quarta-feira, 23 de julho de 2014

Eduardo Galeano: "Quem deu a Israel o direito de negar todos os direitos?"

Publicado em ww.pragmatismopolitico.com.br/2012/11

O exército israelense, o mais moderno e sofisticado do mundo, sabe a quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de “danos colaterais”, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez “danos colaterais”, três são crianças

Por Eduardo Galeano
Para justificar-se, o terrorismo de estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe pretextos. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo seus autores quer acabar com os terroristas, acabará por multiplicá-los.

eduardo galeano gaza israel
Eduardo Galeano: “Este artigo é dedicado a meus amigos judeus assassinados pelas ditaduras latinoamericanas que Israel assessorou”

Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem respirar sem permissão. Perderam sua pátria, suas terras, sua água, sua liberdade, seu tudo. Nem sequer têm direito a eleger seus governantes. Quando votam em quem não devem votar são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se em uma armadilha sem saída, desde que o Hamas ganhou limpamente as eleições em 2006. Algo parecido havia ocorrido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador. Banhados em sangue, os salvadorenhos expiaram sua má conduta e, desde então, viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem.
São filhos da impotência os foguetes caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desajeitada pontaria sobre as terras que foram palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E o desespero, à margem da loucura suicida, é a mãe das bravatas que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está negando, há muitos anos, o direito à existência da Palestina.

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Já resta pouca Palestina. Passo a passo, Israel está apagando-a do mapa. Os colonos invadem, e atrás deles os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam a pilhagem, em legítima defesa.
Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma de suas guerras defensivas, Israel devorou outro pedaço da Palestina, e os almoços seguem. O apetite devorador se justifica pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita.

Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, que burla as leis internacionais, e é também o único país que legalizou a tortura de prisioneiros.

Quem lhe deu o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está executando a matança de Gaza? O governo espanhol não conseguiu bombardear impunemente ao País Basco para acabar com o ETA, nem o governo britânico pôde arrasar a Irlanda para liquidar o IRA. Por acaso a tragédia do Holocausto implica uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde provém da potência manda chuva que tem em Israel o mais incondicional de seus vassalos?

O exército israelense, o mais moderno e sofisticado mundo, sabe a quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de “danos colaterais”, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez “danos colaterais”, três são crianças. E somam aos milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está ensaiando com êxito nesta operação de limpeza étnica.

E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Para cada cem palestinos mortos, um israelense. Gente perigosa, adverte outro bombardeio, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a crer que uma vida israelense vale tanto quanto cem vidas palestinas. E esses meios também nos convidam a acreditar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki.

A chamada “comunidade internacional”, existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos adotam quando fazem teatro?

Diante da tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial se ilumina uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade.

Diante da tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos. A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama alguma que outra lágrima, enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caçada de judeus foi sempre um costume europeu, mas há meio século essa dívida histórica está sendo cobrada dos palestinas, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antisemitas. Eles estão pagando, com sangue constante e sonoro, uma conta alheia.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

O que é o Plebiscito pela Constituinte?



O que é um Plebiscito Popular?

 Um Plebiscito é uma consulta na qual os cidadãos e cidadãs votam para aprovar ou não uma questão. De acordo com as leis brasileiras somente o Congresso Nacional pode convocar um Plebiscito.

 Apesar disso, desde o ano 2000, os Movimentos Sociais brasileiros começaram a organizar Plebiscitos Populares sobre temas diversosem que qualquer pessoa, independente do sexo, da idade ou da religião, pode trabalhar para que ele seja realizado, organizando grupos em seus bairros, escolas, universidades, igrejas, sindicatos, aonde quer que seja, para dialogar com a população sobre um determinado tema e coletar votos.
 O Plebiscito Popular permite que milhões de brasileiros expressem a sua vontade política e pressionem os poderes públicos a seguir a vontade da maioria do povo.

 O que é uma Constituinte?

 É a realização de uma assembleia de deputados eleitos pelo povo para modificar a economia e a política do País e definir as regras, instituições e o funcionamento das instituições de um Estado como o governo, o Congresso e o Judiciário, por exemplo. Suas decisões resultam em uma Constituição. A do Brasil é de 1988.

 Porque uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político?

 Nos meses de Junho e Julho de 2013 milhões de jovens brasileiros foram às ruas para lutar por melhores condições de vida, inicialmente contra o aumento das tarifas do transporte, mas rapidamente a luta por mais direitos sociais estava presente nas mobilizações, pedia-se mais saúde, mais educação, mais democracia. Nos cartazes, faixas e rostos pintados também diziam que a política atual não representa essa juventude, que quer mudanças profundas na sociedade brasileira.

 As mobilizações das ruas obtiveram conquistas em todo o país, principalmente com as revogações dos aumentos das tarifas dos transportes ou até diminuição da tarifa em algumas cidades, o que nos demonstrou que é com luta que a vida muda! Mas a grande maioria das reivindicações não foram atendidas pelos poderes públicos.

 Não foram atendidas porque a estrutura do poder político no Brasil e suas “regras de funcionamento” não permitem que se avance para mudanças profundas. Apesar de termos conquistado o voto direto nas eleições, existe uma complexa teia de elementos que são usados nas Campanhas Eleitorais que “ajudam” a garantir a vitória de determinados candidatos.

 A cada dois anos assistimos e ficamos enojados com a lógica do nosso sistema político. Vemos, por exemplo, que os candidatos eleitos têm um gasto de Campanha muito maior que os não eleitos, demonstrando um dos fatores do poder econômico nas eleições. Também vemos que o dinheiro usado nas Campanhas tem origem, na sua maior parte, de empresas privadas, que financiam os candidatos para depois obter vantagens nas decisões políticas, ou seja, é uma forma clara e direta de chantagem. Assim, o ditado popular “Quem paga a banda, escolhe a música” se torna a melhor forma de falar do poder econômico nas eleições.

 Além disso, ao olharmos para a composição do nosso Congresso Nacional vemos que é um Congresso de deputados e senadores que fazem parte da minoria da População Brasileira. Olhemos mais de perto a sua composição:
  • mais de 70% de fazendeiros e empresários (da educação, da saúde, industriais, etc) sendo que maioria da população é composta de trabalhadores e camponeses.
  • 9% de Mulheres, sendo que as mulheres são mais da metade da população brasileira.
  • 8,5% de Negros, sendo que 51% dos brasileiros se auto-declaram negros.
  • Menos de 3% de Jovens, sendo que os Jovens (de 16 a 35 anos) representam 40% do eleitorado do Brasil.
 Olhando para esses dados, é praticamente impossível não chegar a conclusão de que “Esse Congresso não nos representa!!!” e que eles não resolverão os problemas que o povo brasileiro, em especial a juventude, levou às ruas em 2013.

 E para solucionar todos esses problemas fundamentais da nossa sociedade (educação, saúde, moradia, transporte, terra, trabalho, etc.) chegamos a conclusão de que não basta mudarmos “as pessoas” que estão no Congresso.

 Precisamos mudar “as regras do jogo”, mudar o Sistema Político Brasileiro. E isso só será possível se a voz dos milhões que foram as ruas em 2013 for ouvida. Como não esperamos que esse Congresso “abra seus ouvidos” partimos para a ação, organizando um Plebiscito Popular que luta por uma Assembléia Constituinte, que será exclusivamente eleita e terá poder soberano para mudar o Sistema Político Brasileiro, pois somente através dessa mudança será possível alcançarmos a resolução de tantos outros problemas que afligem nosso povo.



segunda-feira, 30 de junho de 2014

Circuito popular: Participar é um Direito está organizado para os dias 1 a 7 de setembro 2014



O Circuito "Participar é um Direito" é um esforço de vários grupos e pessoas que estão organizados na Rede Popular Cara Vídeo.

O Circuito é uma proposta para realização, de modo participativo, por isto, descentralizado e autogestionado pelos mais diversos grupos populares, organizações, Igrejas/religiões, instituições que desejam oferecer espaços para o debate sobre a participação como um direito político.

As atividades do circuito serão organizadas via online através de um formulário. Por isto pedimos a todas as pessoas interessadas que façam as inscrições das atividades FAÇA A INSCRIÇÃO DA SUA ATIVIDADE PARA O CIRCUITO

O circuito será um espaço popular para que os grupos possam se organizar com atividades de arte, alimentação, cultura, política, economia solidária, educação, movimentos populares.... As atividades podem ser realizada em todos os espaços - Igrejas, escolas, terreiros, circos, universidades, sindicatos.... Também envolvendo pessoas das cidades e do campo.

A Rede Popular Cara Vídeo reúne diversos grupos e instituições e está aberta para acolher grupos que desejam construir um Brasil popular com direitos respeitados. Estamos juntos: Centro de Juventude Cajueiro, Cara Vídeo-comunicativa, Rede de Educação Cidadã, Companhia de Teatro Zumbi, Ibrace, Fraternidade da Anunciação, Comissão Justiça e Paz, Conferência dos Religiosos/as do Brasil, Centro de Estudos Bíblicos, Curso de Verão, Oblatos de Maria Imaculada, Comissão Pastoral da Terra, Proafro/PUC....

AGENDE: Nosso próximo encontro será no dia 31 de julho, 19 horas, no Centro Cultural Cara Vídeo. Rua 83, n.361, Setor Sul - Goiânia/GO. Confirme sua presença através do e-mail redecaravideo@gmail.com.






terça-feira, 24 de junho de 2014

PJ lança revista da festa dos 40 anos

Para não ficar só na memória


Como contar aos outros, aos milhares que se encontram por todo esse vasto país de várias cores, e sotaques, jeitos, sabores, e cheiros... sobre o que vivemos na Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude? Uma missão difícil! Cada um/a experimentou, de certo, os momentos daquela semana de janeiro (19 a 26), em Ribeirão das Neves/MG, de forma tão particular e, ao mesmo tempo tão coletiva, comunitária, que falar dessa experiência pra tanta gente, não é tarefa fácil.

Mas vamos lá, vamos fazer com que mais gente, além das que já conversamos e viram o brilho nos nossos olhos quando falávamos sobre a Reunião Ampliada Nacional da PJ, sentirem o sabor que foi mais uma Ampliada. Sabor porque estávamos em terras mineiras, de comida farta e marcante; de gente acolhedora. Sabor de celebrar 40 anos de história, de eternizar e externar sentimentos, de encontrar gente comprometida, sonhadora, pé no chão e disposta.

Nas páginas que seguem, a partilha de muita gente que fez e faz a história da Pastoral da Juventude, mas, sobretudo, o desejo de que essa revista chegue até você animadora e animador dos mais de 9 mil grupos de jovens da PJ. É por vocês que estão nas bases, na lida diária que preparamos e sonhamos esse material. Leiam, partilhem, questionem e juntas e juntos construamos outros momentos bonitos dessa história, porque “o que a memória amou, ficou eterno”.
Boa leitura:  REVISTA DE COMEMORAÇÃO DOS 40 ANOS
Link para download: BAIXE A REVISTA

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Semana do Estudante 2014 - Rodas de Conversas

A Semana do/a Estudante 2014 (SdE 2014) chega com tudo para sacudir e agitar nossas Escolas, Paróquias, Grupos de Base e Organizações Juvenis!
Neste ano, a SdE apresenta como tema Participação Estudantil na construção do Projeto Popular para o Brasil.
Mas o que seria um Projeto Popular? Segundo o movimento Consulta Popular, é a força social do povo brasileiro organizada,“lutando para executar seu programa político de mudanças estruturais na sociedade”. Portanto, “é um projeto que organiza o uso de sua capacidade criativa e produtiva, tendo em vista atingir um futuro desejado”.
E quem pode ajudar a construir o Projeto Popular para o Brasil? Todo mundo! Mas o convite, agora, se estende principalmente a nós, jovens estudantes! Por isso, nesta edição da SdE 2014, trazemos como lema: “Eu vou a luta é com essa juventude que não corre da raia à troco de nada”. Isso, porque o próprio Jesus uma vez nos disse “Vós sois o sal da Terra e a luz do mundo!” (Mt 5, 13-14). Com isso, Ele nos deu, por sua autoridade, o espírito protagonista e a força de vontade necessários para a luta na construção da Civilização do Amor que tanto sonhamos. O Papa Francisco, seguindo o convite ao Reino, feito por Cristo Jesus, também nos enviou: “Ide, sem medo, para servir!”.
Por que a participação Estudantil é importante? Segundo o site do movimento Levante!, “construir um Projeto Popular passa pela luta por mudanças profundas na educação brasileira, que garanta mais investimentos e condições de acesso, permanência e conclusão da formação. E, principalmente, nossa educação deve servir para estimular o questionamento, e não a acomodação, para que o povo brasileiro se torne protagonista de sua própria história”.
Fica o convite: considerando a força das juventudes de agir, de querer e de caminhar, é que devemos lutar por mudanças substanciais na educação, que nos serve de ponto de partida para todos nós.
Que esta Semana do/a Estudante seja um exercício ousado de cidadania que nos proponha a exercitar o protagonismo, para que nós, jovens estudantes, possamos assumir o compromisso de construir a educação e a sociedade que tanto sonhamos, a partir do sagrado chão que é a Escola.
Apresentamos este material, portanto, para auxiliar os grupos na preparação de encontros, conversas e atividades que possam aprofundar o tema que nos é provocado, e, assim, possam surgir importantes ideias de participação estudantil na construção deste Projeto Popular.
Contamos com a participação de todos/as na construção de uma importante Semana do/a Estudante em todo o Brasil! Aqui está o link do subsídio oficial da SdE: SUBSÍDIO DA SEMANA DO ESTUDANTE 2014
Fraternalmente,m
Pastorais da Juventude da CNBB
Pastoral da Juventude - PJ, Pastoral da Juventude Estudantil - PJE,
Pastoral da Juventude do Meio Popular - PJMP e Pastoral da Juventude Rural - PJR.
Autor/Fonte: Pastorais da Juventude

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Curso virtual: Inscripciones abiertas para la formación “En el camino de Civilización del Amor” para coordinación y asesoría






¿Estás buscando una formación que te capacite para el acompañamiento  a la juventud? ¿Quieres profundizar el libro Civilización del Amor - Marco de Referencia de la PJ Latinoamericana? ¡Estamos ofreciendo una propuesta sistemática!

Invitamos para que entren en esta propuesta a ustedes que son de una Congregación religiosa; ustedes que son laicos/as o presbíteros y se preocupan con el acompañamiento de la vida de la juventud.

El Centro de Juventud CAJUEIRO y socios co-organizadores: Pastoral Juvenil/CELAM; Spes – Instituto de Pastoral Juvenil de Venezuela, Sejuve  Instituto Regional de Pastoral Juvenil/México y Centro América, Pastoral da Juventude Nacional/Brasil, Centro Vida e Juventude/Brasilia/Brasil, Hermanas de San José de Tarbes/Brasil, Hermanos Maristas/Provincia Sul/Brasilia/Amazonas, Red de Asesores y cuidadores/as de Juventud de Manaus/Brasil…   te invitan a participar de una capacitación para la asesoría y para la coordinación de las Pastorales y Organizaciones Juveniles, así como para organizaciones juveniles que están al servicio de la evangelización de la juventud.


La formación estará centrada en el Marco Referencial de la Pastoral Juvenil del Continente latinoamericano publicado en octubre de 2012 en español y en el 2013 en portugués. El texto-base de la formación será la síntesis organizada por Hilario Dick , SJ .

El libro Civilización del Amor – Proyecto y Misión son orientaciones para trabajar con los jóvenes en el Continente y está organizado en  Marco de la Realidad, Marco Histórico, Marco Doctrinal, Marco Operativo y Marco Celebrativo.

El curso virtual está organizado en 4 módulos, en 4 meses. 1º Módulo – Presentación, propuesta y método; 2º Módulo – Marco de la realidad y Marco Histórico; 3º Marco Doctrinal y Celebrativo y el 4º Módulo – Marco Operativo y trabajo final.

El curso está destinado a personas que están en los servicios de asesoría y coordinación en el ámbito nacional, regional o diocesano o de una pastoral o congregación. El curso no es para principiantes. No es para coordinadores de grupo o coordinadores parroquiales.


El curso tiene un costo total de U$ 50,00 por persona. Solicitamos que se organicen grupos por comunidad, diócesis, región, congregación por proximidad geográfica y que puedan encontrarse para estudio. El grupo de estudio puede ser formado por cinco, cuatro, tres o dos personas. También pueden formarse grupos mayores y organizarse en grupos menores.

El curso es un esfuerzo de varias personas y, algunas de ellas estuvieron en el proceso de elaboración del libro Civilización del Amor – Proyecto y Misión: Padre Hilario Dick, Carmen Lucia Teixeira, Dalba Ibet Izos Madrid, Padre Augusto Rios Rocha y otros asesores/as del proceso.

El curso será un espacio de debate sobre el tema de la Evangelización de la  Juventud en el Continente. Tendremos grupos de portugués y español.

Las inscripciones estarán abiertas hasta el día  5 de agosto, a través del link:  HAGA AQUI SU INSCRIPCIÓN 

El curso inicia el día 10 de agosto y va hasta el 10 de diciembre. El curso está organizado en una plataforma que se parece a las Redes Sociales, por eso, espera su comentario, debajo de las aulas/textos y de los materiales complementarios.

Estamos organizando un fondo de becas para las personas que no pueden contribuir financieramente. Por eso, solicitamos que las personas e instituciones que deseen contribuir finacieramente y de modo voluntariado, con el Proyecto Camino de Esperanza – Formación de líderes adultas y jóvenes, puede enviar un mensaje para soucajueiro@cajueiro.org.br y le indicaremos los caminos.

Estamos a su disposición para toda y cualquier información a través de virtual@cajueiro.org.br puede entrar en contacto con Carmen Lucia o Katiuska Serafín.

Curso virtual: Inscrições abertas para o curso Na Trilha da Civilização do Amor para coordenação e assessoria




PROMOÇÃO - PARA CADA 5 PESSOAS INSCRITAS - A 6a pessoa é grátis.

Você está procurando formação para acompanhar a juventude? Deseja aprofundar o livro Civilização do Amor (Marco de Referência da PJ Latino Americana? Quer fazer uma formação sistemática? Estamos oferecendo uma proposta sistemática.

Convidamos você que é de congregação religiosa, você que é leigo/a, presbítero e que preocupa com o acompanhamento da vida da juventude para entrar nesta proposta.

O Centro de Juventude Cajueiro e os parceiros Pastoral Juvenil/CELAM, Spes Instituto de Pastoral Juvenil Venezuela, Centro Vida e Juventude/Brasília, Irmãos Maristas –Província do Sul/Brasília/Amazônia, Sejuve – Instituto de Pastoral Juvenil Centro Americano, Irmãs de São José de Tarbes/ Brasil, Pastoral da Juventude Nacional,  Rede de assessores/as e cuidadores/as de juventude/ Manaus convidam você para participar de uma formação para assessoria e coordenação de pastorais de juventude e organizações juvenis que estão no serviço de evangelização da juventude.

A formação terá como tema central o livro Civilização do Amor, o Marco Referencial da Pastoral da Juventude do Continente Latino Americano, publicado em outubro de 2012, em espanhol e em 2013 em Português.  O texto base da formação será a síntese organizada por Hilário Dick, SJ.


O livro Civilização do Amor são as orientações para o trabalho com a Pastoral da Juventude no Continente e está organizado em Marco da Realidade, Marco Histórico, Marco Doutrinal, Marco Operativo, Marco Celebrativo.

O curso virtual está organizado em 4 módulos, em quatro meses. 1º Módulo – Apresentação, proposta e método; 2º Módulo – Marco da realidade e Marco Histórico; 3º Módulo – Marco Doutrinal e Celebrativo e o 4º Módulo – Marco Operativo e trabalho final.




O curso é para  pessoas que estão nos serviços de assessoria e coordenação, nos âmbitos – (nacional, regional, diocesano) ou de uma pastoral ou congregação.  O curso não é para iniciantes. Não é para coordenação de grupo ou paroquial.  

O curso tem o custo total de R$ 100,00 por pessoa. Solicitamos que se organize grupos por comunidade, diocese, região, congregação das pessoas que estão mais próximas e que podem se encontrar para estudo. O grupo de estudo pode ser formado por cinco, quatro, três, duas pessoas. Também, pode formar grupos maiores e se organizarem em grupos menores. 

O curso é um esforço de vários pessoas e, algumas delas estiveram no processo de elaboração do livro Civilização do Amor – Projeto e Missão: Padre Hilário Dick, Carmem  Lucia Teixeira, Dalba Izos Madrid, Padre Augusto Rios Rocha e outros assessores/as do processo.

O Curso será espaço para um debate sobre o tema da Evangelização da Juventude no Continente. Teremos turma em língua portuguesa e outra em língua espanhola.

As inscrições serão até o dia 05 de agosto/2014, pelo link FAÇA AQUI A SUA INSCRIÇÃO .  

O curso inicia no dia 10 de agosto e irá até o dia 10 de dezembro. O curso está organizado em uma plataforma que se aproxima das Redes Sociais, por isto, espera seu comentário, abaixo das aulas/textos e dos materiais complementares.

Estamos organizando um fundo de bolsas para as pessoas que não podem contribuir financeiramente. Por isto, solicitamos as pessoas e instituições que desejarem contribuir financeiramente e de modo voluntário, com o Projeto Caminho de Esperança – Formação de lideranças adultas e jovens ,  pode enviar uma mensagem para soucajueiro@cajueiro.org.br  que lhe indicaremos os caminhos.


Estamos a sua disposição para toda e qualquer informação em virtual@cajueiro.org.br pode-se entrar em contato com Carmem Lucia ou Katiuska Serafin.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Às juventudes que participam da 4ª Missão Jovem de Santa Catarina, em Caçador



Ninguém precisa explicar porque vocês estão ali
O amor se vive; não se explica.

Queridos e queridas,
Convidado a dizer-lhes alguma coisa por ocasião da 4ª Missão Jovem nas terras de Santa Catarina, quero dizer que estou saudando com vontade de estar lá, isto é, de estar com vocês. Sem grandes discursos, pensei em fazer quatro pequenas reflexões que podem ser úteis para todos, especialmente para as juventudes.

1.       A missão tem tudo a ver com a descoberta da saída. Segundo o livro do Êxodo, custou ao povo hebreu descobrir  que precisava reagir à escravidão do faraó. Precisou aparecer um jovem chamado Moisés, que não suportou o que seus olhos eram obrigados a ver, matou um egípcio e o enterrou na areia. É o que diz a Bíblia. Ser jovem é viver a grande aventura da saída da escravidão, do ensimesmamento, da lonjura do pobre e  do desencontro com o/a outro/a. A descoberta de sair de si mesmo; a descoberta do que é começar a amar. Amar é dar-se aos outros. Por isso o jovem começa a deixar a outra, o outro a entrar na sua vida e a felicidade toma novos sabores.

2.       A missão, como disse, tem tudo a ver com a consciência do êxodo. Ser jovem é viver a epopeia do êxodo. Mesmo que pareça que as tecnologias nos estejam ajudando a sairmos de nós mesmos e termos a impressão que estamos abraçando o mundo, parece que é fundamental recordar que fora do pobre não há salvação. Falo do pobre porque é o mais outro pelo qual Deus tem preferência. Por vezes temos que sair de nossos quartos para  ter que reconhecer que o pobre é real. Ele até pode estar frente ao nosso nariz, e não o enxergamos porque há “forças” que acham importante que  o pobre não seja só fadado a ser invisibilizado, mas a desaparecer. Ser missionário é gritar a plenos pulmões que nenhuma pessoa humana existe para sobrar.

3.       Ainda continuo convicto que uma das grandes conquistas de nossa humanidade é a autonomia. Ser jovem é convencer-se que somos feitos para sermos autônomos, empoderados, protagonistas. Não significa que somos feitos para sermos autossuficientes, “independentes”. Ser autônomo é descobrir a grandeza para a qual fomos criados; também a grandeza dos nossos limites. Todos  sentimos em nós a fome de referências e de pessoas que sirvam de exemplo e modelo; todos sentimos a fome da grandeza do que é ser limitado.  Continuo convicto que vocês sabem a enormidade da feiura da pessoa que se acha auto-suficiente,  gritando aos desertos que não precisa dos outros.

4.       Nunca podemos esquecer que o Deus no qual acreditamos é Trindade. Deus não está fechado em si. Ele é amor; é vida; é plenitude. Até podemos dizer que o Deus que move nossa fé é missionário. Até podemos dizer que somos missionários porque Deus é missionário. O encontrar o outro, a outra, o pobre, o universo bonito e feliz não é algo que vem de fora; é algo que brota do divino que mora em nós. Somos missionários porque é esta a vocação que quer brotar, sempre mais, em nós. Não há força que nos impeça disso, somente a nossa covardia e o nosso medo de sermos nós mesmos.




Descoberta
Consciência
Autonomia
Deus Trino em nós.

A todos e todas  um abraço, pedindo apoio para que as palavras se tornem prática e vida, todo dia.

P. Hilário Dick S.J

São Leopoldo, 17 de junho de 2014.