domingo, 1 de outubro de 2017

Ofício Divino da Juventude: chegamos a 100 mil exemplares




 
Neste ano de 2017 completamos 13 anos de existência do Ofício Divino da Juventude. Ele nasceu de uma santa loucura de duas Mulheres que faziam parte da coordenação da Pastoral da Juventude da diocese de Goiás, uma diocese comprometida com a vida e de onde nasceu o Ofício Divino das Comunidades. 

A Diocese preparava a Jornada da Confiança (uma atividade ecumênica organizada pelos Irmãos de Taizé). Não queriam que fosse somente um evento, mas parte de um processo de formar jovens líderes capazes de cuidar de outra juventude, assim como é a ação da Pastoral – cuidar da vida da juventude assim, como recomendou o Mestre de Nazaré. 
Havia um plano de formação para as quatro regiões da Diocese com um curso de formação em etapas, durante dois anos. Realizaram, também, vários momentos diocesanos em vista do processo de formação que desembocaria na atividade da Jornada. 

Janaína Santos, cidade de Ceres, era a coordenadora da Pastoral da Juventude em 2004 e de parte da coordenação da Jornada da Confiança. Esta jovem negra, empobrecida e liderança preparada pela PJ, assumiu com coragem, venceu muitas barreiras impostas aos negros neste país desde a chegada da África aqui, quando foram escravizados. Este estigma da escravidão permanece em nossa cultura e é um preconceito exercido por todas as pessoas, dentro e fora da Igreja. 

Carmem Lúcia Teixeira, de Pires do Rio, migrante para Goiânia, traz em sua raiz a sua origem dos povos indígenas, assumiu por 5 anos o serviço de assessoria ao Setor Juventude da CNBB, acompanhou as Pastorais da Juventude em nível nacional e vários outros serviços da Igreja, deixou a assessoria em 2003 e passou a acompanhar a juventude em Goiás. 

Destacamos as duas porque foram elas que a enquete, realizada para escolher as pessoas para homenagear nesta edição. E, nelas, queremos homenagear cada pessoa que colaborou para que o ofício chegasse a esta quantidade de exemplares.  Agregam-se, ainda, Hilário Dick pelos seus 80 anos, Florisvaldo S. Orlando – pelos 20 anos de sua ressurreição, Geraldo Marcos L. Nascimento, pelos serviços prestados à juventude empobrecida em Goiás, Lourival Rodrigues da Silva, pela vida doada. Veja o resultado da votação.


A decisão de construir um Ofício Divino da Juventude nasceu dentro da equipe de coordenação, contou com ajuda de todas as pessoas, umas mais outras menos, segundo sua capacidade. A loucura da Carmem e da Janaína foi dar continuidade para uma impressão do material sem grana. Decisão difícil. Dinheiro emprestado para realizar 10 mil exemplares e todo tipo de desconfiança. O primeiro era que não seria aceito pela juventude e não venderia para recuperar o dinheiro emprestado. Nada disto foi impedimento. O risco foi assumido e o material foi produzido. Um mutirão de gente de todo lugar, apoio dos autores e músicos, do povo da liturgia em nível nacional, da Casa da Juventude, com sua equipe como parceira no projeto da Jornada.

A ideia inicial foi imprimir 20 mil exemplares, mas, diante das barreiras, do discernimento coletivo, fizemos uma redução pela metade. A Jornada foi em outubro e em dezembro não tínhamos mais nenhum exemplar.  E havia muitos pedidos. Decidimos fazer uma revisão cuidadosa e, depois de um ano, novos parceiros entraram neste caminho. Temos que agradecer pelos 100 mil exemplares, aos quais chegamos em 2017. Citamos as congregações dos Oblatos de Maria Imaculada, os Maristas, as Irmãs Azuis, as Irmãs de Santa Catarina, as Irmãs do Preciosíssimo Sangue, Salesianas, Missionárias de Jesus Crucificado e entidades, como o Adveniat, DKA/Austria, Hoje os responsáveis pelo Ofício Divino da Juventude são: Centro de Juventude Cajueiro, Irmandade dos Mártires da Caminhada, Fraternidade da Anunciação e a Diocese de Goiás.

100 mil exemplares é uma vitória que devemos a muita gente! Espalhar um jeito de cultivar a espiritualidade e o cuidado com a vida grupal. Não contamos com rede para espalhar este material; contamos com o desejo e a sede da juventude em viver uma vida comunitária marcada por uma mística do bem viver. Chegar a esta quantidade sem uma rede de editoras, sem estruturas sofisticadas de venda, sem uma divulgação de qualidade exigido pelo mercado, são motivos para muita celebração, por isto, queremos convidar para celebrar esta conquista.

Nós, do Cajueiro, queremos agradecer pelo que foi realizado dizendo uma palavra de gratidão a cada pessoa que adquiriu o material, às pessoas que divulgaram, aquelas que gravaram o CD com as músicas, aquelas que organizaram o Roteiro de Capacitação, aquelas pessoas que estiveram juntas na revisão, colaborando para que cada edição fosse realizada. 

O tempo que estamos vivendo pede de nós muita atenção à mística e à comunidade para formar pessoas capazes de doar suas vidas e de, juntas, encontrar uma luz para este caos que estamos como humanidade. Somente pessoas que estão em Paz serão capazes de enxergar os caminhos novos para sairmos desta situação. Por isto, organizar grupos, celebrar a vida quando todos pedem para ficarmos isolados e perturbados nos ajudará a viver este tempo novo. Desejamos que o ofício seja este material que nos ajudem a viver a PAZ.

Vocês podem ajudar divulgando a notícia, e, ainda, divulgar nossa loja virtual http://cajueirocerrado.blogspot.com.br/p/loja.html.

Quem deseja colaborar com a edição de qualquer material que temos basta nos procurar. Queremos fortalecer redes a favor da vida da juventude.



sábado, 9 de setembro de 2017

Seminário do Bem Viver - as relações de poder com assessoria de Ivone Gebara





 Convite


Você é nossa e nosso convidado/a para participar do Seminário do Bem Viver com o tema da relação de poder. Será uma oportunidade para nos encontrarmos  e fortalecer a resistência e, assim,  renovar a esperança na construção da cultura do Bem Viver.

O convite é da  Rede do Bem Viver que é formada por vários grupos/instituições que se unem para oferecer mais um seminário para a formação de agentes de transformação. O Seminário está destinado para lideranças de nossas instituições e de outras que comungam destes ideais.

O objetivo é  refletir sobre a construção do Bem Viver tendo como enfoque as relações de poder que constituem nossas vidas nos diversos ambientes: familia, trabalho, política, lazer, religião, ou seja, nosso modo de estar no mundo.

Quando será? dia 02 de novembro iniciando às 18h, com a chegada das pessoas e termina no domingo as 9h. da manhã. No mosteiro tem missa no domingo 9h. Comunique o horário que irá chegar e sair para prever outras refeições que não estão incluídas na taxa divulgada.

Onde será?  Na cidade de Goiás/GO,  Mosteiro/Fraternidade da Anunciação. A cidade está a 130 km de Goiânia.

Contribuição para a realização do Seminário - R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais) valor da  hospedagem. As outra despesas com viagens e assessoria serão assumidas pelos grupos que fazem parte da Rede do Bem Viver. Pode ser pago em duas parcelas uma no dia da inscrição e outra no dia 25 de outubro.

Pensamos também, em uma campanha solidária de material de limpeza, mantimentos e frutas... para colaborar com pessoas que não poderão arcar com as despesas. Também, aceitamos doações em espécie para garantir a presença de modo especial de jovens.

Este é o terceiro seminário realizado pela Rede do Bem Viver. O primeiro foi em sobre o Bem Viver e a Rede. O segundo, foi em junho/17 com Ricardo Maris, o Bem Viver e a formação de lideranças em uma perspectiva da educação popular.

Material para preparação:  os escritos de Ivone Gebara são muitos e, por isto, sugerimos buscar na internet ou nas livrarias. Uma leitura anterior sempre colabora com a maior profundidade do debate no encontro. Veja o vídeo abaixo e conheça um pouco da pessoa e das ideias de Ivone Gebara.

Quantas vagas? As vagas estão limitadas para 80 pessoas.  Por isto, pedimos que as inscrições sejam feitas e o pagamento efetivado para garantir a sua vaga. Estarão abertas até o dia 20 de outubro ou até quando chegar o número de vagas.

Inscrições: INSCRIÇÕES AQUI
Depósito no Banco Bradesco - Conta Conjunta: Aurisberg Leite Matutino e Carmem Lucia Teixeira
Conta Corrente: 3524-6
Agência: 1222-0
Favor enviar o depósito.


Informações -WhatsApp do Cajueiro - (62) 991349793 ou centrojuventude@cajueiro.org.br


Quem participa da Rede do Bem Viver?  Centro de Juventude Cajueiro, Centro Cultural Cara Video, Curso de Verão, CEBI, Missionárias de Jesus Crucificado, CRB - Conferência dos Religiosos do Brasil / Goiás, Cônegas de Nossa Senhora de Santo Agostinho, CPT - Comissão Pastoral da Terra, Pastoral da Juventude, Curso de Formação de Educação Popular, Cáritas Brasileira, CEBs, Fraternidade da Anunciação do Senhor.

O Seminário tem  assessoria da Ivone Gebara que é filósofa e teóloga, doutora em filosofia e Ciências da Religião, conhecida por sua luta pelos direitos das mulheres em todos os espaço e atua na perspectiva do ecofeminismo.

Estamos organizados em três equipes para o Seminário: Metodologia : Vanildes Gonçalves, Rezende Bruno e Alessandra Miranda. Espiritualidade - Luis Duarte, Douglas,  Helia Marina, Elaine e Ir. Ana. E na organização: Carmem, Janaína, Delma, Mariza, Francisca Marta, Donizete e Gecineia.

Assista a entrevista e conheça um pouco mais sobre a Ivone Gebara.

Educação popular e movimentos sociais foi tema do grupo de estudo







APRENDE O MAIS SIMPLES! PRA AQUELES CUJO TEMPO CHEGOU NUNCA É TARDE DEMAIS! (Bertold Brecht)

No dia 03de setembro de 2017 o grupo de Educação Popular do Cajueiro esteve reunido na Caravídeo para participar do encontro com o tema Movimentos Sociais e Educação Popular. O encontro foi assessorado pelo Claudio Maia, professor do Departamento de História e Ciências Sociais e do Mestrado em Direito Agrário, da Faculdade de Direito, ambos cursos da Universidade Federal de Goiás. O encontro foi conduzido pela Ângela Ferreira e Karla Hora.
Às 8h45 iniciou-se o encontro. Nesse momento, camisas e bandeiras de diversos movimentos populares foram estendidas no centro da sala, ao som da música Oração Latina de Glad Azevedo. Em seguida, foi exibido o vídeo A história dos movimentos sociais. Ao final do vídeo, cantou-se a música Para não dizer que não falei de flores, do Geraldo Vandré. Anéis de tucum, símbolo do compromisso com os menos favorecidos, foram distribuídos para os participantes, ao som da música Sonhar Grande. Após a mística inicial, foi dada as boas vindas e informações preliminares aos novos participantes (Afonso , Ana Luiza,  Mad’Ana, Maria Eduarda, Marta, Rogério e Sara,).
Após a apresentação inicial, o Prof. Claudio Maia falou da experiência do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), que propõe e apoia projetos de educação voltados para o desenvolvimento das áreas de reforma agrária. Na UFG, o programa de Educação do Campo, política do MEC e a parceria com o PRONERA, permitiu formar 45 turmas em assentamentos e ocupações do Estado de Goiás. O assessor relatou as grandes dificuldades encontradas na implementação do programa da UFG: resistência interna, burocracias, infraestrutura, alguns participantes e professores sem relação com o campo e o pioneirismo, sem referências anteriores nas quais se espelhar. Somada à isso, a evasão, que exigia da equipe uma atenção especial a cada aluno.
Em seguida, apresentou-se o vídeo A fervura do tacho vem de baixo, executado com os participantes dos cursos, nos quais falavam das dificuldades encontradas na conclusão do Ensino Fundamental e das expectativas que tinham após a conclusão do curso. As experiências relatadas são impressionantes. Por um lado, a experiência da exclusão do ensino formal, em especial das mulheres, devido às suas ocupações com as atividades domésticas e às atitudes machistas dos que as cercavam, que acreditavam que elas não deviam ter acesso à educação. Por outro lado, o encantamento com o Saber e com as possibilidades que surgem em suas vidas a partir do Conhecimento.
Os participantes tiveram algumas falas sobre o vídeo: O saber não formal dos alunos, a partir de suas experiências, que mencionaram teorias marxistas (classes sociais, desvalorização do trabalho, luta social e produção de riqueza), sem lê-lo; a  necessidade do combate ao analfabetismo ser uma política de estado e não de um governo,  registro do projeto Arquitetura da Catástrofe, que consistiu em uma manifestação ao vivo, realizado na UFG, contra o fechamento de 60.000 escolas rurais no Brasil ocorrido  na :UFG
Ao final, a Ana Luiza leu o poema Louvor do Aprender, de Bertold Brecht e Maria Eduarda cantou a música “Que pais é este, do Legião Urbana. Por fim, agradecemos a presença do Cláudio Maia, que foi presenteado com uma camisa do Cajueiro e foi convidado a participar conosco em outros momentos do curso de Educação Popular.