segunda-feira, 13 de março de 2017

Mensagem para a Assembleia do Cajueiro veio das terras africanas - Edina Lima e equipe






“A esperança tem duas filhas lindas: a indignação e a coragem.
A indiganção nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las”
Santo Agostinho


Cajueiros e Cajueiras, nossa saudação De esperança e esperança!

Provavelmente alguns/as de vocês tenham ouvido falar de nossa missão aqui em Moçambique e da sua importancia neste contexto que vivemos. Esta missão que ganhou nosso coração e nosso projeto de vida está precisamente em Mecuburi, província de Nampula – Moçambique – África.  Aqui aprendemos a viver e trabalhar de esperança em esperança junto com as pessoas que fazem parte do nosso dia-a-dia, nos projetos que a missão desenvolve, em especial com os adolescentes e jovens. 
“As duas filhas da esperança” são nosso oxigenio para construir uma sociedade melhor, a partir dessa realidade cultural e economica tão desafiadora como a de Moçambique.

O ano de 2016 foi um ano muito difícil para todos e todas nós daqui da Missão Mecuburi  e dai do CAJUEIRO! (golpes, fome, catástrofes ambientais, violências, corrupções, mortes, etc). Infelizmente, o 2017 parece que também não será um ano fácil, pois as causas dos problemas não tem mudado e, por conseguinte, as consequências serão as mesmas. Neste contexto, hoje mais do que nunca, a citação de Santo Agostinho pode ser uma grande ajuda para enfrentarmos os problemas citados que afetam Moçambique e  Brasil.

De esperança e em esperança ultrapassaremos a nossa dificil situação. A indignação sozinha não é suficiente. Não basta só a indiganção, como não basta só a coragem , sem uma espiritualidade libertadora que foraleça nossa ética. A garantia de direito e a justiça não cairão “do céu” sozinhas (do céu cai só água!), a justiça e o Bem- Viver se constroem no dia a dia, são frutos abençoados do nosso trabalho e da nossa constancia dedicação. 

Que esta assembleia reunida, que este CAJUEIRO lindo continue firme de pé e com esperança, sem desanimar, sem baixar os braços e folhas, sem perder os frutos e a fé. Que este ano sejamos “resilientes”, e que a nossa fé nos Deuses e Deusas transforme em esperança ativa, em fé que constroi comunidade e um mundo melhor.

Gozem juntos do prazer de estar à sombra deste esperançoso CAJUEIRO!
Estou unida à cada um e cada uma!

Koxukuro! Murettele à todos e todas! (obrigada! Paz à todos e todas!)
Edina, Celson, Pedro! (Equipe Missionária de Mecuburi)

Cajueiro realiza assembleia anual da associação e elege a diretoria 2017/2018

O encontro foi marcado para o dia 11 de março, 4 anos depois da assembleia de fundação, com o objetivo de abrir um novo ciclo, entramos para o 5 ano de funcionamento e de compromisso com a causa da juventude empobrecida.

Reunir um grupo de pessoas, novas e antigas neste caminho, para renovar este compromisso. Escolher nova diretoria e novo conselho fiscal. Celebrar  a memória da semente que foi  jogada em vários terrenos, alguns com espinhos, outras com pedra, outros em terrenos férteis.... nós somos esta semente plantada em tempos complexos - o movimento não é para a organização. Resistimos!

Assembleia é tempo de renovar os acordos, um novo grupo presente, gente nova e com coragem de renovar os acordos para viver os próximos anos!  Elegemos uma nova diretoria um novo conselho fiscal, aprovamos as atividades de 2017.

Queremos agradecer os serviços prestados pela diretoria anterior: Arilene, Célio Amaro, Claudia, Bruna Junqueira e Daniella Caetano. Também, ao conselho fiscal: Valterci, Joara, ... que fizeram um trabalho árduo. Nossas eternas homenagens ao Lourival Rodrigues da Silva, que interrompeu a Presidência do Cajueiro em 1/05/2016, quando fez a sua Páscoa. Gratidão por esta dedicação e serviço aos jovens!

Acolhemos a nova diretoria:
Arilene Martins - Presidente
Carmem L. Teixeira - Vice-Presidente
Claudia M. Lima - 1a Tesoureira
Mercedes Budalles - 2a Tesoureira
Joara Reis - Secretária

Para o Conselho Fiscal e suplentes estão: Regina Marta, Helia Marina, Angela Cristina, Celio Amaro, Berg Matutino e Míriam Fábia.

Desejamos um bom trabalho. Esperamos que este tempo de serviço e dedicação à juventude.

4 anos se passaram deste que o Cajueiro foi plantado



Morta... serei árvore,
serei tronco, serei fronde
e minhas raízes
enlaçadas às pedras de meu berço
são as cordas que brotam de uma lira.


Um Cajueiro que foi plantado no Cerrado, bioma brasileiro, que as chuvas vão até março, depois vive um período longo de seca, volta a chover, outubro ou novembro, dependendo dos círculos do planeta.Todos nós que vivemos nesta região sabemos que não é tempo de plantar. E se plantar, exige um cuidado diário, caso contrário, seca.

Quando a semente do Caju, foi jogada fora e caiu no chão, era janeiro. Havia urgências diante da possibilidade do broto. Não havia muitas escolhas, era a exigência  para continuar servindo à juventude empobrecida, naquele chão ameaçado pela seca. Era necessário decidir, vamos manter vivo a muda que foi germinada? Era tempo de reconhecer que éramos a semente e perceber as potencialidades e as ameaças. Houve uma decisão do grupo - assumir a condição de semente e lançar-se na esperança. Foi este movimento que provocou vários outros movimentos e dentre eles, uma decisão de cuidar da vida e da juventude que foi no dia 09 de março. Houve um acordo pela causa da juventude. Vamos! Podemos ser árvores acolhedora, podemos frutificar em qualquer lugar, até na seca dura do cerrado.

Como todos/as sabem, um acordo, nem sempre se torna fácil no cotidiano, as idas e vindas de cada pessoa pode intervir muito nesta decisão, de modo especial os projetos de vida. Assim, como algumas situações como trabalho,  mudança, doença, morte, cansaço, desilusão.... nestes quatro anos tivemos de tudo. Cada acontecimento nos fazia atentos, ora uma força para cuidar, ora desejos de dispersar. As ameaças ao broto e a muda que necessita de cuidado. Várias questões surgiram, foram diversos motivos que ameaçaram a vida desta pequena planta, o cuidado e os sonhos eram ingredientes de cada dia destes 4 anos da vida da semente germinada e crescida neste chão.

Também, ao longo destes quatro anos precisamos reconhecer que houve muitos esforços, pessoas e grupos, que acreditaram e se dedicaram a manter viva a esperança, os serviços a favor da juventude empobrecida. E foram estes dois movimentos de ameaças e cuidado que fez com que possibilitou a vida predominar. Vejamos o caminho:

A primeira grande aventura foi a realização do Intercâmbio Missão Aprender com jovens de vários continentes e parcerias como do IPJ/São Paulo, Fraternidade da Anunciação, DKA/Austria, famílias que acolheram os jovens, Diocese de Goiás. Foi um mês intenso de formação. Semana Missionária em Goiás, Jornada Mundial da Juventude e construção da Tenda dos Mártires no Rio juntamente com a Pastoral da Juventude. Quantas pessoas! Acolhemos em nossas terras o Secretário do CELAM que visitou o Cajueiro e participou das atividades em Goiás.

Nossa primeira morada na Vila Romana acolheu estes sonhos. Fizemos mutirão de casa nova. E a casa do Lourival foi este espaço de acolher reuniões, livraria. Também, para onde foi a primeira remessa do ODJ - 6a e 7a Edições que contou com o apoio das Missionárias de Jesus Crucificado, das Irmãs de Santa Catarina,  Irmãs do Preciosíssimo Sangue...

Tempos depois, mudamos para o Centro Cultural Cara Vídeo. Novo lugar novas parcerias neste caminho. Neste tempo, tudo foi doado. Tivemos poucas despesas. Por isto, generosidade veio em abundância. Agradecemos toda equipe e de modo particular, Sergio Bernardoni e Delma Costa.

 Gente de perto e gente de longe. O programa de  Formação virtual: Na Trilha do Grupo de Jovens e da Civilização do Amor chegou a vários continentes, foram 22 países.  Foram várias pessoas que cuidaram de jovens e adultos/as como facilitadores/as. Dentre elas, Anderson Deizepe, responsável pela plataforma sempre atento para que as trilhas pudessem ser construídas ou mantidas. Parceiros sempre presente. Este projeto só foi possível com o apoio da Cáritas Brasileira a quem damos graças pela confiança. Contamos com parceiros do IPJ - Instituto Pastoral da Juventude - Venezuela, Marista da Região Sul, Centro Vida e Juventude, CELAM/PJ Latino Americana, Pastoral da Juventude Nacional, SEJUV/America Central,Rede de Assessores e Cuidadores de Juventude/Amazonas e as Irmãs de São José de Tarbes.

Na Trilha da Universidade nos levou para perto da juventude empobrecida, vários educadores, nestas 6 turmas realizadas, pessoas que estiveram na coordenação (Graça, Edinaldo, Fabiana, Lucinethe) em torno de 360 jovens passaram pelo projeto, parceiros como a ProAfro, extensão da PUC/GO, um grupo de educadores/as, alguns deles/as voluntários/as, amigos/as estiveram juntos/as. Os dois grupos da Espanha: Promenor e La Abuela, O Centro Cultural Cara Vídeo e as Missionárias de Jesus Crucificado. Tantas pessoas voluntárias, doadores anônimos...

Na livraria - Graça, Erika, Ciron, Claudia - gente que se dedicou atender as pessoas. Muitos materiais seguiram para este Brasil. Em alguns lugares levamos conosco para as assessorias.  Outras pessoas se envolveram  na produção do material e no cuidado como: o Berg, Miriam, Katiuska, Hilário Dick, William, Luis Duarte, Lourival (in memorian), Carmem.... Nossa parceria com a UFG/ FAPEG permitiu novas publicações.

O Grupo de Pesquisa sobre a Condição Juvenil permaneceu - Cajueiro fez parceria com a UFG e pesquisadores. Acolheu a equipe de pesquisa. Recebeu vários materiais - computadores, máquinas filmadora, material de uso de secretaria. Este apoio permitiu montar nosso escritório de apoio.

Em Goiás, na Fraternidade da Anunciação realizamos vários encontros para o cultivo da mística do Bem Viver! Celebramos a memória dos 20 anos das Escolas Bíblicas para Jovens. Agradecemos a presença da Adveniat/Alemanha que segue como parceira neste projeto, agora apoiando as ações do Cajueiro.

Apoiamos e fizemos parte do nascimento do Observatório "Juventudes na Contemporaneidade", um núcleo das Ciências Sociais/UFG onde somos parte no projeto como organizadores. Espaço de articulação de pesquisadores e grupos de estudo e pesquisa em juventude. Foram vários ciclos de debates de tema atuais sobre a vida da juventude. O grupo de pesquisa Cajueiro e UFG/UEG alimentando as pesquisas engajados nestes espaços.

Os encontros nas casas para celebrar a vida, partilhar as histórias foram ganhando força em cada Ofício nas Casas, encontrar a comunidade para alimentar nosso primeiro amor - a causa da libertação do povo. Esta exige um engajamento diário.

Acompanhar os jovens e mulheres nos projetos de economia solidária, de juventude e comunicação - Jovem Comunica que renderam muitos diálogos com grupos e universidades, com jovens rurais e da cidade. Pensar possibilidades novas de estar no mundo com possibilidade concreta de transformação social.

A comunicação através das redes sociais - facebook, instagram, canal no youtube, twitter, "google mais", grupos no whatsApp nos tornaram mais conhecidos em vários lugares. As imagens criadas por Aurélio Fred, Wolney e Berg deram graça e beleza em vários espaços de comunicação.  As confecções de camisetas para divulgar as causas da vida. As músicas produzidas pela Graça, as aulas de Corel DRAW para produzir imagens... A Ciranda da Vida lembrando a festa de aniversários de amigos/as.

A realização de encontros celebrativos no Espaço onde foi o Mosteiro, hoje Fraternidade, foi tempo de tecer parcerias e sonhos, aprofundar temas, construir trilhas. As assessorias prestadas para diversos grupos, algumas mais longas, como a Escola de Coordenadores em Iguatu/CE de 10 dias, a Escola com Educadores/as do Município de Uruana/GO, a Escola de Educadoras com as Irmãs Lourdinas de 30 dias em três etapas, ao processo de elaboração do Plano de Formação da Diocese de Goiás em vários finais de semana, durante o ano, ao acompanhamento da Assembleia da CPT, de mais de ano, ao planejamento da Universidade Estadual de Goiás, para a organização dos/as Gerais das Congregações Brasileiras e várias congregações - grupos de formação, conselho geral, planejamento.... Pastorais de Juventude nos diversos níveis, desde o nível nacional ao grupo de jovens. O acompanhamento às mulheres da associação em Ceres/GO

Tempo e disposição para organizar o espaço do Cajueiro, as mudanças, a limpeza diária, a organização da Biblioteca Popular Lourival Rodrigues, acompanhar o espaço do Centro Cultural, receber as pessoas, apresentar o projeto do Cajueiro para vários grupos que desejam pesquisar, organizar encontros, reuniões.... ir ao banco, ficar na espera em filas, elaborar projetos, realizar reuniões virtuais..... são tantas ações que não tem visibilidade e que consomem tempo.

Estes quatro anos foi marcado pelo cultivo pessoal, visitas nas casas, cuidado na saúde, organização de almoço ou janta, acolhida da Edina, celebração das festas de Pe. Geraldo e Pe. Célio, aniversários, tempo para cultivar a amizade. Tempo para celebrar a Páscoa de gente amada e querida - Walderes Brito, Neilton Veloso, Lourival Rodrigues - cuidados que exigiram tempo de cuidados intensos. Saudades.

Era para o broto não resistir. Essa foi a ideia dos que jogaram fora a semente, que descartaram o fruto, que ignoraram o processo, a vida. Uma semente teimosa, já cantava a pedra, o Walderes. O tempo, sabemos é de seca, o cuidado é constante. Como não agradecer este tempo, com tantas coisas, que nos fizeram diferentes. Há tanta esperança, mesmo diante de uma realidade dura na política, na economia, nos direitos ameaçados. Não dá para parar. Este é o desejo de muitos que estão por aí desorganizando o povo, impedindo que os pobres tenham vez e voz. Esquecem: Somos semente do Cerrado. Nosso aprendizado é milenar.

O Cerrado tem este poder, pode até queimar, na primeira semana de chuva, tudo começa com a força da vida. Assim, o Cajueiro do Cerrado, tem esta força que experimentamos nestes 4 anos. Não temos certeza de nada, se continua crescendo, se irá dar frutos e tornará uma mata de cajueiros por aí. Seguimos confiantes uns nos outros/as, renovando nossos desejos de vida, pois "somos todos cajueiros!"





 




segunda-feira, 6 de março de 2017

Cajueiro realiza Oficina de Educação Popular




Quem disse que as práticas de costureiras não são ferramentas para compreender a Educação Popular? É preciso abrir novos caminhos quando estamos na busca de conhecimentos. Este foi o exercício que praticamos no sábado pela manhã do dia 04 de março, com a participação de 22 pessoas com diferentes áreas e etapas distintas da formação.

Como canta o poeta Tom Jobim:

"É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração"


O estudo foi coordenado por Márcia Mascarenhas, com as indagações da professora Dra. Maria Margarida Machado e suas experiências que provocaram trilhar os caminhos das nossas histórias em educação. Foram várias trilhas - algumas delas carregadas de mistérios e emoção, onde o conhecimento perpassa através de nossas subjetividades, de nossas capacidades intelectuais, do nosso acúmulo de conhecimentos que a vida vai fornecendo a cada dia. Esse conhecimento enlaçado forma um campo novo sobre nós e sobre o mundo.

Somos parte de um povo que lutou e luta pela escola pública. Nossos pais/mães e avós foram pessoas que educaram nas contradições do tempo e do espaço. Avançamos por caminhos desconhecidos do universo deles/delas porém, com seu acompanhamento e com aplausos, muitas vezes, não compreendidos, porém aprovados.


Na ocasião, foram apresentados os caminhos para apropriar dos conceitos e dos princípios da educação popular, que são fundamentais, como diálogo, construção coletiva, transformação social e emancipação do sujeito.

A nossa luta por educação de qualidade para todas as pessoas continua, uma vez que no Brasil existem 13 milhões que não sabem ler e 30 milhões com apenas 4 anos de escolaridade. Isto para uma população acima de 15 anos. Isso revela que o nosso esforço por um Brasil democrático, ou seja, com direitos respeitados, implica incluir estes sujeitos.

Para aprofundar os estudos, foram indicados alguns sites contendo materiais de apoio:
Portal do fórum EJA Brasil Acesse aqui.
Fomos desafiados a aprofundar a obra do Paulo Freire, os escritos de Carlos Rodrigues Brandão e o trabalho de Oscar Jara.
Se quiser entrar nesta dinâmica e aprofundar sobre Educação Popular, segue o link com o livro do Oscar Jara sobre a Sistematização, um dos desafios do movimento popular LIVRO OSCAR JARA - SISTEMATIZAÇÃO

Se quiser conhecer o Projeto Rosas dos Ventos, de Carlos Rodrigues Brandão Acesse Aqui.

Nestas "águas de março" nós do Centro de Juventude Cajueiro, fechamos o ciclo dos 4 anos, abrimos com esperança o nosso quinto ano, trilhando sempre um caminho carregado de esperança e desejos de construir um mundo que acolha e respeite a vida da juventude, de modo especial, as empobrecidas por este sistema econômico que exclui e que concentra riqueza para alguns poucos. Queremos continuar exercitando a educação popular como um caminho de aproximar para transformar, juntos com os sujeitos emancipados, um mundo que acolhe e respeita as diferenças.

Carmem Lucia Teixeira

quarta-feira, 1 de março de 2017

Uma forma diferente de viver a fé... Escola de Formação de Lideranças Juvenis






 Com o tema - Mística e Espiritualidade aconteceu nos dias nos dias 25 e 26 de fevereiro de 2017,  a Escola de Formação de Lideranças juvenis, promovido pelo Grupo de Jovens JOAS, da Paróquia de São Sebastião, da diocese de Anápolis/GO, na chácara dos Frades Franciscanos Capuchinho “Recanto do Sabiá”.

A acolhida, motivada pelos coordenadores da etapa Leandro Vilaça e Thais Ferreira, uniu os/as jovens em círculo na grama, onde eles/as se apresentaram com a dinâmica “Nós te acolhemos, te damos espaço e seguimos contigo”. Antes de iniciar a assessoria, fizemos alguns acordos do que poderíamos e do que não poderíamos fazer no nosso ambiente, conosco, com o/a outro/a. A coordenação propôs também um desafio: o de sermos anjo de alguém, sem que este/a soubesse, e que fosse revelado ao final da nossa etapa, como um amigo secreto.
Logo o assessor Pedro Caixeta, convidou os/as participantes à sentarem com os pés unidos no meio em círculo fazendo lembrança da união e da cultura africana. Motivou a biodança na qual fomos provocados/as a nos conhecermos nos tocando e dançando livremente. Logo Leandro declamou o poema “O poço” motivando cada um/a a lavar suas mãos no poço.

Começamos com a conversa sobre a mística e espiritualidade na vivência do jeito pastoral (usar o coração e não razão, “sentir Deus”). No decorrer da manhã o texto “O rosto risonho de Deus”, foi utilizado para refletirmos as causas que lutamos e nossas experiências vividas e presenciadas.

No decorrer da tarde, foram apresentados alguns vídeos que nos fizeram perceber que apesar de toda dificuldade não podemos abaixar a cabeça e menos ainda desistir dos nossos sonhos e utopias e nem mesmo de conseguirmos manter comunhão com os/as outros/as. Descobrimos novas formas de rezar, falamos da diversidade religiosa e também sobre os mártires que doaram-se às causas que defendiam em prol da vida.

Com isso, nos reunimos em três grupos e confeccionamos estandartes de alguns mártires como: Ir. Dorothy, Nativo da Natividade, Pe. Josimo, Margarida, dentre outros/as...

À noite, fizemos uma celebração de Vigília dos Mártires da Caminhada com os /as jovens e convidados/as, o ambiente foi iluminado com velas, onde recordamos a vida e falamos de nossas experiências vividas no decorrer do dia, a leitura bíblica foi “As bem aventuranças”, rezamos o Salmo 34, cantamos o mantra “Vidas pela vida”, o hino “Se calarem a voz dos profetas” e para finalizar cantamos e dançamos em ciranda, a música Oração, que é dA banda mais bonita da cidade. Mais tarde depois da janta, fizemos algumas brincadeiras de roda e cadeiras e cantamos numa noite cultural, com muitos ritmos e danças ao violão tocado pelo Gleiton e Otávio.

No dia seguinte, já com a saudade começando a bater, fomos acordados/as ao som esbraveado do violão do Gleiton e iniciamos nossa manhã com uma oração, falando sobre a Campanha da Fraternidade 2017 – Cultivar e guardar a criação e cantamos que “a terra é nossa mãe, devemos cuidar dela”. Depois do café da manhã, Pedro Caixeta explicou como usamos o Ofício Divino da Juventude, ferramenta com a qual podemos rezar ao nosso modo, a nossa vontade, com o que sentimos e propôs três grupos para fazer um roteiro de um ofício com diferentes temas, escolhido pelo grupo e apresentar a todos. Em seguida, uma atividade nova para a maioria do grupo: a leitura orante da Bíblia. Foi vivenciado um jeito diferente e válido de ler e entender a Palavra de Deus.

Ao final da assessoria, o Pedro Caixeta propôs que dançássemos catira e foi divertido e por fim, Léo e Thais, fizeram o envio, relembrando o poema “O poço”, só que desta vez com os dois declamando e foi muito emocionante, pois repetiram as falas olhando nos olhos de cada um/a: EU TE AMO, EU TE QUERO, EU TE ENCONTREI... Revelamos assim o anjo e nos abençoando no poço dizendo “O Deus que está em mim, saúda o Deus que está em você”.

E terminamos esta etapa com um “Até logo”, pois sabemos que tão logo nos reencontraremos. Almoçamos e nos despedimos em meio a lágrimas e saudades já apertando no peito.

Partilhas...

Isabella, da coordenação do grupo de jovens JOAS: “Esses dois dias foram muito bom e o Pedro Caixeta foi a melhor coisa que aconteceu para nós. Foi muito mais que só um aprendizado, e tudo que nos foi mostrado foi também vivenciado, com uma forma diferente de viver a fé. A Thais e o Léo foram ‘perfeitos’, souberam fazer com que cada minuto nosso tenha sido iluminado e mostrou-nos acolhimento e aconchego e pautaram que cada um/a fosse isso para o/a outro/a, preocupando com o bem estar, tanto ao acordar quanto ao dormir, ao nos alimentar, a participar... formamos uma família com a identidade de ser pastoral da juventude”.

Gleiton, da coordenação do grupo de jovens JOAS: “Essa primeira escola de formação foi muito gratificante e tenho certeza que todos/as voltaram com algo novo. Meu sentimento nesse encontro foi de trabalho realizado, de estar podendo proporcionar ao grupo um momento de conhecimento. Essa experiência ficará gravada em minha memória, juntamente com todas as pessoas que lá pude conhecer mais a fundo e as que acabei conhecendo nessa trajetória, pessoas que não tenho sombra de dúvidas que guardarei em meu peito, e um dos momentos que me proporcionou isso foi o anjo, que se resume em cuidar de uma pessoa, de conhecê-la. A parte que mais me tocou foi essa, pois mesmo não conhecendo a pessoa, ela verdadeiramente virou o meu anjo, um anjo que Deus colocou para cada um ali. Sim esse encontro me tornou uma pessoa melhor,  mais revigorada. Queria agradecer as pessoas que trabalharam para esse encontro e fizeram esse momento acontecer, obrigado por tudo”.

Dany, participante da arquidiocese de Goiânia: “Foi um fim de semana, não só de aprendizado, mas também maravilhoso e inédito, pois todos nós fomos tratados com igualdade, a coordenação da etapa e o assessor estavam conosco o tempo todo de modo que se mostraram participantes. O fato de estarmos livres e aprendendo como numa ‘brincadeira’ de deu uma vez que até nos momentos de descontração aprendemos coisas novas, nos conhecemos melhor e nos desligamos da nossa rotina, pois não usamos celular, nem rede social, nossa comunicação foi inteira presente fisicamente. Tudo partiu de nós também, nossas partilhas com relação aos temas, pois não é uma realidade distante”.

Thais, coordenadora da etapa: “Depois de um bom tempo sem vivenciar essa experiência, recebi este convite que foi um desafio, pois estou meio que enferrujada, foi tudo lindo, ver o rosto desses/as jovens e senti-los/as tão participativos/as e iterados/as é uma experiência que já deixou saudade e não vejo a hora da próxima etapa acontecer. Vivenciar essa espiritualidade é sempre um novo achado e lembrarmos a união, foi algo que me marcou com certeza, a cultura africana na qual crianças para apostar corrida deram as mão para que chegassem junto a linha de chegada foi simplesmente único e perfeito”.

Léo, representante da PJ Anápolis, na PJ RCO: “Cada momento vivido, cada olhar trocado e cada sorriso certifico que as juventudes estão vivas e na espera de seu protagonismo. Passamos acreditar que tudo se é possível. E nesta utopia viva, que acredito que dou meu suor e meus passos na certeza de que contribuí na construção da Civilização do Amor. São estes/as jovens que contribui na minha vida eu na vida deles para um marco diferenciado. Essa foi a primeira etapa da Escola de Liderança em Anápolis, um passo forte e marcante na vida de quem vivenciou pois estamos mostrando a fonte e lá eles/as e todos/as aqueles/as que acreditam se saciam da sua sede de justiça, de amor e de fé. Creio na juventude que vai além das paredes, que se capacita, que sonha e sonha juntos/as e é essa a minha causa, a minha luta: sermos jovens que não aceita vestir qualquer farda, mas sim ter uma causa para qual lutar e viver.”




Coordenadores do grupo JOAS: Gleiton e Isabella
Assessoria: Pedro Caixeta
Coordenadores da etapa: Leandro Vilaça e Thais Ferreira
Texto de: Otávio Gomes e Dany Iara Silva
Redigido por: Thaís Ferreira