sábado, 13 de janeiro de 2018

Letícia foi aprovada na UEG em Fisioterapia, estudou no TrilhaUni projeto do Cajueiro






Letícia Rodrigues dos Santos, 19 anos, nasceu em Teresina/PI. Há 12 anos é moradora do Jardim Balneário Meia Ponte, região norte de Goiânia. Um dos bairros mais antigos da Capital. A família é composta pelos pais, pela Letícia e por uma irmã mais velha. Vieram para Goiânia em busca de melhores condições financeiras. Hoje os pais ganham a vida como costureiros.

            Segundo Letícia a mãe concluiu o Ensino Médio e não mais teve condições de continuar estudando, embora esse fosse seu desejo. Já o pai estudou somente até o 6° ano do Ensino Fundamental. Ainda falando sobre sua família extensiva, Letícia disse que será a segunda a fazer faculdade. Até hoje somente uma tia conseguiu ter acesso ao ensino superior.

            Com um sorriso aberto Letícia fala com empolgação da sua trajetória estudantil. Afirmou que sempre gostou de estudar, de ler e de sonhar com uma vida melhor para ela e para sua família. Preocupa-se com sua irmã que é autista. Concluiu o Ensino Médio em 2015 e desde então vem se preparando para ingressar em um curso superior. Em 2017 matriculou-se no Curso Pre Universitário, na TRILHA DA UNIVERSIDADE, promovido pelo Centro de Formação, Assessoria e Pesquisa em Juventude –CAJUEIRO. Em novembro de 2017 prestou vestibular na Universidade do Estado de Goiás – UEG, concorrendo a uma vaga no curso de Fisioterapia. Foi aprovada! Disse ainda que fez o ENEM no desejo de ser aprovada em Medicina. Espera a divulgação dos resultados.

            Questionada sobre o modelo de profissional que deseja ser, responde com prontidão: “como vou lidar com a vida das pessoas, quero ser uma excelente e responsável profissional.”
            Quanto aos pais disse que tem um profundo sentimento de gratidão por tudo que fizeram por ela. Sabe das dificuldades financeiras da família e do esforço feito até agora. Que a mãe sempre disse que não teve a oportunidade de fazer faculdade, mas que sonha em ver a filha formada.

            Avaliando o Trilha, Letícia afirmou que foi um bom Cursinho. Teve uma boa e atenciosa coordenação; bons professores que acompanharam bem os estudantes; conteúdos profundos e atuais. Disse ainda que não encontrou dificuldades em redigir as redações do vestibular da UEG, nem do ENEM, pois foram conteúdos estudados no TRILHA.

O projeto Na Trilha da Universidade é uma realização do Cajueiro em parceria com o Centro Cultural Cara Vídeo, Pro-Afro/PUC-GO, Promenor e La Abuela, dois grupos da Espanha, Missionárias de Jesus Crucificado. 

O projeto conta com muitas pessoas que se dedicam ao projeto. Nossa gratidão a cada pessoa e grupo que contribui com estes jovens, de modo particular com Letícia, que agora entra para a Universidade para realizar seu sonho.






segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Direitos Humanos e Educação Popular - Grupo de Estudo






No dia vinte e oito de outubro de dois mil e dezessete, o grupo de Educação Popular reuniu-se no Cajueiro das 8:30h às 12:00h para abordagem do tema: Direitos Humanos e Educação Popular. Logo após o café, seguiu-se uma breve apresentação dos presentes. Após, as coordenadoras do tema pediram que cada um escrevesse o nome de pessoas, grupos, entidades ou manifestações, a partir da nossa experiência ou lembrança, que contribuíram para os direitos humanos no nossa região. Em seguida cada um fez um breve comentário do porquê da escolha.


Feito isso, o Ricardo Barbosa, palestrante do tema, fez um retrospecto da questão dos direitos humanos a partir da década de 80 passando pelos diversos governos. Comentou inclusive a respeito do Plano de Articulação que foi materializado nas Diretrizes Nacionais em Educação e Direitos Humanos, com as seguintes subdivisões em Educações Popular, Infantil e Superior e Mídia. Ricardo ressaltou que as universidades estão sendo obrigadas a responder sobre a implantação de conteúdos de Educação e Direitos Humanos e Educação e as questões Etno-raciais. Citou alguns documentos que estão disponíveis sobre o assunto como: a Rede Brasileira de em Direitos Humanos e para Direitos Humanos (REDHBrasil.net) que é um programa de capacitação de educadores da rede básica em educação em direitos humanos e o site DHnet.org.br que é dirigido pro um ex-militante. Neste site estão contidas muitas informações e boas indicações de leitura. 


Falou ainda do momento atual com a criação de Comitês Estaduais e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa que, em Goiás, está sob a coordenação do deputado estadual Mauro Rubem. Citou também o importante papel do secretário de segurança pública de Goiás Ricardo Balestreri. Continuou a sua fala ressaltando a necessidade da articulação mais forte entre a Educação e o Direito Humanos que considera ser a única saída para as alterações de humor do governo e da sociedade civil e que uma atuação forte pode fazer com que as decisões independam do primeiro. Para isso ele apresentou, dentre diversos dados do Enem de 2016, que dos 8 milhões de jovens que fizeram o exame, apenas 70 redações tiveram a nota máxima. Bastante sintomática também foram as médias de notas de aprendizado em português e matemáticas das redes particular e pública.


Outros assuntos também pertinentes ao tema discutido como o crescimento do deputado federal Jair Bolsonaro nas pesquisas para presidência do país. As pesquisas apontam que o perfil do eleitor do Bolsonaro é jovem de alta renda, aluno da UFG, o que segundo Ricardo, “demonstra claramente o fracasso da UFG na formação do seu alunado”. Outra questão foi a do aluno que assassinou os colegas, dentre eles seu único amigo, numa escola em Goiânia, sob o pretexto de que sofria bullyng, a Escola sem partido e outras questões correlacionadas.

Por fim, Ricardo falou da necessidade de se desenvolver uma cultura em Direitos Humanos e a saída para superação dos fortes entraves que estamos vivendo é a superação da intransigência e o caminho é o diálogo com os grupos de esquerda já organizados, alinhando os pontos de convergência.



Tema: Direitos Humanos e Educação Popular
Coordenadores da discussão: Carmem e Márcia Mascarenha


domingo, 7 de janeiro de 2018

Páscoa de P. JESUS ANDRES VELA, o pai da Pastoral da Juventude da América Latina - Hilário Dick


Muitos que são da Pastoral da Juventude da América Latina não conheceram e nem conhecem o P. Jesús Andrés Vela. Atrevo-me a chama-lo de Pai de nossa Pastoral da Juventude. Nasceu em Salamanca, em 1924. Estava, pois, com 94 anos na hora da partida e o vi pela última vez no 3º Congresso Latino-Americano de Jovens. Estava já cheio de idade e, ainda, cheio de ideias e pedagogias. 

Estudou Psicologia em Belo Horizonte e doutorou-se em Missiologia na Universidade Gregoriana, em Roma (onde também lecionou). Chegou na Colômbia em 1973 como Secretário da Sessão Juventude do CELAM. 

Foi Diretor do Instituto Latino-Americano de Pastoral Juvenil (IPLAJ), Diretor do Seminário de Planificación Pastoral por mais de 30 anos, professor de Misiologia na Universidade Gregoriana em Roma, Diretor da Casa da Juventude de Bogotá por mais de 25 anos y professor de Teología Pastoral na Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Javeriana.

Nos enriqueceu com variadas publicações sobre temas de pastoral juvenil, de dinâmicas psicológicas de grupos, de comunidades e de relações humanas, processos de reiniciação cristã, evangelização de jovens, sobre acompanhamento espiritual, evangelização e cultura. O que nos importa é o que ele significa para a Pastoral da Juventude Latino-Americana. 
Repito a expressão “Pai da Pastoral Juvenil Latino-Americana”, tendo trabalhado na Sessão Juventude antes da Conferência Episcopal de Medellin, quando se falava, ainda, mais de Ação Católica do que de “Pastoral”.
Em 1976 se realizava, em Caracas, uma reunião com o Padre Geral – Pedro Arrupe - com todos os provinciais da América Latina. Arrupe nomeou o padre Jesús Andrés Vela como coordenador do encontro. Num momento da reunião consideraram-se os esforços que a Companhia fazia em formar agentes de pastoral no campo da Pastoral da Juventude na América Latina e Jesús Andrés Vela confirmou que, em sua maneira de ver, esta era uma necessidade sentida e propôs o modelo do Seminario de Planificación Pastoral estudado por ele junto com os jesuítas da Casa de la Juventud.
Foi espiritual, pedagogo, professor e assessor, conhecido em toda a América Latina. Veio como missionário para o Brasil, mas passou longos anos, até o seu falecimento, na Colômbia. Um de seus grandes sucessores foi o uruguaio P. Horácio Penengo. Era uma figura “pastoral”.

 Hilário Dick S.J.

A 8a Edição do Ofício Divino será lançado dia 10 no 12o. ENPJ - Encontro Nacional da Pastoral da Juventude




No dia 10 de janeiro, em Rio Branco/Acre, às 11h (Horário de Brasília) será lançado a 8a Edição do Ofício Divino da Juventude- ODJ. Nesta edição completamos 100 mil exemplares. É uma conquista que tem a Pastoral da Juventude como protagonista, por isto, escolhemos lançar neste encontro que celebramos a Igreja Jovem que testemunha o ressuscitado neste chão brasileiro.

Esta edição homenageia duas mulheres que estiveram no início neste material para o cultivo da mística na vida comunitária da juventude: Carmem Lúcia Teixeira e Janaína Firmino dos Santos. Elas foram escolhidas em uma enquete com vários nomes. Reconhecimento do trabalho das mulheres junto aos jovens.

O Ofício Divino da Juventude desde 2004 contou com vários grupos parceiros. Nossa Gratidão!! Nesta 8a Edição contamos com as Missionárias de Jesus Crucificado, com os Oblatos de Maria Imaculada, com os Irmãos Maristas e com o Instituto de Formação Juvenil do Maranhão. Esta rede de grupos e instituições que se junta ao Cajueiro para garantir a oferta de um material que chega aos grupos e que colabora para que a espiritualidade cultivada alimenta o compromisso com a vida da juventude.

100 mil exemplares é uma façanha porque o material não está disponível em editora grande ou pequena, ele sempre foi distribuído corpo a corpo, em uma rede de pessoas que acreditam na juventude e por isto, se dedica no acompanhamento (centros de juventudes, congregações, coordenações, assessores/as da PJ e de outros grupos que acompanham a juventude na Igreja do Brasil).

Você que participa do 12o ENPJ no Acre poderá ser divulgador/a deste material para que todo grupo possa ter os seus exemplares. Dependemos deste esforço de cada grupo ou pessoa. Se deseja saber como fazer Clica aqui

Nós do Cajueiro agradecemos este espaço ao Encontro Nacional  da Pastoral da Juventude e nos juntamos todos com este acontecimento que faz caminho como Igreja Jovem.

Conheça também o ateliê 15 onde estão as ilustrações Visite o Ateliê 15

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Faça-se: Dom Heriberto, OSB Uma vida à serviço da juventude e da missão Luis Duarte Vieira


No dia 03 de janeiro, Dom Heriberto Hermes,OSB viveu sua Páscoa. Aquele que doou a vida para que em tudo se fizesse segundo a vontade do Pai, agora O encontrou.

Apaixonado pelo Reino fez-se beneditino, consagrando sua vida ao Pai, animado pela regra de São Bento.

Apaixonado por fazer a vontade do Pai, fez-se missionário vindo ao Brasil, morando em Mineiros/GO, onde muito atuou pastoralmente, construindo a Igreja Povo de Deus naquela cidade e na diocese de Jataí/GO.

Apaixonado pela Civilização do Amor e em atenção ao Divino no Jovem, foi um dos pioneiros na organização da PJ na Diocese de Jataí e um grande motivador da PJ do Regional Centro-Oeste.
Apaixonado pela Igreja Povo de Deus, assumiu o episcopado sendo bispo da Prelazia de Cristalândia-TO.

Apaixonado pela vida, foi um grande defensor dos direitos humanos.

Apaixonado pelos pobres, dedicou sua vida a eles/as.

Apaixonado pela juventude, foi bispo referencial da PJ no Regional Centro-Oeste por longos anos.
Animou e acompanhou muitos processos da PJ no regional e no Brasil. Nossa imensa gratidão!

Hoje, nas vésperas de iniciar mais um encontro nacional da PJ, Dom Heriberto abraçou o Pai. E de junto de outros amantes da juventude seguirá ajudando a tecermos a festa do BEM VIVER com os/as jovens, para que a vida seja tudo em todos e abundante.

Te pedimos, Dom Heriberto, que ajude-nos para que nossas vidas sejam expressões da radicalidade e coerência que afirma sempre: "Faça-se".
Amém!

Nossa homenagem a D. Heriberto é este texto escrito por Luis Duarte. Nossa gratidão sempre pelo apoio aos serviços com a Juventude empobrecida e com a defesa dos direitos.