sábado, 20 de maio de 2017

80 anos de Hilário Dick traduzido em Palavra - Padre Maicom Malacarne




Com certo atraso, depois de muitos pedidos, partilho a homilia da missa do Pe Hilário, na capela da Unisinos, no último dia 13/05
...
Preciso dizer, antes de mais nada, que essa será a minha primeira homilia “lida”. Faço, não por protocolo, mas por medo de faltarem as palavras, de engasgar demais, de chorar, visto aquilo que se passa com meus sentimentos vivendo esse dia sublime. Lembro, também, Pe Hilário, das palavras que me disse no dia da minha “segunda” missa em Faxinalzinho no dia 18/12/2011, dentre elas a poesia do Milton Nascimento que, agora, quero repetir para você: “há um menino, há um moleque, morando sempre no meu coração, toda vez que o adulto balança ele vem pra me dar a mão.”

A poesia do livro de Rute (1, 6-17) que ouvimos na primeira leitura fala de duas viúvas: Rute e Noemi. Mulheres sem nada. Resolvem “voltar” para sua terra em busca “da felicidade”. Noemi não abandona a sogra. A esperança dessa mulher está fincada numa fé que a faz enxergar mesmo na escuridão. Daí nasce sua fidelidade. Javé é maior que os opressores. Não quer Deus para si, para sua realização pessoal, por isso, segue o caminho com Rute. Ninguém faz isso tão bem como os pobres: deixam Deus ser do tamanho Dele, sem reduzi-Lo aos seus interesses. A palavra de fidelidade no caminho de Noemi faz lembrar outras fidelidades que marcaram a vida do “menino Hilário”. Cito apenas algumas:

- Como não lembrar da parteira que foi a uma casa na Linha João Alves, na Travessa Dona Leopoldina, no município de Santa Cruz do Sul, no dia 12 de maio de 1937. Parteira tem a ver com resistência desde aquele rio narrado pelo Êxodo: águas, mãos e organizações que salvaram a vida de Moisés, e, mais que isso, foram fieis a um projeto. Coisa de mulher e de profecia;
- Fidelidade, também, do João Dick e Josefa Paulina Rabuske Dick (seus pais) e dos irmãos: Otmar, Ilse (que se tornou Irmã Franciscana), o Eugênio, a Iracema, o Aldino e o Humberto (o mais novo).

Dois irmãos faleceram quando crianças e o irmãos mais velho, Lauro, falecido recentemente. Uma família de pequenos agricultores. Primeiro, o pai plantava fumo e todos ajudavam. Depois, tornou-se um vendedor de hortaliças na cidade. Todos trabalhavam. Quem ia para a cidade vender os produtos era o pai. Desde pequeno o menino Hilário foi acostumado a mexer com a terra, tratar os animais, colher milho, feijão, batatinha. Até ajudava a mãe a tirar leite das vacas. Voltando para casa, da roça, à noitinha, com a enxada nas costas, entoavam cantos que iam aprendendo. A mãe gostava disso. Disse certa vez o menino: ‘Todas as mães são bonitas, mas minha mãe era muito bonita”;

- Como não lembrar da fidelidade do professor Arthur Guilherme Rauber com quem aprendeu a ler, a escrever e a falar português numa escolinha de Linha João Alves, distante uns três quilômetros da sua casa. Um “juiz da paz”, um ministro da eucaristia, uma pessoa inteligente, ele era – acima de tudo – um educador com coração de fé. Dentre todas as coisas, esse professor fez um discurso marcante na primeira missa do então Pe Hilário;

- A fidelidade do padre Felix Darup, do seu jeito e, também, da sua charrete. Com ele há a fidelidade do sorriso. Memória da Primeira Eucaristia e de ter decorado as 241 perguntinhas para conseguir recebe-la;

- Os padrinhos de ordenação sacerdotal no dia 27 de dezembro de 1969, Sérgio e Olga Farina, um casal que viveu a fidelidade da amizade e da partilha;
- A fidelidade dos jovens da Pastoral da Juventude de toda América Latina, que você foi encontrando, para quem foi escrevendo, desafiando, falando de protagonismo;
- Por fim, a fidelidade de quem aprendeu contigo o serviço do acompanhamento aos jovens. Lembro, de maneira especial, três memórias: Pe Gisley e Lourival, aprendizes teus, nem o tiro, nem o câncer apagarão a doação da vida e o testemunho fiel deles; também Pe. Floris, mestre e sistematizador da formação integral dos jovens;

No evangelho que ouvimos (Jo 1, 1-16) Jesus é a Palavra. A palavra também fez parte da vida do Hilário. Palavra que se fez estudo, escrita, palavra que se fez juventude, mas sobretudo palavra que se fez fé cotidiana, profética, resistente. A Palavra tem a força criadora que tudo dá vida. A comunicação da vida se dá no contexto de conflito entre trevas e luz. João Batista não era, efetivamente, a luz, mas anunciou a luz. Hilário falou do Batista como referência de acompanhamento a juventude (que Ele cresça e eu diminua, que eles cresçam e eu diminua...). Ao afirmar que “a palavra habitou no meio de nós”, o Evangelho recorda muitas coisas da caminhada do povo de Deus, no deserto, com Moisés, com as profetizas e profetas, mas assegura que em Jesus está, agora, o lugar do encontro com Deus. Conhecemos Deus com nossos olhos, em Jesus – Ele é a encarnação da Palavra que revela um Deus invisível. Essa mesma palavra, no Hilário, se fez tanta coisa, talvez, permanentemente se fez literatura:

- o jovem Hilário suou a camisa para dar, como marinheiro de primeira viagem, aulas no “Colegial” e no Científico”, de Literatura Brasileira, de Literatura Portuguesa, de Literatura Latina e Grega e de Teoria Literária no Colégio Anchieta de Porto Alegre. Costuma dizer que sofreu como cachorro magro... Depois também aula de Literatura Brasileira, na Unisinos;
- Outro Hilário foi se “encarnando” aos poucos com o Mestrado e o Doutorado em Literatura no Rio de Janeiro...
- A palavra se fez nordestina quando foi trabalhar, também, na UNICAP em Recife em 1983 – quando transferido depois da CNBB;

- A Palavra se fez pesquisa, como coordenador do Curso de Pós-Graduação: Especialização em Juventude, na UNISINOS, até 2005 e como pesquisador do “Observatório Juvenil do Vale”, na mesma Universidade, além de professor de história da juventude no Curso de Pós-Graduação:
Especialização em Juventude na UNISINOS e na Casa da Juventude, em Goiânia;
E o verbo, claro, se fez juventude:

- Em setembro de 1968, durante a ditadura, aconteceu um encontrou que marcou a vida do jovem Hilário: um encontro de jovens em Osório (RS). No mesmo ano, a convite de antigos alunos e do Padre Marocco, participou de um encontro nacional de estudantes marianos, em São Paulo. Ia nascendo a maior de todas as causas;

- Em 1973, um grupo de rapazes e moças disseram que faltava um padre para trabalhar na coordenação dos grupos de jovens do Vicariato Sul do Rio de Janeiro. Quando foram procurar o estudante Hilário foi claro em afirmar que a prioridade era o estudo. Assumindo, porém, este trabalho, iniciou a visita os grupos em toda a Zona Sul da cidade;
- Um momento marcante aconteceu em 1974, na preparação do Ano Santo, uma caminhada simples com 4.000 jovens cantando, fazendo paradas de reflexão e concluindo, no final, com uma Eucaristia presidida pelo Cardeal Dom Eugênio Sales;

- A Escolinha da fé em que todas as quartas-feiras, à noite, um grupo de 50 a 100 jovens se encontravam na Rua São Clemente para aprofundarem a sua fé. Coisa da juventude do Rio de Janeiro que até organizaram um abaixo assinado para que o Hilário não saísse dali. Quando o pedido não deu certo, encheram a catedral para a missa de despedida do RJ;

- Em 1980, o verbo se fez IPJ - o Instituto de Pastoral de Juventude. Este Instituto foi uma menina dos olhos de pastoralista e de assessor de jovens do nosso Hilário. Desde o nascimento até a cruel extinção, se tornou uma grande referência. Hoje, mais do que nunca, é tempo de agradecer, silenciar e fazer memória desse projeto que mudou a história da evangelização da juventude do Brasil e da AL;

- na metade de 1981, D. Cláudio Hummes, encarregado da CNBB, à procura de alguém que pudesse fazer o serviço de assessoria à Conferência no setor juvenil leva o Hilário para a Brasília. Lá foi ele, fazendo viagens e verbos com a juventude do Brasil;

- De 1986 a 1989 se fez Palavra na Comissão Nacional de Assessores da PJE;
- em 1999, uma nova grande alegria, começava o Curso de Pós-Graduação: Especialização em Juventude na Unisinos – a juventude chega na academia, se torna pesquisa, verbo, palavra...;
- Assessorias, viagens, peregrinações, ano sabático, América Latina, Mundo, tudo se torna palavra no velho Hilário que continua verbalizando uma fé andante e resistente, própria de um bom Jesuíta.

Desde 2006, a pesquisa sobre juventude, o observatório, o discurso dos jovens, na Unisinos, são parte dessa Palavra que continua ecoando no meio de nós. Ora silenciada, ora aplaudida, sempre resistente... Palavra que se faz carne em cada presença do Hilário em meio aos jovens, aos pobres e todos aqueles que tem a graça de o conhecer. Sei que os principais verbos não podem ser registrados, porque fazem parte de outro lugar. Isso tudo são marcas da memória, verbos que continuam se encarnando, porque não morrem jamais, a eternidade é isso... Mas é preciso lembrar aquilo que não foi dito, que não foi registrado, que não foi escrito, mas que é vida e palavra hoje e sempre.

Concluo lembrando, mais uma vez, de Rute e Noemi. Essa última com seu discurso fiel, promete caminhar junto, acompanhar e buscar os direitos “para viver mais feliz”. Dá pra dizer que é isso que aos 80 anos se faz necessário render graças a Deus: a fidelidade e a Palavra de cada dia. Essa mesma fidelidade que você disse na missa de despedida do Rio de Janeiro, com a catedral lotada de jovens, depois de um abaixo assinado para que você lá ficasse, há 40 anos. Repito apenas um trecho:

“Todos vocês sabem que vim para cá para fazer Mestrado ou Doutorado em Literatura Brasileira. Todos vocês sabem que me dediquei a isso, de corpo e alma, praticamente até o final das exigências acadêmicas. Minha luta interior atual, porém, é saber se estou saindo com o título de Doutor em Literatura Brasileira ou de Pastor das almas. Não foi meu egoísmo que me levou a essa luta interior; não foi a vaidade e a superficialidade de emoções que me deixaram nesta esquina de eleição.

Quis Deus que eu descobrisse uma face ignorada do meu sacerdócio: quis Deus que eu entrasse de unhas e dentes em contato com uma Igreja concreta identificada com o reino de Deus; quis Deus que irrompesse na minha vida uma juventude ansiosa por um pastor disposto a servir. Foi ali que, aos poucos, aumentou meu amor sacerdotal. A dedicação que eu consagrava aos meus estudos de pós-graduação foi cedendo com isso, gradativamente, em favor de uma consagração maior ao bem de uma juventude. Obrigado, meu Deus, pelo dia em que me levaste a contragosto e inchado de temor a me dirigir aos jovens que faziam os encontros de “Treinamento de Liderança Cristã”. Foi uma janela que tu abrias para olhar outras paisagens. Na rua agitada e estreita consegui vislumbrar, de repente, que o amor de Deus continuava a passear nas estradas do universo, especialmente, na disposição de uma juventude que quer ser autêntica e eterna no seu agir. Se digo que tu, Senhor, és bom e que o teu amor é eterno mais o devo dizer da vivência que tive no serviço da Coordenação da Pastoral da Juventude.

 É um trabalho humilde, como tu sabes. Mas ele se torna infinito quando feito com a ternura e a tenacidade de um amor pelo reino de Deus. As pessoas que conheci neste serviço e com as quais formei uma comunidade de amor e de serviço tu sabes que não são as mais espetaculares. Mas eles formaram a minha comunidade. Lembrando-me deles passam em minha mente todos os grupos de jovens, sem exceção alguma, lutando todos com a mesma alegria e a mesma disposição. Quanta beleza encontrei nestes jovens e quanto incentivo para uma dedicação maior!

Quero agradecer-te, Senhor, o amor pela Igreja, o amor pela encarnação, a perseverança, o espírito crítico, a inquietação, a alegria, a oração ativa, o sofrimento partilhado, as limitações, a incompreensão, a fé, a esperança e o amor. Foi tão simples, Senhor, trabalhar com eles; foi tão encarnado, Senhor, sofrer com eles; foi tão humano, Senhor, adivinhar com eles! Se há sacrifício a oferecer nesta hora, aceita o futuro dessas pessoas todas. Que elas não parem nunca; que elas não deixem nunca a alegria de tua fidelidade."

Essa oração, hoje, é nossa oração. Tem muito de Noemi no Hilário. Junto com Rute, seguimos caminhando em busca da felicidade.

Pe Maicon A. Malacarne

segunda-feira, 8 de maio de 2017

AMAR E MUDAR AS COISAS NOS INTERESSA MAIS





No dia 06 de maio de 2017 o grupo de Educação Popular do Cajueiro esteve reunido na Caravídeo para participar do encontro com o tema Análise de Conjuntura, o Lugar da Educação Popular hoje. O encontro foi assessorado pelo Dennis Lucas Gonçalves, do Movimento Camponês Popular (MCP) e da coordenação nacional da Frente Brasil Popular (FBP). O encontro foi conduzido pela Ângela Cristina e Arilene Martins, ambas do Cajueiro.

O encontro iniciou com um bate papo no café da manhã ao som de Belchior. Às 9h iniciou-se a mística, onde os participantes colocaram em tarjetas com formato de pés suas esperanças e desencantos e sobre os quais explanaram posteriormente na plenária. Após esse momento, ouvimos a música Alucinação de Belchior enfatizando que essa foi uma semana de memória dos lutadores da nossa caminhada: Dom Tomás, Paulo Freire, Lourival e Belchior.

A metodologia da análise de conjuntura teve como referência o livro Como se faz Análise de Conjuntura do Herbert de Souza, cujo princípio diz que análise de conjuntura só tem sentido ser feita com o intuito de agir. Nessa metodologia, considera-se quatro categorias da análise de conjuntura:
 Acontecimentos, Cenários, Atores e Estrutura. 

Ao analisar a Estrutura, enfatizou-se a crise política (descontentamento político e  surgimento de representantes fora do convencional), econômica (falência bancárias de instituições tradicionais nos USA em 2008, resultando em concentração de riqueza), social (devido a concentração de riqueza sem o processo de ascensão social da base, resultando em inúmeros protestos), ideológica (ausência de alternativa clara para saída dessa conjuntura, sequer de cunho neoliberal) e ambiental.


Em relação aos atores, observou-se uma  polarização, destacando-se, no Brasil, três tendências na disputa eleitoral de 2014. A reversão neoliberal personificada na candidatura do Aécio Neves, baseado no combate ao inchamento do Estado e corrupção, a candidatura da Dilma Roussef, com o tema Muda Mais, afim de avançar na política de inserção social, e o grupo que defendia a Refundação do Sistema Político. Com a vitória da Dilma Roussef, o governo se aproximou mais do primeiro campo (ajuste fiscal e corte de gastos), não considerado suficiente pelo mercado, resultando no impeachment.

Em relação aos acontecimentos, destacou-se as Reformas Previdenciária e Trabalhista, os ajustes fiscais, a criminalização dos movimentos sociais e o golpe em curso e que têm como cenário as Ruas, o Congresso, o Judiciário  e os Meios de Comunicação.

Nas Ruas destacou-se dois movimentos, as marchas contra a corrupção, com pauta única e fundamental para consolidar o golpe, e as atuais lutas de massa que estão se destacando nos últimos meses. Outros cenários: o Congresso, considerado o mais conservador após a ditadura de 1964, o Judiciário, conservador e que não sofre influência do anseio popular, e os meios de Comunicação, que tem a função de orientar as massas populares.

Diante dessa conjuntura, acredita-se na necessidade da aglutinação das forças de esquerda, que é a proposta da Frente Brasil Popular. 

Após a fala do assessor, a plenária se manifestou com mais cenários de esperança que desencantos e, ao final, em círculo, recitou-se falas do Paulo Freire (Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo) Dom Tomás (Direitos Humanos não se pede de joelhos, exige-se de pé), Belchior (Mas eu não estou interessado em nenhuma teoria. Amar e mudar as coisas me interessa mais). Denise recitou a poesia do livro “Versando Rebeldia” intitulado Declaro Guerra e relembrou-se o testemunho do Lourival.

Denise e Marcia Mascarenha


domingo, 7 de maio de 2017

Seminário sobre Formação Integral e as práticas de educação popular




Nesta atual conjuntura nos perguntamos por que não devemos desanimar-nos? Como manter acesa a esperança? Que tipo de lideranças devemos formar para esta realidade? De que modo construir outro mundo possível e necessário?

Deparamos com a questão: a formação que oferecemos é capaz de envolver os sujeitos a tal ponto que estes possam atuar e contribuir na mudança desta sociedade? Quando falamos de Formação Integral e educação popular ficamos no mesmo lugar ou atualizamos?

Estas questões nos motivam para pensar este seminário. Convidamos o Ricardo Marins que é doutor em educação, porém gente que veio da prática comunitária das Pastorais de Juventude, com um compromisso na transformação na sociedade. Ricardo foi reitor da Universidade Católica de Brasília, atualmente colabora com a pastoral na congregação dos Maristas.

Este seminário é organizado por uma Rede que, desde o ano passado, se encontra, com o objetivo de juntar-se pequenos com pequenos para alimentar a esperança: Centro de Juventude Cajueiro, Comissão Pastoral da Terra, Pastorais de Juventude, Curso de Verão, Centros Ecumênicos de Estudo Bíblicos, Missionárias de Jesus Crucificado, CRB- Goiânia, Centro Cultural Cara Vídeo, Instituto Marista, Curso de Formação em Educação Popular/Brasília, Cáritas Brasileira, Centro Popular Vida e Juventude, Fraternidade da Anunciação, Adveniat.

O Seminário será realizado em Goiânia, Goiás, na casa de Retiro das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado, Rua 95, 84 - St. Sul, Goiânia - GO, 74083-100

Inicia no dia 23 de junho  e termina no dia 25 de junho, 13hora.

Investimento - R$ 230 (duzentos e trinta reais) inclui alimentação, hospedagem, assessoria...

As inscrições pode ser feita aqui até o dia 25 de maio,  INSCRIÇÕES AQUI


Pedimos a todas as pessoas interessadas para preencher a inscrição. Vamos divulgar aqui o programa.
Traga suas experiências de formação para que possamos avaliar juntos neste seminário. E vamos pensar de modo coletivo, um programa de formação virtual/presencial, como exercício para pensar a formação em Rede.

Rede de Formação Bem Viver