sábado, 9 de julho de 2016

cronica do encontro em Santa Catarina - Memórias de Hilário Dick





ASSESSORES, MENINADA, CATARINA E CLARA
Simples recordação do Fórum de Assessores
em Florianópolis
Hilário Dick

I. PARTE
Sempre achei importante a presença de assessores/as e acompanhantes na evangelização da juventude. Sempre me bate uma tristezinha quando vejo que rareiam encontros de assessores. Ao mesmo tempo em que a juventude, nas maturações que vai vivendo na descoberta do que seja autonomia, resiste ao adulto (e deve resistir), ela fica muito feliz se pode comer do mesmo pão com um assessor ou acompanhante que saiba ser acompanhante. Temos que dar-nos conta que a Pastoral da Juventude, desde seu início, fala de assessoria e acompanhamento, as duas coisas juntas.  Como disse: é bom encontrar um grupo que sonha melhorar este seu serviço junto à juventude.
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Era para eu ir e neguei, dando minhas razões: audição, idade, estas coisas. Quando conseguiram Carmem, fiquei enciumado, e mudei, isto é, fui:
- Preciso ir! Preciso ir, também para ver e tocar a Carmem.... Nada melhor do que durante um Fórum de Assessores, falando da vida, do que se estudou e sistematizou, perceber como ela está, com tudo que viveu nos últimos tempos esta companheira de longa caminhada. Eu precisava ver essa gurua...  Na minha modéstia, tenho certeza, também, que ela estava doida para dar uma olhada pelo canto do olho no meu viver misturando saúde, disposição, resiliências e esperanças.
E fui. Sete horas de ônibus, atravessando o frio.
Vou recordar os momentos vividos, dos dias 30 de junho a 2 de julho de 2016, sem muita lógica. O que melhor, por isso, do que iniciar retomando uma carta que Antônio Frutuoso, antigo companheiro de utopia, mandou para o Fórum? A gente fala que uma das caraterísticas do/a acompanhante é a presença; a gente sabe que o acompanhante também tem fome de ser acompanhado. Frutuoso marcou presença porque sabia que ali se cultivaria a mesma utopia. A carta é essa:


Querido Hilário Dick
Querida 
Carmem Lucia Teixeira
Queridos assessores e assessoras
Quantas saudades...
Queria estar aí com vocês, mas estou em outra missão na diocese de Joinville, mais precisamente em Jaraguá do Sul, acompanhando a escola da juventude, cujo tema é história e identidade da PJ.
Aliás, tenho percorrido as terras catarinense e paranaense atendendo a chamados da formação para a gurizada através das escolas. Gostaria que refletissem a escola como uma das mais fortes possibilidades de mobilização e organização da PJ. Estou certo que este é o caminho! Precisamos reavivar a escola da juventude em Floripa. Lembro-me com carinho, e aqui sendo saudosista mesmo, de tanta gente diferente que hoje contribui com o Reino de Deus. Gente que fez a escola de Floripa em outros tempos.
Nessas idas e correrias, tenho feito descobertas e aprendido muito com a juventude. Tenho insistido na máxima de aquecermo-nos o coração para o projeto.
Recém estive em Lages onde visitei Betânia, o lugar da amizade, da acolhida, do feminino, da poesia, do perfume e também, e de forma muito vigorosa, de abrir os sepulcros onde se sente o cheiro e a podridão do preconceito, da discriminação, do extermínio da juventude, de uma sociedade conservadora e tirânica e trazer para a vida os Lázaros, desamarrá-los e promovê-los em sua dignidade de humanos, filhos e filhas de Deus.
O mais legal é ver os jovens encantando-se com nossas viagens pelos lugares bíblicos.
Quanta alegria.
Quanto aprendizado.
Quanta esperança.
Quanta utopia.
Nesses dias em que o cinza do conservadorismo cobre-nos, é mais do que urgente mostrar a juventude "resolutamente" o caminho de Jerusalém. Há muito o que se fazer!
Queridos e queridas, que estão no encontro, vocês estão bem acompanhados. Hilário e Carmem moram no coração da juventude. Deixem-se conduzir pela sabedoria de ambos, não percam nada do que dizem. Eles são os nossos guardiões do fogo, desta linda história que é a Pastoral da Juventude do Brasil.
Do lado de cá, no norte do estado ou onde quer que esteja, sigo fazendo aquilo que estes dois me ensinaram: estar com a juventude, reavivando em mim o pequeno príncipe, tal qual o livro, aquele que se deixa cativar por aquilo que é único e verdadeiro e que mora no coração de Deus: o sagrado que é a juventude.
Até breve!
Antônio Frutuoso   2/07/2016


Linda esta carta. Carta de quem tem projeto; de quem não é vaca de presépio; de quem há gente que não  gosta porque vivemos num mundo e numa igreja onde as submissões são bem-vindas.
- Quem eram os participantes do Fórum?
Aí na foto estão 29, mas eram mais. Era uma turba.... Muito bom rever cinco que haviam feito a Pós em Juventude e para os quais dera aula antes de ser proibido, pelos bispos de Santa Catarina, em pisar em terras catarinenses, mesmo que fosse para rezar. Gostei de todos. Até do Fabrício eu resiste em ser assessor...  Não  guardei os nomes; somente daqueles aos quais enchi com minha paciência. O rapaz deitado pretende ser marista; o André é do meio e quer casar com a menina do lado dele em abril do outro ano que vem; a Adriana é esposa de João e mostrou a língua para ele no meio das discussões. Perguntei à negra se ela tinha consciência que só ela era negra  e ela disse que sim, com toda a simpatia que é... E assim por diante, sem esquecer aquele que gostava de falar.

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Quem animou o processo todo do Fórum foi a Carmem; só ajudei. A diferença é que ela, a Carmem, fala com uma crítica mordaz e eu com uma língua que precisa ser banhada de água benta. Não sei se ela tem mais histórias para contar do que eu.
Todas as fotos são bonitas, mas as mais bonitas são aquelas nas quais eu estou. Na primeira estão dois casais: João e Adriana e Carmem e eu...  Na segunda, a Priscila ajuda a formar a trindade.
Aliás, foi a Priscila que disse que houve tempos em que ia para o grupo de jovens não sabendo porque ia. Ia por ir...
- Para ir...

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Convencido de que o grupo é o lugar da felicidade do jovem, xinguei ela. Quase que a mandei embora... Mas o pessoal foi muito bom, muito curioso, assim como todo acompanhante deve ser. Certamente me mandariam plantar mandioca se eu tivesse feito isso.
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Dando um pulo sem lógica, lá estou pensando em voltar...
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Com meu boné (que ninguém me tira, nem o Rafael) e casacão, junto com Alexandre, a tal de Priscila, Camila e Afonso estávamos esperando, na rodoviária, olhando para vocês todos com vontade doida de desejar que o frio não fosse grande demais.
Na minha passagem por Florianópolis (não, Serraria, no município de São José, do outro lado da ponte) houve outros momentos importantes como este onde se encontram: 1) a gurua; 2) o diretor do Colégio dos Maristas da Serraria (Adriano Broilo); 3) o João (esposo de Adriana); 4) eu (tentando olhar direito); 5) o Diogo (pode me xingar se estou errando, mas veio de Curitiba); 6) o outro (que me vai matar porque esqueci o nome dele, mas me socorreu quando quase vomitei e gostei muito dele. Me cochicharam que ele se chama Danúzio); e 7) Cleber, gente boa, bom educador, mas que foi aluno mais ou menos na Pós em Juventude que fez.  Revi a esposa dele e a filhota querida.
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II. PARTE
Não sei como agradecer. Um momento – dentro de outra geografia - onde consegui fazer rir, pensar, perguntar, falar bobagens foi com um grupo de adolescentes, quando me levaram à biblioteca do Colégio Marista de Serraria para falar da Pastoral Juvenil Marista (PJM) para meninos e meninas de 14 a 17 anos. Não sabia o que me esperava e, impulsivamente, fui dando a mão para cada um, quando cheguei, perguntando algo.
 Aí estou, com minha cara de bobo, conversando com um deles que disse que não sabia falar. A vizinha, de 17 anos, parecia a “defensora” de todos, mas a de amarelo ria e ria.
  Falamos de muitas coisas; até os joelhos das duas meninas prestaram atenção. Como eu não falasse muito de PJM, o grupo reclamou:
- E como foi o começo da PJM?
Dei-me conta que viajávamos em outros campos e aí eu falei. Até falei daquela casa que os maristas têm num dos Morros da Ilha e eles pareciam saber do que eu estava falando.
- Pois foi lá que aprovamos as “Diretrizes” da PJM...
  O menino de azul tem 17 anos. Havia feito uma dinâmica muito bonita com os educadores, num outro salão, no Fórum sobre Juventude e Participação. Disse que sua mãe é diarista e é filho único. A menina ao lado do menino de boné, a certa altura da conversa, começou a rir e não parava de rir e eu pensei que estava chorando...  Devo ter dito alguma besteira.
E lá estava eu... A bandeira da PJM, a flor, o boné na cadeira, ao lado de outra adolescente inteligente, pensando com a meninada. O livro no chão é sobre a mística da educação na fé, dos maristas, que ajudei a escrever. Todos deveriam conhecer.
Um educador nunca deixa de se perguntar sobre o valor do grupo, sobre a dificuldade que a gurizada tem em aceitar a igreja. Também eu.
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A igreja trancada sobre si e a garotada com vontade doida de ser escutada. Teria sentido que durante um encontro onde não havia padres nem religiosos/as porque estavam muito ocupados, morresse um bispo daquela região? Todos ficamos encucados com algumas coisas que acontecem.
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E lá estávamos nós, falando de assessoria, de processo, de pedagogia, de identidade, de poder, de manipulação, de presença, de lugares bíblicos, de Jerusaléns, de bispos e fariseus, de Civilização do Amor, de documento 85 e outras coisas que alguns inventam pensando que fazem bem à juventude. A missa da qual participamos na paróquia era um horário meio ingrato e a juventude estava escondida atrás das colunas que nem existiam. Mas nós celebramos tudo junto com aquele padre que parecia vir de outro planeta.
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E então topamos com esta foto. A quem estaria pintando este adolescente? A si mesmo? Aquilo que ele deseja ser? É com eles que trabalhamos, não é? Engraçada e bonita a sombra.
- Sim, mas ele quer ver o que é uma santa...
- Uma santa?







III. PARTE
Mas preciso falar de Afonso, Camila, Dona Maria e a dona da festa: Maria Clara. Afinal, foi lá que tomei sopa, que dormi, que comi frutas, onde apareceu muita gente e onde minha memória me fez voltar a um tempo atrás, quando todos ainda estavam vivos. A Camila toda preocupada, querendo meter-se muito na minha vida. Mas é a forma de ser dela.https://fbcdn-sphotos-c-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xtp1/v/t1.0-9/13095796_1173869665967262_208355598622628340_n.jpg?oh=104af6377e8b7cbab76276b2c80d9b74&oe=57FCBAE9&__gda__=1475127775_6beb61c7e9e9a8b8d5d84b155dc80660 Maria Clara é esta menina. Sapeca como quase todas que um dia foram Maria Clara. As crianças nos olham como quem sabe de tudo que acertamos e erramos e aí ficam observando.
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- Me esqueci...
Quase caindo, Maria Clara tem vontade de gritar:
- Quero meus pais! De vez em quando meu pai fica longe, não sei aonde e aí  vó Maria me rodeia de cuidados. Fico contente quando consigo engolir algum botão e todo mundo fica apavorado.
- Eis!
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- O que faz a vó aí? A Dona Maria?
A Dona Maria é Dona Maria; o Affonso é Affonso quase sempre; a Camila, mesmo não querendo, sempre é ela.
- Ela, a Dona Maria, não te larga, Maria Clara, não é?  
- Mesmo quando subo onde não deveria, parece que os adultos não compreendem que quero ver o mundo.
- Ver o mundo?
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-Ver árvores, casinhas, horizontes, outras crianças, cachorros, gatos... Como eu gostaria de ver um boi, uma vaca...
- O mundo é assim?
- É o que a avó procura fazer-me compreender.
Aí aparece aquele senhor idoso, com boné.
- Quem és tu?
- Fiquei olhando e pensando quando aquele vô me diz:
- Eu te vi antes de tu nasceres...
- O quê?
- Sim. Foi lá em Santa Cecília. Tua mãe com barriga grande... Não pude fazer muita bagunça naquele casamento porque poderia dar um chilique.
 
- Ah, me lembro sim. Me lembro da mãe com medo que eu quisesse fugir de dentro dela. Senti que o pai tentava disfarçar calma.
- Vamos andar a cavalo?
- Como?
- Ah não me lembrava que tu não sabias. Mas é simples... Senta aqui! É assim.
E Maria Clara andou a cavalo.
 
- Assim...
E Maria Clara ficou conversando com aquele senhor.
- Que tu tá achando desse grupo de tais de “assessores”,  neste encontro onde a mãe esteve mais que o pai?
- Tudo bem, só que não falamos de crianças. Falamos de ti daqui a 14 anos. Eles acharam que tu ias participar de grupo de jovens.
- Acho que vou gostar porque gosto quando tem bastante gente aqui, falando e achando que não entendo. Entendo tudo...
E ela foi, a cavalo, por vales e montes.
E o Fórum de Assessores? Não vais concluir nada?
- Quando se enxerga uma rosa bem bonita a gente fica sem palavras, não é? Pois eu vi um canteiro de rosas florindo. A sopa de Dona Maria, a gentileza do pessoal do Colégio, o camarão daquela noite, as rezas, os sonhos, mesmo a conversa com aquela meninada, tudo fica em segundo plano quando se tem a alegria de conviver com pessoas que gostam de trabalhar com o sacramento da novidade, formando um canteiro de rosas.

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