sexta-feira, 24 de junho de 2016
Curso Grátis: Venha participar da Trilha na Universidade! TrilhaUni
Inscrição – 01 de julho a 05 de agosto no formulário virtual CLIQUE AQUI E FAÇA A SUA INSCRIÇÃO
É um projeto de formação destinado à juventude empobrecida, com atenção aos jovens negros/as oferecido pelo CAJUEIRO - Centro de Formação, Assessoria e Pesquisa em Juventude.
É um espaço de formação que visa capacitar jovens de 17 a 30 anos, para a entrada e permanência na Universidade e para o mundo do trabalho. Preparar sujeitos críticos capazes realizar as provas do ENEM.
Como será realizada a TrilhaUni?
Data da realização: inicia no dia 8/08 até o dia 31/10 – atividades de formação em 4 eixos: Linguagens, Sociedade e Ciência da Natureza e Exata com atividades no Centro de Juventude Cajueiro (Centro Cultural Cara Vídeo) Rua 83, número 361 – Setor Sul – Goiânia/GO
Horário de funcionamento: 19h – 22h, de 2a a 6a feira, com atividades à tarde, para quem puder e alguns dias no final de semana.
Como entrar nesta TrilhaUni?
Inscrição – 01 de julho a 05 de agosto no formulário virtual CLIQUE AQUI E FAÇA A SUA INSCRIÇÃO
Processo de Seleção – dia 03 ; 04 e 05/08 – a partir das 18h prova redação: A vida da juventude, e conhecimentos básicos, 2) dias 06/08 divulgação do resultado;
Matrícula e colaboração: 08/08 – de R$ 20,00 reais a R$ 50,00 e 1 resmas de papel chamex e assinatura do termo de compromisso com o projeto, preenchimento do levantamento do grupo.
email: liderjovem@cajueiro.org.br
Fones: ( 62) 99957-2949 (vivo), 98285 -4436 (Tim), Whatsapp/Telegram - (62) 99134-9793
O Projeto tem o apoio dos grupos:
Promenor uma instituição da Espanha que se dedica a apoiar jovens empobrecidos para a entrada na Universidade,
La Abuela é um grupo que faz homenagem a avó que sempre se empenhou na formação da juventude, é um grupo, também, da Espanha.
ProAfro/PUC um grupo de extensão que trabalha as causas do povo negro.
Observatório Juventudes na Contemporaneidade é uma organização de universidades e o Cajueiro, com sede na Faculdade de Ciências Sociais/UFG.
Missionárias de Jesus Crucificado - um grupo de mulheres religiosas que se dedicam a cuidar das pessoas empobrecidas.
Centro Cultural Cara Vídeo - um grupo de pessoas que se dedicam a comunicação e oferecem o espaço para a realização do curso.
Se você quer entrar nesta ciranda e apoiar este projeto pode fazer isto através do SouCajueiro pode escrever para indicar em que pode ajudar soucajueiro@cajueiro.org.br ou fazer a sua doação
DOE AQUI
quarta-feira, 22 de junho de 2016
Conferência "Contribuições de Marialice Foracchi à formação da sociologia da juventude no Brasil"
O Observatório Juventudes na Contemporaneidade convida para a conferência organizada pela
Professora Telma e Professor Flavio Sofiati Conferência "Contribuições de Marialice Foracchi à formação da sociologia da juventude no Brasil" que será proferida pelo Prof. Dr. Nilson Weisheimer.
A atividade está marcada para a próxima quinta-feira, 30/06, às 9 horas no miniauditório da FCS - Faculdade de Ciências Sociais (prédio novo). Campus II - Samambaia
Nilson Weisheimer é docente da UFRB e coordenado do Observatório Social da Juventude. Concluiu recentemente o pós-doutorado na USP, onde desenvolveu pesquisa no acervo particular da professora Foracchi.
A conferência conta com o apoio do Observatório Juventudes na Contemporaneidade.
Contamos com a presença de tod@s e solicitamos aos docentes que convidem seus alun@s.
Abraços e obrigado
Telma e Flávio
Conheça sua obra
sábado, 18 de junho de 2016
MANIFESTO DE CRIAÇÃO DO COMITÊ GOIANO DE DIREITOS HUMANOS 'DOM TOMÁS BALDUINO'
O povo brasileiro assistiu, há dois meses,à melancólica sessão da Câmara Federal e posteriormente à do Senado convalidando um golpe severo na democracia brasileira. Uma bancada de Deputados e Senadores, votando por interesses particulares e espúrios perpetrou um retrocesso inimaginável nas conquistas sociais do país.
Adveio daí um governo ilegítimo, usurpador e que tem cumprido à risca os ideais deste golpe contra os movimentos sociais e a maioria da população. Entendemos que nesse cenário de golpe na escala federal, as forças reacionárias buscam avançar suas ações, recrudescendo as diferentes formas de repressão e perseguição.
O Estado de Goiás,se já não bastasse ser eminentemente conservador,agora com todo esse arcabouço ideológico de retrocesso tem assistido, de um lado; e protagonizado, de outro, um incremento da criminalização e da repressão contra os movimentos sociais.
Além do projeto de privatização e precarização dos serviços públicos e empresas públicas, como: CELG, saúde, e recentemente o projeto que visa terceirizar a gestão das escolas públicas, na qual lideranças estudantis do Movimento dos Secundaristas que lutam contra a entrega da educação a Organizações Sociais (OS) e exigem que o poder público garanta uma educação pública e de qualidade, foram detidas ou presas.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra foi enquadrado na lei 12.850/2013 que define as organizações criminosas. Uma das lideranças nacionais, com atuação em Goiás, o geógrafo José Valdir Misnerovicz, está preso no Centro de Custódia de Segurança Máxima, em Aparecida de Goiânia. O militante sem-terra Luiz Batista Borges, participante do acampamento Padre Josimo, que reivindica terras para reforma agrária da Usina Santa Helena, em recuperação judicial, está preso em Rio Verde (GO). Além de Valdir e Luiz, outras duas lideranças do mesmo acampamento sofrem mandado de prisão e por isso estão exiladas.
Um dia antes da decretação da prisão destes integrantes do MST, numa ação articulada entre o executivo estadual e o judiciário, a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Estado de Goiás baixou portaria impondo às polícias Civil e Militar estado de “prontidão” para suposta “proteção da ordem pública e da paz social”, para acompanhar “possíveis delitos em conflitos urbanos e rurais”.
Também são frequentes os atos de repressão contra População em Situação de Rua, Juventude pobre e negra da periferia e outras populações vulneráveis.
Diante disto, as entidades que assinam este manifesto, decidiram criar o Comitê Goiano de Direitos Humanos Dom Tomás Balduino para acompanhar as violações dos Direitos Humanos em nosso Estado.
O Comitê tem como objetivos:
- denunciar todos os casos em que forem constatadas violações de Direitos Humanos, de modo particular dos grupos mais vulneráveis de nossa sociedade;
- envidar todos os esforços pela libertação dos presos José Valdir Misnerovicz e Luiz Batista Borges(que, na realidade, são presos políticos)e pela revogação do mandado de prisão dos outros militantes;
- lutar para que a decisão que enquadrou o MST como organização criminosa seja anulada, pois ela abre as portas para o enquadramento de qualquer outro movimento que ouse lutar pelos seus direitos;
- combater os projetos que pretendem privatizar os serviços públicos, sobretudo nas áreas da educação, saúde e empresas públicas como a CELG;
- e buscar dar visibilidade às agressões e violações dos Direitos Humanos que não encontram espaço nos meios de comunicação social, política e economicamente subservientes aos interesses do governo.
Convocamos todas as entidades e todas as pessoas que buscam um mundo de Justiça e Paz a somarem-se a este esforço de ver instalado em nosso estado um clima em que os Direitos Humanos sejam respeitados, valorizados e promovidos, pois como disse nosso patrono Dom Tomás Balduino:
DIREITOS HUMANOS NÃO SE PEDEM DE JOELHOS, EXIGEM-SE DE PÉ!
Goiânia, 16 de junho de 2016
Associação dos Geógrafos do Brasil – AGB – Seção Goiânia
Cajueiro – Centro de Formação, Assessoria e Pesquisa em Juventude
Central de Movimentos Populares – CMP-GO
Central Única dos Trabalhadores - CUT
Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Cerrado Dom Tomás Balduino – CEDAC
Comissão Brasileira de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB
Comissão de Justiça, Paz e Integridade da Criação da Conferência dos Religiosos do Brasil – CRB
Comissão Dominicana de Justiça e Paz do Brasil
Comissão Pastoral da Terra – CPT Goiás
Comissão Pastoral da Terra – CPT Nacional
Conferência dos Religiosos do Brasil – CRB Regional Goiás
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil –CTB
Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar de Goiás – FETRAF-GO
Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais na Agricultura do Estado de Goiás – FETAEG
Grupo de Pesquisas sobre Trabalho, Território e Políticas Públicas –TRAPPU / UFG
GWATÁ Núcleo de Agroecologia e Educação do Campo – UEG
Levante Popular da Juventude
Movimento Camponês Popular – MCP
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST Goiás
Movimento Terra Trabalho e Liberdade – Democrático e Independente (MTL-DI)
Núcleo de Estudos e Pesquisas em Geografia Agrária e Dinâmicas Territoriais – NEPAT
Pastoral da Juventude do Meio Popular – PJMP
Sindicato dos Jornalistas –SINDJOR
Sindicado dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde de Goiás- Sindsaúde
Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Goiás – Sintsep
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas no Estado de Goiás – STIUEG
Instituto Brasil Central – IBRACE
Programa de Direitos Humanos da UFG – PDH-UFG.
Irmandade Brasileira Justiça e Paz - IBRAPAZ.
quinta-feira, 16 de junho de 2016
Uma carta da prisão que recomenda o caminho da liberdade por Valdir do MST
“Não tem preço a liberdade, não tem dono.
Só quem é livre sente prazer em cantar” Antônio Gringo
Companheiras e companheiros,
Camaradas militantes do MST, Espero que esta mensagem encontre todas e todos animados/as e em luta! Escrevo para transmitir um abraço amigo, fraterno e revolucionário. Para dizer que estou bem de saúde. Tenho aproveitado para estudar, ler e refletir. Tenho acordado cedo e dormido tarde. Aqui o tempo é bem mais lento. Os livros tem sido minha melhor companhia, especialmente o livro Olga que li todo em dois dias. Foi importante lê-lo para refletir este momento. Ao lê-lo percebi que os camaradas que os antecederam sonharam e lutaram pela emancipação humana, foram perseguidos, presos, torturados e mortos. Foram coerentes até o último respiro de suas vidas. Ficaram os seus legados, suas memórias. Tenho aproveitado para refletir sobre a nossa causa, as nossas lutas e nosso movimento a cada dia. Reafirmo a convicção da justeza da nossa causa, da necessidade de fortalecer o nosso Movimento, de estimular a criatividade nas formas de lutas e de organização. Estou animado e confiante na nossa vitória! A cada noticia que recebo sobre as lutas, o trabalho de base das próximas lutas, vibro de alegria e esperança. Confio em cada um de vocês. Na ousadia, na criatividade e no espírito de sacrifício que cada um está fazendo pela nossa causa. A minha vontade é estar aí com vocês (lágrimas)! Sei que cada um de vocês se sente em parte presos, injustiçados. Quando cheguei no complexo prisional os agentes já me aguardavam e quando me aproximei disseram “vc é o preso do MST”, ou seja, não me chamaram pelo nome, não sou eu, nem o companheiro Luiz, mas a nossa organização! Vou terminando com alguns pedidos: - Não desanimem! As nossas liberdades dependem de vocês continuarem a luta. - Fortaleçam o trabalho de base, pois a nossa força depende do número de pessoas organizadas. - Lutem! A nossa melhor resposta para a burguesia, para o estado burguês e para o latifúndio é fazer lutas massivas. Não é momento de recuar. É momento de mostrar a nossa força, ousadia e criatividade. - Não se percam e nem percam temo com coisas pequenas (picunhagens). A nossa missão é ajudar a mudar o mundo numa perspectiva socialista. - Estudem! Encontrem um tempo para leitura a cada dia, pois somente com conhecimento podemos fazer melhor a nossa luta. Por onde passarem digam para a nossa base que não desistam dos acampamentos, não desistam da luta, não percam a esperança na nossa organização e nas mobilizações que conduzem às conquistas. Por fim quero reafirmar a minha confiança em vocês. Reafirmo as minhas convicções na causa. Tenham certeza que quando o meu corpo estiver livra, estarei mais preparado e com maior disposição de lutar! Forte e fraterno abraço! Valdir Complexo Prisional Aparecida de Goiânia, 12 de junho de 2016. José Valdir misnerovickz liderança do MST em Goiás |
Igrejas e agências ecumênicas lançam manifesto de denúncia do massacre aos indígenas Guarani-Kaiowá
As organizações, igrejas e agências que compõem o PAD e o Fórum Ecumênico Act Brasil - FEACT-Brasil, que em outubro passado realizaram uma missão ecumênica em apoio aos Guarani-Kaiowá, vêm outra vez manifestar primeiramente sua solidariedade aos povos indígenas do Mato Grosso do Sul, diante do assassinato de mais uma liderança e do grave ferimento a bala de mais cinco indígenas.
O ataque aos Guarani-Kaiowá aconteceu nessa terça-feira, 14 de junho,quando mais de 70 fazendeiros e pistoleiros invadiram a comunidade Guarani-Kaiowá no tekohá TeyiJusu, município de Caarapó-MS e colocaram fogo nos pertences dos indígenas.
O líder indígena Cloudione Rodrigues Souza foi assassinado com um tiro na cabeça, disparado por pistoleiros no momento da chegada. Os ataques dos latifundiários teriam sido reação à retomada que os indígenas fizeram de suas terras. Cansados de esperar por providências, no último domingo, dia 12, um grupo significativo de indígenas reocupou as terras da fazenda Ivu, que já haviam sido demarcadas pelo Governo Federal, como sendo da etnia Guarani-Kaiowá.
PAD e FEACT- Brasil repudiam com veemência estas ações paramilitares, que com a conivência do poder público, culminaram em mais um líder indígena assassinado em terras brasileiras e cinco indígenas feridos com risco de morte. Exigimos providências imediatas frente a mais esse ataque dos ruralistas. Um massacre contra os indígenas Guarani-Kaiowá está em curso no estado de Mato Grosso do Sul. É urgente a intervenção do Ministério da Justiça em defesa da vida e da garantia de direitos dos povos originários deste estado, inclusive com a apuração dos fatos e a punição dos autores do assassinato da liderança indígena.
Conclamamos todas as organizações e movimentos a se unirem em prol da defesa dos direitos fundamentais dos povos indígenas, principalmente do direito originário às suas terras, garantidos pela Constituição Brasileira e por tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.
Brasil, 14 de junho de 2016
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Entre o frio e o amor, a vida que explode! Carta ao Lourenço e ao Gisley - Luis Duarte
Queridos e amados Lourenço e Gisley,
Com o coração cheio de tantos sentimentos escrevo essa
carta nesses dias pascais e de memória.
Nesses dias de frio e de amor. É
um modo de abraçar vocês e de partilhar um pouco dos sentimentos que
explodem aqui dentro. É que vida sempre explode, no amor e apesar dos
frios.
O Dia de ontem (14/06) foi difícil de viver. É que você
Lourenço, foi abraçar o AMOR eterno muito cedo. Mais cedo que todos/as
nós esperávamos. Aliás, todos/as nós pensávamos e desejávamos e
sonhávamos tantas coisas para serem vividas ao longo dos anos contigo. E
de repente o AMOR eterno te abraçou e hoje olhas por nós daí desse
abraço eterno. O dia de ontem foi um dia frio. Não esperávamos sua
Páscoa agora, assim de repente. Mas, o frio sempre vai sendo e precisa
ser derrotado pelo amor. E sabes do amor que todos/as lhe tínhamos, mas
sobretudo sabes do amor sua mamãe, Rose, e de seu papai, Laurinho. E
sabes que esse amor é eterno. Sabes que o amor nunca acabará... Da
eternidade olhe por nós, nos ajude a transformar os frios em amor, para
que a vida sempre exploda.
Gisley, o dia 15 de junho nunca mais foi o mesmo desde
aquele dia da entrega final, do martírio, da consumação da vida que foi
toda doada. Tanta coisa para contar e partilhar. Tanta vida explodindo,
apesar dos frios, mas sempre impulsionada pelo amor.
Os frios aqui estão duros. É impossível não sentir dor
sabendo que nas ruas de São Paulo (e de tantos outros lugares) há irmãos
e irmãs morrendo de frio. Do frio climático. Mas, do frio da
indiferença, da omissão, do acumulo, da falta de amor... Irmãos e irmãs
morrendo de frio... Fico pensando nos frios que eu gero por causa de
minhas incoerências, de minhas omissões, de minha falta de amor... Doí
muito ver, sentir, saber de irmãos e irmãs morrendo de frio...
É impossível não chorar e não sentir a morte de mais de 50
irmãos e irmãs na boate gay nos Estados Unidos da América... A homofobia
e a falta de amor segue matando lá e por aqui... Longe e perto...
Ajudem-nos a derrotar o frio do ódio e da homofobia com amor, com
irmandade. Ajudem-nos a não sermos indiferentes.
É impossível não sentir no corpo a dor do estrupo daquela
menina e tantas mulheres no Rio de Janeiro e aqui perto ou longe. De
novo, é como se o frio matasse nossa humanidade. Mas, ainda assim creio
no amor, que resgata a humanidade.
Apesar do frio e dos sentimentos que se misturam, a vida
sempre explode. O AMOR não decepciona. As lágrimas correm porque o frio
doí, os sentimentos se misturam. Mas, sobretudo porque o AMOR que
explode em nós sempre nos faz perceber que a vida sempre renasce,
re-cria, ressurge. A Páscoa é vitória da vida. As mãos que se estendem e
se unem entrelaçam e alinhavam esperanças e cuidado, bandeiras de lutas
e compromissos de vida que são assumidos.
Sei que na eternidade e no abraço eterno não há mais frio. Há apenas o AMOR. Sei que está uma
bonita festa no céu nesse dia. Não tenho dúvida de que Gisley, Deusdete, Julciene, Floris e Wal fizeram uma imensa festa na acolhida do Lourival. E sei que todos/as vocês, junto de amigos/as muitos, fizeram uma bonita festa para acolher o Lourenço. E que agora ele brinca e corre pulsando alegria e amor.
bonita festa no céu nesse dia. Não tenho dúvida de que Gisley, Deusdete, Julciene, Floris e Wal fizeram uma imensa festa na acolhida do Lourival. E sei que todos/as vocês, junto de amigos/as muitos, fizeram uma bonita festa para acolher o Lourenço. E que agora ele brinca e corre pulsando alegria e amor.
Sim, apesar dos frios e dos invernos vamos seguir
alinhavando esperanças, causas, doações e mutirões de amor. É que
seguiremos em marcha até que o AMOR se torne plena realidade para todas e
todos, tecendo mundos e relações de vida feliz e abundante.
Peço que ajudem a todos/as nós, a enfrentarmos os frios
internos e externos. Ajudem-nos a arder em amor. Caminhem conosco
ajudando-nos a perceber a vida que explode, renasce, re-cria. Ajudem-nos
a não perdermos a esperança. Ajudem-nos a sermos doação total como
vocês o são.
Abraços muitos e afetuosos,
Luis Duarte
quarta-feira, 15 de junho de 2016
ELE NÃO ESTÁ AQUI ( ascensão de Padre Gisley) - Hilário Dick
Na última vez que fui lá, fui direto. A cruz que grita, naquela subida da estrada, que foi ali que tu voaste para dentro da vida, está lá. Senti necessidade dessa visita reverente. Dias antes, tinha passado na sede da Conferência Nacional dos Bispos onde as pessoas simples se juntam aos milhares de jovens que sentem saudade da tua alegria e, como diz meu amigo Quim, do mistério que já foste no meio de nós e continuas sendo.
Sei que estás acompanhando as coisas da nossa Igreja e da juventude com vontade grande de ser mais respeitada e menos manipulada. Sei que a lâmpada de esperança e de luta que alimentavas nas nossas rodas, esta lâmpada está viva. Aliás, tu já viste teu nome burilado naquela vela enorme? A vela está tão bonita que parece estar cantando os mantras dos quais gostavas.
Acho uma pequena besteira, mas depois de vários anos queria pedir-te desculpas. Sabes por quê? É que a edição de Civilização do Amor – Projeto e Missão (ao menos a tradução para o português) não foi dedicada a ti. Mais ainda: pedir-te desculpas porque naquela lista de pessoas que deram a vida pelo povo e também pela juventude, teu nome não consta naquela lista que se conseguiu fazer. Claro que não poderias estar antes de Dom Romero ou de Dom Helder ou de tantos outros, Dons e não Dons, mas no meio daquelas outras figuras lindas, nos esquecemos de pôr o teu nome. Sei que vais rir desse nosso esquecimento, mas sinto necessidade de pedir desculpas. Aliás, como vão Florisvaldo, Albano, Walderes, Lourival e tantos outros e outras que a gente não esquece, mas não se lembra do nome? Diga a eles que continuem mandando suas bênçãos. Sabes que ainda existem os que insistem que a Teologia da Libertação morreu?
Claro que tem aqueles que não sabem se alegrar com a diminuição dos pobres e com a conquista dos direitos dos negros, indígenas e tanta outra coisa, mas tu nos ensinaste que é preciso dar uma por cima, ter esperança. Naquele dia em que fui ver a cruz que mostra onde voaste para a vida alguém muito querido me disse que precisamos esperançar.
Estou vendo que os Arcanjos te estão chamando para o ensaio daquele mantra que vai ser cantado por todo o universo, sem deixar de lado nenhuma estrela nem planeta. Vá lá. Um forte abraço.
Teu irmão, P. Hilário Dick
No dia em que voaste para a vida.
segunda-feira, 13 de junho de 2016
CBBB através da Comissão para o serviço da caridade, da Justiça e da Paz manifesta sobre a prisão de Valdir e do Luis do MST e contra a criminilização dos Movimentos Sociais
Brasília, 10 de junho de 2016
MENSAGEM DE SOLIDARIEDADE
A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz reunida em Brasília nos dia 07 de junho, em reunião ordinária, manifesta sua solidariedade à José Valdir Misnerovicz, educador popular, mestre em Geografia pela Universidade Federal, Campus Goiânia e membro articulador do MST, atuando no Estado de Goiás, preso no último dia 31 de maio, em Veranópolis/RS.
Ele se encontra no Núcleo de Custódia de Segurança Máxima, em Aparecida de Goiânia/GO. Esta prisão insere-se num contexto que, a nosso ver, pretende a criminalização dos Movimentos Sociais e Populares bem como suas lideranças e executado pelo Poder Judiciário do Estado de Goiás.
Faz parte desse mesmo processo de repressão a reclusão do agricultor Sem-Terra Luiz Batista Borges, desde o dia 14 de abril, no centro de detenção de Rio Verde/GO, além de outros militantes do MST de Goiás que se encontram com pedido de prisão decretada, bem como a tentativa de criminalização do CIMI (Conselho Indigenista Missionário) no Mato Grossa do Sul.
Esta Comissão contesta veementemente tal atitude. Perseguir e prender lideranças do povo é um ato de desrespeito à vida, pois fere os princípios éticos da dignidade humana dos povos, que são excluídos do acesso à terra, ao teto e ao trabalho.
Dom Washington Cruz, Arcebispo de Goiânia, o visitou na prisão. Segundo ele, Valdir “sempre demonstra ser um homem de bom senso, calmo e com clareza de posições e atitudes em defesa da vida, sobretudo da vida dos pobres sem terra”.
Dom Guilherme Antônio Werlang, bispo de Ipameri/GO e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, da CNBB, juntamente com Dom Eugène Rixen, bispo de Goiás, referenciais para as Pastorais Sociais do Regional Centro Oeste da CNBB, participou de audiência com o Desembargador de Justiça do Estado de Goiás, Dr. Ivo Favaro, no dia 06 de junho de 2016, dando seu testemunho em favor da idoneidade do Sr. José Valdir Misnerovicz.
Reiteramos nossa solidariedade com o Sr. José Valdir e manifestamos nossa preocupação com os claros indicativos de repressão aos Movimentos Sociais e suas lideranças que não condizem com o Estado Democrático e sim com a ditadura.
Entendemos que o Estado Brasileiro está correndo sérios perigos e de grandes retrocessos em nossa Democracia, ainda mito frágil.
Que Deus seja a força de todos os que lutam pela justiça e a paz.
Dom Guilherme Antônio Werlang Dom Canísio Klaus
Bispo de Ipameri/GO e Presidente da Comissão Bispo de Sinop/MT
Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade,
da Justiça e da Paz
Dom José Valdeci Mendes Dom André de Witte
Bispo de Brejo/MA Bispo de Ruy Barbosa/BA
Dom Luiz Gonzaga Fechio Dom Milton Kenan Júnior
Bispo de Amparo/SP Bispo de Barretos/SP
Bispo de Amparo/SP Bispo de Barretos/SP
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Carta Aberta da Diocese de Goiás sobre as ameaças a democracia e a criminalização dos movimentos sociais
"E, respondendo ele, disse-lhes:
Digo-vos que, se estes
se calarem, as próprias
pedras clamarão!" (Lc 19,40)
se calarem, as próprias
pedras clamarão!" (Lc 19,40)
Nós, cristãos e cristãs da Diocese de Goiás, atentos a realidade política e social
do Brasil e do estado de Goiás, sob a orientação de nossa missão evangelizadora e com
a presença muito viva de Dom Tomás Balduíno, vivenciamos com muita tristeza e pesar as ameaças a nossa Democracia e a presença de forças – políticas, econômicas, midiática, etc - nesse cenário, que desconstroem conquistas, intimidam direitos e inviabilizam o exercício pleno da cidadania.
do Brasil e do estado de Goiás, sob a orientação de nossa missão evangelizadora e com
a presença muito viva de Dom Tomás Balduíno, vivenciamos com muita tristeza e pesar as ameaças a nossa Democracia e a presença de forças – políticas, econômicas, midiática, etc - nesse cenário, que desconstroem conquistas, intimidam direitos e inviabilizam o exercício pleno da cidadania.
Nesse sentido, em alinhamento com a política e os novos
rumos tomados o governo interino e o Poder Judiciário lançam uma
ofensiva seletiva de criminalização dos movimentos sociais de luta pela
terra e sobretudo de luta por Direitos. Essa convergência de forças está em uma busca pelos seus principais líderes. Recente ocorreu a prisão preventiva do companheiro Valdir Misnerovicz, dirigente
estadual do MST, que sempre foi o interlocutor nesses enfrentamentos,
sempre esteve em diálogos com a Igreja, com o Governo e sobretudo com os
Movimentos Sociais e Trabalhadores Rurais.
A Igreja de Goiás, em nenhum momento, ficará alheia a essa grave crise institucional que vive o nosso país, e da mesma sorte não se calará
diante das injustiças que qualquer governo fizer aos trabalhadores e
trabalhadoras de nosso país.
Acreditamos que tal ofensiva, em uma ação em que Governo
(Federal e Estadual) desrespeita garantias fundamentais, nos remete e
nos fazem viver e relembrar o golpe civil e militar de 1964, que
imprimiu um quadro de pavor, sofrimento e morte àqueles que lutavam pela
Democracia e pela Liberdade. Mais uma vez, a sociedade corre o risco de viver em um Estado de Exceção, e vivenciar o mesmo cenário de horror e pânico.
Repudiamos a prisão do Valdir Misnerovicz, pelo fato de que o cerceamento de liberdade do companheiro do MST não se justifica e não tem amparo legal;
repudiamos a prisão do Valdir Misncerovicz pelo fato de haver uma
criminalização dos movimentos sociais, em razão da instabilidade
política do país, e um claro desvio de finalidade do ato.
Repudiamos a
prisão do Valdir Misnerovicz pelo simples fato da ausência de qualquer crime praticado pelo militante do MST, e, nesse sentido, sua
prisão ter o caráter de intimidar os demais trabalhadores e
trabalhadoras rurais, com o objetivo de enfraquecer a luta pela terra e
por direitos, em um momento que forças do Congresso e do Executivo
querem tirar da agenda política do país tais pautas.
Repudiamos a prisão
do Valdir Misnerovicz, porquanto a sua prisão, na fase de instrução
processual, é uma medida excepcional, o que não se justifica no presente momento. Tememos que os direitos dos indígenas, dos sem terra, dos jovens, dos trabalhadores rurais, das comunidades tradicionais, das mulheres, sejam
ainda mais violentamente negados e sua discussão retirada da pauta do
nosso país.
Reafirmamos o compromisso com a legalidade democrática, com o combate à corrupção, de um estado laico e transparente, mas também não queremos retrocessos nas conquistas dos direitos e garantias historicamente conquistados com muita luta e suor do povo brasileiro.
A Igreja da Diocese de Goiás não se calará!
Assessoria Diocesana de Goiás
Pe. Celso Leonel Carpenedo
Coordenador Diocesano de Pastoral
Coordenador Diocesano de Pastoral
terça-feira, 7 de junho de 2016
PASTORAIS DA JUVENTUDE LANÇAM CARTAZ DA SEMANA DO ESTUDANTE 2016
As Pastorais da Juventude da CNBB (PJ, PJE, PJMP e PJR) lançaram, nessa terça-feira (07), o cartaz que ilustrará a Semana do Estudante 2016 (SdE 2016).
Em sua 14ª edição, a SdE traz como tema “Juventude e direito à educação”, como lema “Educação libertadora constrói nossa Casa Comum” e como iluminação bíblica a passagem de João 8, 32b: “E a Verdade libertará vocês”.
O objetivo principal é que ela aconteça dentro da escola, pois trata de temas especificamente estudantis e visa uma maior participação e conscientização dos estudantes.
A arte do cartaz é de autoria de João Carlos Teixeira Junior, de São Paulo.
Segundo o artista, a inspiração para o cartaz da Semana do Estudante veio com os movimentos de ocupações das escolas públicas em São Paulo e em diversos locais do Brasil. “Quis manter uma lógica, uma sequência, uma certa continuação da estética e semântica do cartaz que fiz para a Semana da Cidadania, de abril”.
“Nas ocupações, os estudantes protestam, lutam, reivindicam, mas limpam e realizam pequenos reparos nas unidades ocupadas. As mãos que empunham bandeiras e faixas, que pleiteiam lutas legítimas como terra, teto e trabalho [lema do evento], são as mesmas que consertam as escolas, protagonizam seu próprio futuro, constroem uma educação libertadora”, conta o artista.
A Semana do Estudante ocorre, neste ano, de 06 a 13 de agosto, e contará com um subsídio de formação, para ser estudado e celebrado nos grupos de base de todas as Pastorais pelo país. O subsídio está em fase de produção e deve ser lançado oficialmente no início de julho.
Saiba mais sobre a SdE
A Semana do Estudante é uma atividade permanente promovida pelas quatro Pastorais de Juventude da CNBB e coordenada pela Pastoral da Juventude Estudantil (PJE).
Ela acontece anualmente, no mês de agosto, na semana que abrange o dia 11, considerado historicamente o Dia do Estudante no Brasil.
Desde 2003, as Pastorais organizam esta atividade em âmbito nacional para celebrar esta data e propiciar maior engajamento dos estudantes no que diz respeito à sua escola, às questões da educação e da sociedade em geral.
A Semana se propõe a trabalhar o protagonismo estudantil, para que o jovem estudante assuma o compromisso de construir a educação e a sociedade que tanto quer e sonha: a Civilização do Amor. Com isso, pretende chamar a atenção para a possibilidade da concretização do Reino mediante ações transformadoras, como, por exemplo, a defesa da educação.
A SdE faz parte do processo das atividades permanentes, juntamente a Semana da Cidadania (celebrada em abril) e o Dia Nacional da Juventude (que ocorre em outubro).
Um quarto com vista para o mundo - livro sobre a vida de Maria de Lourdes Guarda

Qual seria a trajetória desta mulher? Uma mulher 'inválida" para esta sociedade estava condenada a viver sua vida no isolamento e nesta condição imposta pela sociedade.
Maria de Lourdes Guarda reúne várias trajetórias dentro de sua única vida, pouco a pouco ela vai entendendo a sua missão aqui na terra. E, na medida que vai entendendo, vai pronunciando sua Palavra única para o mundo.
Foram mais de 45 anos em cima de uma cama. E deste lugar cuidou de muita gente, cuidou do mundo e de romper com mentalidades que pensam pouco do ser humano.
Maria de Lourdes cruzou muito de nossas histórias. Padre Geraldo, trabalhou muitos anos com ela. Viajaram juntos para vários lugares do Brasil para organizar a Fraternidade Cristã de Pessoas com deficiências. Depois organizaram em nível de América Latina.
Reconhecer a vocação de cuidar de nossa Casa Comum respeitando as pluralidades presentes entre nós seres humanos e a diversidade da qual somos parte deste planeta. O direito de ser diferente e deste este lugar ser respeitado/a.
A Igreja do Brasil encaminhou o processo para o reconhecimento de sua santidade. Ela é Serva de Deus. Você quer conhecer a história e ampliar o seu olhar sobre o mundo?
O livro está a venda no Cajueiro. Você pode fazer o seu pedido para livraria@cajueiro.org.br
Pode também, comprar na loja do Centro Cultural Cara Video, com a Marisa. Endereço postal
O valor de R$ 10,00 (+ as despesas de correio).
Rua 83, número - 361
Setor Sul
Goiânia - Goiás
CEP74083-195
segunda-feira, 6 de junho de 2016
RESERVE SEU LUGAR NO ÔNIBUS PARA A ROMARIA - É A OPORTUNIDADE
“Ribeirão Bonito, Cruz do Padre
João, Alta Cascalheira,
Gente do
sertão, o suor e o sangue, fecundando o chão!”
Romeiras e Romeiros da Caminhada,
O Centro de Formação, Assessoria e Pesquisa em Juventude – CAJUEIRO, Missionárias de Jesus Crucificado e o Curso de Verão - Goiânia/GO estão na organização de um segundo ônibus para a Romaria dos Mártires da Caminhada entre os dias 16 e 17 de julho de 2016. A romaria é um momento para fortalecer nossa espiritualidade no compromisso de construção do Reino. A romaria já é uma tradição que acontece desde 1986, no Povoado de Ribeirão Bonito, distrito de Cascalheira, "Cruz do Padre João", Prelazia de São Félix do Araguaia, no Mato Grosso. Território que desde os anos 1970 atuou o bispo profeta e poeta Dom Pedro Casaldáliga. “Terra da esperança povo em mutirão”
CONFIRME SUA PRESENÇA envie os dados para o ônibus
A comunicação sobre a romaria,
pedimos que encaminhem para o email: cursodeveraogo@gmail.com
Formas de pagamento:
À vista R$ 200,00.
1. Depósito:
Conta conjunta: Aurisberg Leite
Matutino e Carmem Lucia Teixeira
Banco Bradesco
Conta Poupança: 3524-6
Agência: 1222-0
2. Pessoalmente:
Local: Centro Cultural Cara Vídeo - Rua 83, 361 - Setor Sul - Goiânia/GO,
Dias: Segunda a Sexta – Feira
Horários: 8:00 às 12:00 e das 14:00
às 17:00
O pagamento deverá ser feito através
de depósito nominal e
enviar o comprovante de depósito, com a cópia dos documentos de RG e CPF para
o email: centrocajueiro@gmail.com
ou cursodeveraogo@gmail.com
Maiores informações - (62) 3225 - 8095 com Marisa do CEBI e Curso de Verão.
Hospedagem e alimentação:
As hospedagens acontecem conforme a
organização das caravanas em escolas e creches municipais. Obs.: hotel ou
pousada deve ser contatado ou reservado pessoalmente pelo/a interessado/a.
A alimentação está garantida pela organização da Romaria (dois almoços, uma janta e um café da manhã).
O que levar?
- R$ 20,00 reais de contribuição para a Romaria.
·
Traga suas bandeiras e cartazes de luta;
·
Rede com as cordas para amarrar ou sacos de dormir/Colchão inflável. Não será possível
levar colchonetes de espuma no ônibus;
·
Roupa de cama e banho e material de higiene pessoal;
·
Agasalho - a noite faz frio e às vezes chove;
·
Sacola ou mochila com protetor solar, garrafa para água, boné, sobrinha...
Medicamentos de uso pessoal;
Medicamentos de uso pessoal;
HORÁRIOS DE SAÍDA:
Goiânia - dia 15 de julho
- 20h - Local - (a definir)
Ribeirão Cascalheira - dia
17 de julho - 16h, chegando em Goiânia, 4horas da manhã.
Programação:
1 - Apresentações culturais, show cultural, Celebração dos mártires.
1 - Apresentações culturais, show cultural, Celebração dos mártires.
2 - Encontro das Gerações PJoteiras
Além da própria ida em caravana, há sugestões de dois momentos próprio para o encontro das gerações das PJs:
a) Ciranda e Roda de Acolhida e
Chegada.
b) Tarde de escuta, partilha e
compromissos da caminhada.
Marcando a caminhada
É bom garantir um lanche para a viagem, porque tem poucas opções no caminho. Faça uma reserva financeira para lanche pessoal na viagem, e durante o evento comprar camisetas, bonés, bandeiras, artesanato da comunidade local.
Observações Importantes:
1.
Devido ao espaço limitado do bagageiro, pedimos que levem malas
pequenas ou mochilas.
2.
Menores de 18 anos deverão providenciar autorização dos responsáveis.
3.
Informar na pré-inscrição nas observações se há: restrições alimentares,
uso de medicamentos contínuos, problemas de saúde e dificuldades para
locomoção.
4.
Veja o horário da chegada em Goiânia e reserve local para hospedar
se necessário.
5.
Não estamos responsáveis pelo transporte na cidade, cada pessoa organiza
o seu do aeroporto ou rodoviária até o local.
Em caso de dúvida entrar em contato
pelo e-mail: centrocajueiro@gmail.com
Na esperança de nos encontrarmos
nesta Caminhada:
“Deus te guarde, Deus nos guarde em
seu abraço”
Sugestões: Em preparação para Romaria sugerimos que assistam o filme: Descalço sobre a Terra Vermelha.
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domingo, 5 de junho de 2016
quinta-feira, 2 de junho de 2016
Cajueiro em conjunto com outras entidades lança NOTA PÚBLIA - Lutar pela terra, um exercício de Cidadania
Na tarde de ontem (31) um dos dirigentes nacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), com atuação em Goiás, José Valdir Misnerovicz, foi preso no Rio Grande do Sul, numa operação conjunta das Polícias Civil dos estados de Goiás e Rio Grande do Sul. Duas viaturas da Polícia Civil de Goiás estavam no Rio Grande do Sul e estão transferindo Valdir para Goiás.
Também ontem se completaram 47 dias da prisão do militante
do MST Luiz Batista Borges, do acampamento Padre Josimo, em Santa Helena
Goiás. Ele está encarcerado no município de Rio Verde. Diante disto, as
organizações que assinam a presente Nota, indignadas diante da
parcialidade da Justiça, expõem à opinião pública nacional, o contexto e
as motivações destas prisões.
O mandado de prisão No dia 14 de abril de 2016, um
colegiado de três juízes, tendo a presidência cabeça o juiz da Comarca
de Santa Helena de Goiás (GO), expediu mandado de prisão contra os
pequenos agricultores Luiz Batista Borges, Diessyka Santana e Natalino
de Jesus, integrantes do acampamento Padre Josimo, e contra José Valdir
Misnerovicz, conhecido nacional e internacionalmente como militante e
defensor da Reforma Agrária. Luiz foi preso ao atender convite para
prestar esclarecimentos na delegacia local.
O absurdo que salta aos olhos neste processo é que o MST,
pela primeira vez, foi enquadrado na Lei nº 12.850/2013, que tipifica as
organizações criminosas. A decisão judicial, ao que tudo indica, foi
articulada com o governo estadual. Dois dias antes, em 12 de abril, a
Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás havia baixado a
portaria n. 446, que impunha às polícias Civil e Militar estado de
“prontidão”, por dois meses, para suposta “proteção da ordem pública e
da paz social”, para acompanhar “possíveis delitos em conflitos urbanos e
rurais”. A Secretaria de Segurança antevia violentas manifestações no
caso da prisão de dirigentes do movimento.
O que está por trás desta decisão? A decisão judicial
refere-se à ocupação por mais de 1.500 famílias ligadas ao MST de uma
pequena parte da Usina Santa Helena, em recuperação judicial. A usina
faz parte do grupo econômico NAOUM, que está sendo processado pela
prática de diversos crimes, entre os quais o de ocultação de documentos e
equipamentos de informática com a finalidade de apagar as provas das
fraudes e o de descumprimento das obrigações trabalhistas. Há mais de
duas mil ações trabalhistas em curso contra o grupo, o que coloca seus
ex-funcionários na absoluta marginalidade, privados das necessidades
básicas de sobrevivência.
Os trabalhadores desempregados têm feito constantes
manifestações contra a usina. Não bastasse isso, os antigos
administradores, Srs. Monir Naoum, Willian Naoum e Georges Naoum, foram
condenados pela prática do crime de apropriação indébita de
contribuições sociais, pois descontavam dos funcionários as
contribuições devidas e não as repassavam aos cofres públicos[1]. Além
disso, o grupo tem descumprido sistematicamente suas obrigações
tributárias.
Após a decretação da recuperação judicial, calculou-se que a
dívida do grupo com o erário público chegava a R$ 1.257.829.201,07.
Diante disso, a União entrou com processo de execução fiscal contra a
Usina na Vara Federal de Anápolis. Esta decidiu que os imóveis da Usina
Santa Helena fossem adjudicados, quer dizer, fossem transferidos para o
domínio da União para quitar uma pequena parte da dívida com a Fazenda
Pública Federal. E esta manifestou interesse em destinar o imóvel ao
INCRA para Reforma Agrária. Foi então que os trabalhadores sem terra
ocuparam parte do imóvel com a finalidade de pressionar os gestores
públicos para que se acelerasse o processo de transferência do mesmo
para o INCRA. Ocupação consumada, foram movidas duas ações de
reintegração de posse contra os ocupantes, em processos distintos. Nas
duas ações foi determinado o despejo forçado das mais de 1.500 famílias
acampadas, todas já produzindo alimentos na área. Todavia, o Superior
Tribunal de Justiça (STJ) determinou que a decisão da Vara Federal de
Anápolis era da competência do juízo da Comarca de Santa Helena de
Goiás[2]. Este concluiu pela nulidade da ação julgada em Anápolis e
decidiu que “o imóvel deve ser destinado à atividade agroindustrial da
cana de açúcar e que sem terras dificilmente tocariam tal atividade com
êxito, causando danos imensuráveis ao município de Santa Helena”. É de
frisar que na área ocupada não há plantação de cana e sim de soja.
Quem é o criminoso? Diante do exposto é bde se perguntar,
qual é a organização criminosa? Quem é mais danoso à sociedade? Os sem
terra que lutam pela reforma agrária, princípio consagrado pela
Constituição da República, ou a Usina Santa Helena que deixa milhares de
trabalhadores à beira da miséria pelo não cumprimento de suas
obrigações trabalhistas, além de não honrar seus débitos com seus
fornecedores e com a União? Enquadrar o MST como organização criminosa é
a forma mais inconsequente de combater os movimentos sociais. Já há
farta jurisprudência do STJ, do STF e de Tribunais de Justiça afirmando
que a luta dos sem terra é um exercício de cidadania e que não há,
portanto, que se confundir com crime. Em todo o estado de Goiás nunca
houve condenação judicial de qualquer ocupação de terra feita pelo MST.
No contexto da crise política que o Brasil hoje vive, a portaria da
Secretaria de Segurança de Goiás, colocando suas polícias de prontidão,
nada mais é do que a tentativa de transformar o estado num laboratório
de repressão aos movimentos sociais. Ainda é no contexto desta crise que
as forças reacionárias do latifúndio e do agronegócio encontram
respaldo para suas ações violentas.
Em 2015, de acordo com o relatório Conflitos no Campo
Brasil, da CPT, foram assassinados 50 trabalhadores em conflitos no
campo, número mais elevado desde 2004. E nestes primeiros cinco meses de
2016 já são 23 trabalhadores assassinados. Entre eles se destaca a
execução de dois militantes do MST no Paraná. A Justiça, quase que num
monótono canto, coloca a defesa do direito à propriedade, mesmo não
cumprindo sua função social, acima da defesa dos mais elementares
direitos do cidadão. É do conhecimento de todos que a Reforma Agrária
gera mais empregos diretos e faz circular riquezas dentro do próprio
município, diferentemente dos grandes empreendimentos agropecuários.
Exemplo disso é o próprio município de Santa Helena de Goiás, pródigo no
uso de agrotóxicos e completamente incapaz de produzir seu próprio
alimento.
A prisão do senhor Luiz Batista Borges e de Valdir
Misnerovicz é a demonstração cabal de que lado se coloca a Justiça
brasileira. Quando os pequenos se levantam na busca e defesa dos seus
direitos são vistos como malfeitores e perigosos à tranquilidade social.
Já o esbulho dos direitos dos pequenos é visto como processo normal e é
o preço a ser pago ao desenvolvimento do país. E diante disto se curvam
os poderes constituídos. Quando é que veremos brotar a Justiça em nossa
nação?
Goiânia, 1º de junho de 2016
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST Goiás
Cajueiro – Centro de Formação, Assessoria e Pesquisa em Juventude,
Centro
de Desenvolvimento Agroecológico do Cerrado Dom Tomás Balduino – CEDAC
Central de Movimentos Populares – CMP-GO Comissão Dominicana de Justiça e
Paz do Brasil Comissão Pastoral da Terra – CPT Goiás Comissão Pastoral
da Terra – CPT Nacional Comissão Brasileira de Justiça e Paz da CNBB
Conferência dos Religiosos do Brasil – CRB Regional Goiás Federação dos
Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais na Agricultura Familiar no Estado
de Goiás – Fetaeg Grupo de Pesquisas sobre Trabalho, Território e
Políticas Públicas - TRAPPU / UFG GWATÁ Núcleo de Agroecologia e
Educação do Campo – UEG Movimento Terra Trabalho e Liberdade –
Democrático e Indpendente (MTL-DI) Movimento Camponês Popular – MCP
Mais Informações: Gilvan Rodrigues – MST Goiás: (62) 9 9991-8836 Secretaria MST Goiás: (62) 3877-7647 Antônio Canuto – CPT Nacional: (62) 4008-6412
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