar, juntos. É na coletividade, na diversidade, que vamos construindo na nossa morada Pastoral os caminhos que nos levam a festa do bem viver. 


Estando juntos/as renovamos nossa força, fé e esperança, para voltar para as nossas Galileias. Voltar para a realidade não é tarefa fácil, mas é Jesus quem fala com a gente, e seu chamado é provocador, é Jesus quem fala com a gente e na sua fala, podemos perceber que o cuidado com a vida da juventude, “não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar.



Feliz é aquele que transfere o que sabe a aprende o que ensina.”
Hoje estando já na minha Galileia, na minha casa, agradeço profundamente a Galileia que foi morada neste 12°ENPJ. E a todas as pessoas envolvidas no processo de construção deste encontro, pessoas que se disponibilizaram a ser casa e aconchego. Vocês são sinal de esperança no mundo. Gratidão. TXAI. 


Hélia Marina
Pastoral da Juventude Regional Centro Oeste/ Cajueiro - Centro de formação, Assessoria e Pesquisa

Texto publicado na página do Facebook

sábado, 13 de janeiro de 2018

Letícia foi aprovada na UEG em Fisioterapia, estudou no TrilhaUni projeto do Cajueiro






Letícia Rodrigues dos Santos, 19 anos, nasceu em Teresina/PI. Há 12 anos é moradora do Jardim Balneário Meia Ponte, região norte de Goiânia. Um dos bairros mais antigos da Capital. A família é composta pelos pais, pela Letícia e por uma irmã mais velha. Vieram para Goiânia em busca de melhores condições financeiras. Hoje os pais ganham a vida como costureiros.

            Segundo Letícia a mãe concluiu o Ensino Médio e não mais teve condições de continuar estudando, embora esse fosse seu desejo. Já o pai estudou somente até o 6° ano do Ensino Fundamental. Ainda falando sobre sua família extensiva, Letícia disse que será a segunda a fazer faculdade. Até hoje somente uma tia conseguiu ter acesso ao ensino superior.

            Com um sorriso aberto Letícia fala com empolgação da sua trajetória estudantil. Afirmou que sempre gostou de estudar, de ler e de sonhar com uma vida melhor para ela e para sua família. Preocupa-se com sua irmã que é autista. Concluiu o Ensino Médio em 2015 e desde então vem se preparando para ingressar em um curso superior. Em 2017 matriculou-se no Curso Pre Universitário, na TRILHA DA UNIVERSIDADE, promovido pelo Centro de Formação, Assessoria e Pesquisa em Juventude –CAJUEIRO. Em novembro de 2017 prestou vestibular na Universidade do Estado de Goiás – UEG, concorrendo a uma vaga no curso de Fisioterapia. Foi aprovada! Disse ainda que fez o ENEM no desejo de ser aprovada em Medicina. Espera a divulgação dos resultados.

            Questionada sobre o modelo de profissional que deseja ser, responde com prontidão: “como vou lidar com a vida das pessoas, quero ser uma excelente e responsável profissional.”
            Quanto aos pais disse que tem um profundo sentimento de gratidão por tudo que fizeram por ela. Sabe das dificuldades financeiras da família e do esforço feito até agora. Que a mãe sempre disse que não teve a oportunidade de fazer faculdade, mas que sonha em ver a filha formada.

            Avaliando o Trilha, Letícia afirmou que foi um bom Cursinho. Teve uma boa e atenciosa coordenação; bons professores que acompanharam bem os estudantes; conteúdos profundos e atuais. Disse ainda que não encontrou dificuldades em redigir as redações do vestibular da UEG, nem do ENEM, pois foram conteúdos estudados no TRILHA.

O projeto Na Trilha da Universidade é uma realização do Cajueiro em parceria com o Centro Cultural Cara Vídeo, Pro-Afro/PUC-GO, Promenor e La Abuela, dois grupos da Espanha, Missionárias de Jesus Crucificado. 

O projeto conta com muitas pessoas que se dedicam ao projeto. Nossa gratidão a cada pessoa e grupo que contribui com estes jovens, de modo particular com Letícia, que agora entra para a Universidade para realizar seu sonho.






segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Direitos Humanos e Educação Popular - Grupo de Estudo






No dia vinte e oito de outubro de dois mil e dezessete, o grupo de Educação Popular reuniu-se no Cajueiro das 8:30h às 12:00h para abordagem do tema: Direitos Humanos e Educação Popular. Logo após o café, seguiu-se uma breve apresentação dos presentes. Após, as coordenadoras do tema pediram que cada um escrevesse o nome de pessoas, grupos, entidades ou manifestações, a partir da nossa experiência ou lembrança, que contribuíram para os direitos humanos no nossa região. Em seguida cada um fez um breve comentário do porquê da escolha.


Feito isso, o Ricardo Barbosa, palestrante do tema, fez um retrospecto da questão dos direitos humanos a partir da década de 80 passando pelos diversos governos. Comentou inclusive a respeito do Plano de Articulação que foi materializado nas Diretrizes Nacionais em Educação e Direitos Humanos, com as seguintes subdivisões em Educações Popular, Infantil e Superior e Mídia. Ricardo ressaltou que as universidades estão sendo obrigadas a responder sobre a implantação de conteúdos de Educação e Direitos Humanos e Educação e as questões Etno-raciais. Citou alguns documentos que estão disponíveis sobre o assunto como: a Rede Brasileira de em Direitos Humanos e para Direitos Humanos (REDHBrasil.net) que é um programa de capacitação de educadores da rede básica em educação em direitos humanos e o site DHnet.org.br que é dirigido pro um ex-militante. Neste site estão contidas muitas informações e boas indicações de leitura. 


Falou ainda do momento atual com a criação de Comitês Estaduais e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa que, em Goiás, está sob a coordenação do deputado estadual Mauro Rubem. Citou também o importante papel do secretário de segurança pública de Goiás Ricardo Balestreri. Continuou a sua fala ressaltando a necessidade da articulação mais forte entre a Educação e o Direito Humanos que considera ser a única saída para as alterações de humor do governo e da sociedade civil e que uma atuação forte pode fazer com que as decisões independam do primeiro. Para isso ele apresentou, dentre diversos dados do Enem de 2016, que dos 8 milhões de jovens que fizeram o exame, apenas 70 redações tiveram a nota máxima. Bastante sintomática também foram as médias de notas de aprendizado em português e matemáticas das redes particular e pública.


Outros assuntos também pertinentes ao tema discutido como o crescimento do deputado federal Jair Bolsonaro nas pesquisas para presidência do país. As pesquisas apontam que o perfil do eleitor do Bolsonaro é jovem de alta renda, aluno da UFG, o que segundo Ricardo, “demonstra claramente o fracasso da UFG na formação do seu alunado”. Outra questão foi a do aluno que assassinou os colegas, dentre eles seu único amigo, numa escola em Goiânia, sob o pretexto de que sofria bullyng, a Escola sem partido e outras questões correlacionadas.

Por fim, Ricardo falou da necessidade de se desenvolver uma cultura em Direitos Humanos e a saída para superação dos fortes entraves que estamos vivendo é a superação da intransigência e o caminho é o diálogo com os grupos de esquerda já organizados, alinhando os pontos de convergência.



Tema: Direitos Humanos e Educação Popular
Coordenadores da discussão: Carmem e Márcia Mascarenha