terça-feira, 12 de junho de 2018

SOU CAJUEIRO - Notícias do Mês de Maio e gratidão a cada pessoa que colabora neste caminhar

Goiânia-GO, 10 de junho de 2018.

“Caminhante, não há caminho,
O caminho se faz ao caminhar.”
Antônio Machado
Gente querida,

Nesse caminhar da vida o CAJUEIRO se fortalece com a “Campanha Sou Cajueiro”,
 iniciamos no mês de abril/2018 com 26 colaboradores/asque resultaram em um
 montante de R$ 2.055,00 (Dois mil e cincoenta e cinco reais). Neste mês de maio
 somos 40 colaboradores/as mais o valor total das contribuições foram R$ 5.285,00
 (cinco mil e duzentos e oitenta e cinco reais). Além de pessoas físicas, agora a 
campanha ganha colaboração de grupos como: Flores, Rosas e Frutos,
 Irmãs de Nossa Senhora - Cônegas de Santo Agostinho, Irmãs da Caridade de Montreal
 e várias pessoas que colaboram com serviços. 

Se você conhece alguém e deseja convidar para entrar nesta corrente do bem
CLICA AQUI E COLABORE
Os passos do CAJUEIRO neste mês de maio percorreram na estrada das seguintes
 atividades e projetos:
  1. Comemoração do 1° de Maio na Praça Universitária
Marta, Arilene, Marisa, Mercedes, Janira, Angela Cristina, Helen Clara e Cidinha representando
 o CAJUEIRO na manifestação  da luta pela democracia e nossos direitos.

A imagem pode conter: 13 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé e atividades ao ar livre

  1. Contribuição no auxílio moradia com a jovem Karla Cristina Costa, estudante de veterinária
     na UFG de Jataí. Karla participou do Projeto Na Trilha da Universidade 2017.


  1. Acompanhamento às Pastorais de Juventude: a) Assembleia da PJ do Centro Oeste em Silvânia/GO– 
    Helen Clara, Helia Marina, Cidinha, Gecineia, Marta e João Marcos , b) Formação para os jovens
     em São Félix do Araguaia - MT - João Marcos, c) Encontros de Formação em Santa Catarina - 
    Luis Duarte, d) Planejamento da Comissão Nacional de Assessores/as - Carmem Lucia Teixeira

A imagem pode conter: 5 pessoas, pessoas em pé https://scontent.fgyn2-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/31531806_1766953646705921_2366565243959640064_n.jpg?_nc_cat=0&oh=e77d8eb378664ee1fd52e9ae165c8293&oe=5BBA848F

  1. Rede Caminho de Esperança tem como objetivo a formação de adolescentes e jovens através dos
     cursos virtuais e presenciais e a criação de uma plataforma virtual do CAJUEIRO. Neste mês a equipe
     de coordenação recebeu formações, realizou um encontro para pensar a formação de jovens nos
     ambientes sócio-cultural,  e ainda, elaboração do conteúdo do Curso Caminho de Emaús -
     Capacitação Técnica e reuniões para estruturação do projeto. Esta rede está formada até o
     momento com 10 grupos e instituições. Assessoria ao processo de planejamento das Irmãs de Nossa
    Senhora Cônegas de Santo Agostinho - Carmem.


  1. Congresso do Povo Brasileiro - o CAJUEIRO esteve presente nas discussões, onde foi um rico
     momento de formação popular, além de despertar a consciência política, para que o nosso povo 
    compreenda que sem mobilização e organização da sociedade não conseguiremos conquistar,
     manter e ampliar nossos direitos e que desmobilizados podemos, inclusive, retroceder em nossas
     conquistas. Estiveram presentes: Denise Mascarenhas, Cidinha, Marta, Helen Clara, Arilene,
     Marisa, Angela Cristina

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  1. Observatório das Juventudes Contemporâneas – Carmem Lúcia Teixeira e Sandra Oliveira
    esteve  no Colégio Anima em Goiânia com ciclo de debates com a juventude o
     tema: JUVENTUDE E VIOLÊNCIA, e ainda realizou duas reuniões em preparação
     ao Seminário do Observatório. Presença de Flávio Sofiati.
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  1. Roda de Conversa no CEMEI viver a infância com as professoras. Projeto de Extensão
    da faculdade de ciências sociais da UFG, com tema: metodologia das Rodas de Conversas
     com Arilene Martins.


  1. Grupo de Educação Popular que reuniu educadoras e educadores populares
     do CAJUEIRO para aprofundar o conhecimento sobre a práxis de Educação Popular. 
    Reuni os educadores do Projeto Na Trilha da Universidade entre assessores e 
    colaboradores do CAJUEIRO, neste mês de maio sobre os Cenários Políticos do Brasil.

A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé e área interna


  1. Ofício Divino nas Casas – este mês de maio a equipe do CAJUEIRO se reuniu na nova
     morada de Cláudia Lima para celebrar o Sol de Maio em Boa Terra. O ofício foi construída
     uma bandeira do Divino Pai Eterno que foi conduzida para o presidente Lula
     em Curitiba/PR.
A imagem pode conter: 11 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé e área interna


  1. Projeto Na Trilha da Universidade – o CAJUEIRO acolhe diariamente 40 (quarenta) 
    jovens empobrecidos/as de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo e Trindade
     que recebem gratuitamente aulas de Matemática, Biologia, Física, Química,
     Literatura, Língua Portuguesa, Língua Estrangeira, História, Geografia,
     além discutirem e vivenciarem temas transversais na pedagogia da Educação Popular.
     As contribuições financeiras custeiam no aluguel de salas do Centro Cultural Caravídeo
     na Rua 83, 361 – Setor Sul – Goiânia/GO, além de lanches, material didático,
    contribuição aos educadores, manutenção do laboratório de informática e a 
    Biblioteca Popular Lourival Rodrigues.

  1. Participação Celebração dos 50 anos da Conferência de Medellín - uma formação oferecida
     por vários grupos com a presença de Padre Oscar Beozo. Estiveram presentes: 
    Gecinéia, Celia, Rezende, Mirim, Célio.
   
  1. Participação na Semana da Unidade dos Cristãos e Cristãs - Presença nas atividades:
     Rayner, Joara Reis, Marta, Cidinha e Rezende Bruno.
   
13. Manifestação pública contra o assassinato de 9 adolescentes que cumpriam 
medidas socioeducativas que morreram queimados. Este ato de apoio às famílias. 
Presença de Romênia, Mirim, Arilene, Marta e Cidinha.

Sua contribuição é essencial neste momento tão difícil que enfrentamos no Brasil.
 E é neste caminhar que vamos trilhando e alimentando os sonhos destes jovens que buscam
 no CAJUEIRO uma fonte para continuarem a acreditar num país mais justo e igualitário.

Nosso coração se enche de gratidão por ter você como nosso aliado na formação de jovens
que farão a diferença neste país.

Muito obrigado!

CAJUEIRO

Visite nossa sede no Centro Cultural Cara Vídeo - Rua 83, 361 – Setor Sul – Goiânia/GO
 e em nossas redes sociais:  http://cajueirocerrado.blogspot.com 
 e http://www.facebook.com/centrocajueiro

segunda-feira, 4 de junho de 2018

ELE NÃO ESTÁ AQUI ( ascensão de Padre Gisley) - Hilário Dick

Este texto do Hilário foi escrito em 2016. Maio foi a partida do Lourival. Este ano celebramos 2 anos. E no dia 16 de junho, vamos fazer o ofício da memória destas pessoas que foram intensas na doação da vida a favor da juventude.



ELE NÃO ESTÁ AQUI
( ascensão de Padre Gisley)

Na última vez que fui lá, fui direto. A cruz que grita, naquela subida da estrada, que foi ali que tu voaste para dentro da vida, está lá. Senti necessidade dessa visita reverente. Dias antes, tinha passado na sede da Conferência Nacional dos Bispos onde as pessoas simples se juntam aos milhares de jovens que sentem saudade da tua alegria e, como diz meu amigo Quim, do mistério que já foste no meio de nós e continuas sendo.

Sei que estás acompanhando as coisas da nossa Igreja e da juventude com vontade grande de ser mais respeitada e menos manipulada. Sei que a lâmpada de esperança e de luta que alimentavas nas nossas rodas, esta lâmpada está viva. Aliás, tu já viste teu nome burilado naquela vela enorme? A vela está tão bonita que parece estar cantando os mantras dos quais gostavas.

Acho uma pequena besteira, mas depois de vários anos queria pedir-te desculpas. Sabes por quê? É que a edição de Civilização do Amor – Projeto e Missão (ao menos a tradução para o português) não foi dedicada a ti. Mais ainda: pedir-te desculpas porque naquela lista de pessoas que deram a vida pelo povo e também pela juventude, teu nome não consta naquela lista que se conseguiu fazer. Claro que não poderias estar antes de Dom Romero ou de Dom Helder ou de tantos outros, Dons e não Dons, mas no meio daquelas outras figuras lindas, nos esquecemos de pôr o teu nome. Sei que vais rir desse nosso esquecimento, mas sinto necessidade de pedir desculpas. Aliás, como vão Florisvaldo, Albano, Walderes, Lourival e tantos outros e outras que a gente não esquece, mas não se lembra do nome? Diga a eles que continuem mandando suas bênçãos. Sabes que ainda existem os que insistem que a Teologia da Libertação morreu?

Claro que tem aqueles que não sabem se alegrar com a diminuição dos pobres e com a conquista dos direitos dos negros, indígenas e tanta outra coisa, mas tu nos ensinaste que é preciso dar uma por cima, ter esperança. Naquele dia em que fui ver a cruz que mostra onde voaste para a vida alguém muito querido me disse que precisamos esperançar.

Estou vendo que os Arcanjos te estão chamando para o ensaio daquele mantra
 que vai ser cantado por todo o universo, sem deixar de lado nenhuma estrela nem planeta.
Vá lá. Um forte abraço.
Teu irmão, P. Hilário Dick
No dia em que voaste para a vida.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Não sabia que a senhora mordia…’ Diane Valdez





Diante do fato que revela como o Estado trata os jovens e os pobres, nós do Cajueiro queremos manifestar nossa indignação a situação destes adolescentes e de tantos outros/as que vivem a mesma precariedade nos serviços públicos. Nossa solidariedade com os familiares.

Aqui apresentamos uma reflexão da professora Diane Vadez da luta pelos direitos dos adolescentes e parceira do Cajueiro nas lutas por melhor formação. Um texto que vale a pena ler...

Não sabia que a senhora mordia…’

Assim falou um adolescente que cumpria medidas socioeducativas (em um espaço que nem de longe é pra isso), para uma professora quando essa cobrou uma tarefa escolar. Depois, confessou a demora, por não saber ler. E ali estava, para ser ‘ressocializado’, sendo que nunca teve direito a qualquer socialização em sua curta vida! A sordidez do Estado, começara antes dele chegar ali. Começara na ausência do direito básico de todos terem acesso às leituras que permitam acesso a todos os direitos. Não só os fundamentais, pois direitos fundamentais, não transformam vidas. Não mudam histórias! O dia em que a professora me contou sobre a ‘mordida’, semana passada, rimos sobre a sacada (falei até que ia inserir no meu vocabulário), e falamos o quanto o poder público os morde sem qualquer culpa. Morde doído, com desejo sórdido de arrancar o pouco que ainda carregam de perspectivas. 

Ontem, longe de casa, li sobre os adolescentes assassinados pelo Estado em um espaço, já conhecido e denunciado, que nem de longe permite qualquer mudança na vida de quem foi sempre ignorado. Daniel, Douglas Matheus, Elias, Elizeu, Gabriel, Johny, Lucas, Wallace… nove adolescentes, sim daqueles que tem nomes de meninos e que se parecem com os de sua família, pois estão em condição de desenvolvimento, morreram queimados em um lugar que, pela legislação, era para proteger e cuidar, permitindo continuidade de suas vidas em outros formatos, apesar de saber que ninguém segue nenhum caminho com os pés atados na violência submetida diariamente. 

Nove adolescentes morreram asfixiados, queimados, presos e desesperados. Cada um com seus nomes, famílias, tamanhos e motivos de ali estarem para serem mais punidos por sua pele e sua condição social. Sim, são negros e são pobres! Seus corpos foram empilhados feito sacos de qualquer coisa. Foram empilhados para ‘limpar’ o espaço daqueles ‘estorvos’. Nove adolescentes, sob a responsabilidade do Estado, foram mortos pela responsabilidade nunca assumida. A imprensa protege o Estado com a competência que tem se especializado ainda mais nesses tempos de golpe. Protege, justifica, cuida, afaga e abraça um Estado que matou, agorinha, nove adolescentes pobres. 

A culpa é deles! Foram eles que se mataram! Violentos que sempre foram, até pra morrer eles tramaram! Procuraram seus fins! Não iam mudar mesmo! Foi melhor assim!  
Já o Estado, ah, o nosso Estado do cerrado, não tem nada a ver com isso! Pois cumpriu, com sua competência perversa, seu papel de proteger a ‘sociedade’, privando, confinando, isolando, prendendo, encarcerando meninos e meninas que ousaram, ‘sem mais nem menos’, confrontar a lei dos cidadãos de bem. E por falar nesses, que são os mesmos que defendem a pena de morte e  acorrentamento de meninos pobres, seguem rezando, orando, cultuando santos, cantando hinos de olhos fechados, falando mecanicamente ‘vai, ou fica, com dels’, ecoam, aliviados e convictos: 
...Graças a dels, menos nove…. 

O Estado morde, e a sociedade de bem, arranca e dilacera o que resta… Graças a dels…
(Diane Valdez - maio de mais dor)


quarta-feira, 2 de maio de 2018

Jovens da Trilha Universidade dão testemunhas da ação do Cajueiro



 Recebemos este depoimento da Karla Cristina Costa participou do projeto na TrilhaUni. Ela escreve para os/as jovens que participam do projeto deste ano. Ela nos conta a sua experiência de jovem e suas buscas. 
Esperamos que outras pessoas, também se animem em enviar sua mensagens e contar as suas histórias.
" Ola galera, meu nome é karla cristina, e assim como vocês, um dia participei desse lindo projeto do cajueiro, que ajuda jovens pobres, iguais a todos nós a continuar sonhando e realizar nossos sonhos. A realidade social da maioria dos jovens brasileiros, tanto de cidade grande, mas também do interior como eu, sonha entrar  numa universidade pública ou ganhar uma bolsa em universidade particular. Não temos condições de pagar um curso superior, sem falar que começamos a trabalhar muito cedo, e ganhando bem pouco para ajudar nas despesas de casa. Estou resumindo, kkkkkk......
Minha história é muito longa, e gostaria de poder um dia está ai com vocês e contar um pouquinho dela. Quero dizer a vocês que o cajueiro mudou minha vida, não só pelo fato de contribuir para minha entrada no curso de medicina veterinária na UFG, mas além disso, na minha construção pessoal. Ver as dificuldades como aprendizado e a diversidade como um enriquecimento de conhecimento.
Queria dizer a vocês que nunca desistam dos seus sonhos. O que me moveu ao longo desses sete anos, longe de casa e dos amores da minha vida foram  meus sonhos, um deles, ser a primeira pessoa de uma família bem pobre a entrar na universidade pública, e no curso que sonhava, e eu consegui. Durante esses sete anos não faltou pessoas que me falaram para desistir, inclusive minha mãe,  kkkkkkk, falava que curso de medicina veterinária era pra rico, e que devia fazer um curso mais fácil. 
Quando sai de casa, para estudar e trabalhar eu só tinha 14 anos. Passei por muita dificuldade,
 tive que fazer faxina, porque não tinha dinheiro pra ir de ônibus ao cursinho (cajueiro), fiz isso seis meses, até conseguir passar na faculdade. E hoje o cajueiro continua me ajudando, a instituição envia 400 reais para pagar minhas despesas. Meu curso e integral, e minha mãe,  dona de casa não tem como me ajudar. Sem essa ajuda eu teria que voltar pra casa e desistir do meu sonho.
Obrigada a todos por me escutarem. Desculpem  qualquer coisa que falei que vocês não acharam legal.... Ass.: karla cristina"
O Cajueiro tem se esforçado para atender a Karla e tantos outros jovens que estão em busca de seus sonhos. Se considera que este projeto é importante para mudar a vida das pessoas. Faça parte deste grupo, seja uma associado/a e colabore Sou Cajueiro - Socio Colaborador_a