quarta-feira, 2 de abril de 2014

Compasión: utopía y misión



 “Haz , Señor, que podamos ver tu amor y que
tu salvación nos toque a todos”
(Salmo 85, 8)

         Era mediodía. El sol ardía sobre nuestras pieles. Estamos con Jesús y con las juventudes en Samaria.
            Rompiendo el silencia, en la comunión de los corazones, un joven marcado por el dolor y el amor de su vida, le preguntó a Jesús:

            - ¿Por qué hay tanto odio? ¿Tanto dolor? ¿Tanto sufrimiento? ¿Por qué tanta muerte? ¿Tanto tráfico de personas?

            Jesús miró aquel joven. Lo miró a los ojos, sintió sus dolores y sus amores, sus luchas y sufrimientos.
- Es que todavía falta compasión, todavía falta amor. 
            Inmediatamente una joven le pidió:
- Señor, enséñanos sobre a compasión
Jesús miró a los ojos de los/as jóvenes que se encontraban allí. Y ahí estábamos todos. Todas las juventudes de nuestro Continente. Miró. Amó. Y contó:
“Bajaba un hombre de Jerusalén a Jericó, y cayó en manos de bandidos que después de haberlo despojado de todo y de haberlo molido a golpes, se fueron, dejándolo medio muerto. Por casualidad bajaba por ese camino un sacerdote, quien al verlo pasó por el otro lado de la carretera y siguió de largo. Lo mismo hizo un levita al llegar a ese lugar: lo vio, tomó el otro lado del camino y pasó de largo. Pero llegó cerca de él un samaritano que iba de viaje, lo vio y se compadeció. Se le acercó, curó sus heridas con aceite  y vino y se las vendó. Después lo puso en el mismo animal que el montaba, lo condujo a un hotel y se encargó de cuidarle. Al día siguiente, sacó dos monedas y se las dio al hotelero, diciéndole: “cuídalo. Lo que gastes de más, yo te lo pagaré a mi vuelta”. (Lc 10, 30, 35)
Se hizo un largo silencio, porque delante de la compasión sólo nos queda el silencio, silencio de acogida y de dejar la historia hacer carne en nuestra carne. Silencio del amor. También, silencio de las veces que somos egoístas con los dolores y heridas de la humanidad. Silencio que nos hace amar y revisar la vida.

            De repente una joven exclamó:
- ¡Ojalá que de nuestro pozo, en el servicio a la juventud, broten corrientes de compasión que inunden nuestras vidas. Que llenen a la humanidad de amor y cuidado!
            Todos/as respondieron a una sola voz:
- Amén.

Mantra:
¡Compasión, tu enseñaste a nuestros jóvenes con tu amor!
En nuestros pozos, tienes agua viva para la humanidad, cuidado y amor…
En nuestros pozos, tienes agua viva para la humanidad, cuidado y amor…

Autores:
Cladilson Nardino, estudiante de Ing. Civil,
miembro de la coordinación arquidiocesana de la PJ de Curitiba (Paraná) 
Luis Duarte Vieira, Novicio jesuita y militante de la Pastoral de la Juventud
Maicon André Malacarne, Padre, asesor de La Pastoral de la Juventud
de la Diócesis de Erexim (Rio Grande do Sul)

Traducción:
Katiuska F. Serafín Nieves sjt

segunda-feira, 31 de março de 2014

65% das pessoas entrevistadas dizem sim a violência contra mulheres

Amigas e amigos vocês certamente leram alguma coisa sobre a pesquisa do IPEA onde 65% dos entrevistados responderam que as mulheres podem sofrer assédio e abuso sexual  porque usam minisaia. Isso sim é um abuso. Vamos agir né gente .... vergonhoso para todos e todas nós que isso ainda seja assim. É mais um retrato ruim de nosso país,
Leiam com atenção e meditem o texto abaixo. Rezende Bruno

Mônica Francisco,

Quando pensamos que nada poderia ser pior, depois dos ataques às manifestações, aos rolezinhos, aos jovens amarrados no poste, ao “game realidade” em favela, ao assassinato de Cláudia e ao suplício pós morte, agora, 65% da população assina embaixo para a violação feminina e o estupro. Isto em um país governado por uma mulher.

Fico pensando em quando de fato seremos uma nação melhor. Afinal, quando vamos nos olhar de frente e resolver nossos dilemas, sem sermos interrompidos pelo carnaval ou pelo próximo feriadão?
Somos racistas, matamos a população negra porque ainda não conseguimos vencer a dificuldade de nos aceitarmos como um país negro de fato. E que, no Brasil, fazemos isso com maestria, pois a ação é institucionalizada, o que, como nação, nos torna mais perigosos e cruéis.

É como aquele filme, com aquele ator mirim prodígio de grandes olhos azuis e cabeleireira quase branca de tão loira e que carrega em si uma maldade tão profunda que nos deixa sem chão.

Assim é o Brasil, sua beleza esconde uma maldade atroz, que de tão atroz, faz com que uma grande parcela de seus filhos se alegrem por conseguirem chegar à maioridade vivos e com partes de seus corpos intactas ou ainda com possibilidade ter o alimento diário, fazendo disso a maior conquista de suas vidas escassas.
Sei não, mas essa coisa de cordialidade à brasileira é muito perigosa. Daqui a pouco meus créditos vão estar maiores que a própria coluna, se é que me entendem. 

"A nossa luta é todo dia e toda hora. Favela é cidade. Não à GENTRIFICAÇÃO ao RACISMO; ao RACISMO INSTITUCIONAL;ao VOTO OBRIGATÓRIO; ao SEXISMO; à MISOGINIA e à REMOÇÃO!"


*Representante da Rede de Instituições do Borel, Coordenadora do Grupo Arteiras e aluna da Licenciatura em Ciências Sociais pela UERJ.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Compaixão: utopia e missão




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                                                                           “Mostra-nos, Senhor, Teu amor e compaixão,

                                                                                                 e concede-nos a Tua Salvação.”

                                                                                                                                  Salmo 85,8



Era meio dia. O sol ardia sobre nossas peles. Estamos, com Jesus e com as juventudes, em Samaria.

Rompendo o silêncio, na comunhão dos corações, um jovem marcado pelas dores e amores de sua vida, perguntou a Jesus:



- Por que há tanto ódio? Tanta dor? Tanto sofrimento? Porque tanta morte? Tanto tráfico de pessoas?



Jesus olhou aquele jovem. Observou seus olhos. Sentiu suas dores. Seus amores. Suas lutas e sofrimentos.



- É que ainda falta compaixão. Ainda falta amor.



Imediatamente, uma jovem pediu:



- Senhor, nos ensine sobre a compaixão!



Jesus olhou nos olhos dos/as jovens que ali estavam. E lá estávamos todos. Todas as juventudes de nosso Continente. Olhou. Amou. E contou:



"Um homem ia descendo de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes, que lhe arrancaram tudo, e o espancaram. Depois foram embora, e o deixaram quase morto. Por acaso um sacerdote estava descendo por aquele caminho; quando viu o homem, passou adiante, pelo outro lado. O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu, e passou adiante, pelo outro lado. Mas um samaritano, que estava viajando, chegou perto dele, viu, e teve compaixão. Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal, e o levou a uma pensão, onde cuidou dele. No dia seguinte, pegou duas moedas de prata, e as entregou ao dono da pensão, recomendando: ‘Tome conta dele. Quando eu voltar, vou pagar o que ele tiver gasto a mais'" (Lc 10, 30-35).



Fez-se longo silêncio. É que diante da compaixão resta-nos silêncio, silêncio de acolhida e deixar a história virar carne em nossa carne. Silêncio do amor. Silêncio também de quando somos egoístas com as dores e machucados da humanidade. Silêncio que nos faz amar e revisar a vida.



De repente uma jovem exclamou:



- Oxalá de nosso poço, no serviço a juventude, brote correntes de compaixão que inunde nossas vidas. Que encha a humanidade de amor e cuidado!



Todos/as responderam num só coro:



- Amém!

Mantra:



Compaixão, Tu ensinaste aos nossos jovens com seu amor!

Em nossos poços, tens água viva para humanidade, cuidado e amor...

Em nossos poços, tens água viva para humanidade, cuidado e amor...





Cladilson Nardino, estudante de Eng. Civil, membro da coordenação arquidiocesana da PJ de Curitiba/PR

Luis Duarte Vieira – Noviço Jesuíta e Militante da Pastoral da Juventude

Maicon André Malacarne – Padre, assessor da Pastoral da Juventude da Diocese de Erexim/RS

quinta-feira, 20 de março de 2014

Plebiscito pela Constituinte Exclusiva e Soberana


Plebiscito pela Constituinte Exclusiva e Soberana

“Você é a favor de uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político?” Essa é a pergunta que será feita durante o Plebiscito Popular que propõe uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político. Mais de 70 entidades já assinaram a cartilha, que está disponível para download no site www.levante.org.br e em outros sites de movimentos populares.
A reportagem é de Nayá Fernandes, publicada no jornal O São Paulo, 24-02-2014.
A campanha foi lançada no Dia da Proclamação da República, 15 de novembro de 2013, durante o Encontro Nacional de Fé e Política, em Brasília (DF). O Plebiscito Popular reúne, por uma mesma causa, movimentos sociais, centrais sindicais, partidos políticos, pastorais sociais e a Plataforma dos Movimentos Sociais para a Reforma do Sistema Político.
Programado para acontecer entre 1º e 7 de setembro de 2014, na Semana da Pátria, a sua proposta é de, até lá, promover debates sobre o tema, cursos de formação sobre o Estado, explicando as competências dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e a sociedade brasileira: quais as reformas necessárias e urgentes.
“O plebiscito quer trabalhar com formação nas bases, como aconteceu com a campanha contra a proposta da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), em 2002”, explicou José Antônio Moroni, membro da coordenação do Fórum Nacional de Participação Popular. “A convocação é necessária porque, mesmo que haja vários movimentos na sociedade, que lutam pela reforma do sistema político, a iniciativa popular não pode, por exemplo, apresentar propostas de emenda à Constituição (PEC)”, disse Moroni.
Entre as principais mudanças está o financiamento das campanhas políticas, a maioria composta por empresas privadas. Hoje, dos 594 parlamentares (513 deputados e 81 senadores) eleitos em 2010, 273 são empresários, o que demonstra que não há representatividade das minorias sociais.
Guacira César de Oliveira, da Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político, recordou a longa trajetória daPlataforma na causa. “Há quase uma década, começamos a nos reunir para priorizar esta questão. Não queremos uma reforma só da representação, não queremos ser incluídos nesta ordem estabelecida. A gente quer que o cidadão possa exercer diretamente o seu poder. A gente quer, inclusive, uma comunicação democrática.”
Sandra Costa, da Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo, representa a Arquidiocese no Comitê Estadual Paulista pelo Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político. Ela explicou que, em São Paulo, a mobilização já começou, e o esforço é para que as escolas abracem a campanha. “No dia 15 de março, haverá uma grande plenária, provavelmente na sede do Sindicato dos Químicos. Mais de 500 pessoas já se inscreveram e lá vamos explicar como e por que propomos o Plebiscito.”
Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político
Secretaria Operativa Nacional
011-2108-9336