terça-feira, 16 de junho de 2015
Levante a sua voz - a verdadeira história da mídia brasileira
A comunicação como um direito humano."Vídeo produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social
com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung remonta o curta ILHA
DAS FLORES de Jorge Furtado com a temática do direito à comunicação. A
obra faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existente
no Brasil."
Lucas de Souza Gutierre participa do curso Na Trilha de Formação de Educadores/as - Civilização do Amor. Ao comentar sobre o sonho de sociedade e colocou a sugestão deste documentário. Publicar esta ideia aqui para que ela se espalhe para que mais pessoas possam dialogar sobre o tema e buscar construir um país que respeite a sua diversidade.
Padre Geraldo dá um depoimento celebrando a memória dos 6 anos da Páscoa de Gisley
Geraldo M. L. Nascimento, Jesuíta, dá o seu depoimento sobre o Gisley Azevedo, padre Estigmatino, foi diretor do IPJ/LesteII, da coordenação da Rede Brasileira de Centro e Instituto, Assessor do Setor Juventude/CNBB - assassinado em Brasília/DF no dia 15/06.
Carta ao amigo Gisley - Luis Duarte celebra 6 anos de Memória da Páscoa!
Carta ao Gisley,
No dia de hoje as palavras somem. Lembro de você me dizendo que “estava trabalhando menos que precisava, mas mais que gostaria”. Depois te vi ali, sentado junto da juventude, celebrando o natal na CAJU. Lembro que estava na fisioterapia. Foi a Alessandra quem me ligou dizendo que você estava desaparecido.Fiz uma prece pedindo que fosse um engano. Entre mensagens diversas e muitas, a prece era que fosse mentira. Mas, você havia vivido sua Páscoa. Havia abraçado a Cruz. Os estigmas da Cruz eram em ti as marcas das balas.
Até hoje não sei dizer porque não fui no teu velório. Sei que chorei sozinho numa vigília. Sei, que li milhares de depoimentos, cartas. E não faltaram pessoas, jovens e assessores/as chorando sua morte, mas ressuscitando contigo na causa pela vida da juventude. É que uma vida que é Eucaristia sempre será lembrada. A Carmem te escreveu dizendo que seu velório foi o lançamento nacional da Campanha Contra a violência e o extermínio de jovens. Você precisa ver quanta coisa bonita e comprometida aconteceu nesses anos todos da Campanha. O Hilário te visitou no céu, riu contigo. E escutou você pedindo para ser lembrado por ter sido o mártir da defesa da vida da juventude, da Campanha contra a violência e o extermínio de jovens. Poucos dias depois de você junto de jovens e assessores/as das PJs terem construído a Campanha você é assassinado. E foi assassinado no auge de uma discussão sobre a redução da maioridade penal. No dia em que encontrávamos seu corpo, você tinha uma reunião para articular ações contra a redução.
É curioso, que hoje, seis anos depois estejamos no auge da discussão da redução da maioridade penal novamente. Tem muita gente querendo matar a juventude, em nome de valores “cristãos”, inclusive. Há muita gente, pessoas e instituições, querendo crucificar ela. Tem muitos corpos de jovens sendo encontrados em cantos diversos. É que continuam a matar a juventude. Há muita gente se articulando contra a redução da maioridade penal, pela vida da juventude. Infelizmente, sei que o sabes, a Campanha deixou de existir faz poucos dias. Tantos e tantas já se manifestaram, de diversos modos, sobre o fim da Campanha. Gostaria de te escutar. O que tem a nos dizer? O que nos sugere?
Antes de me despedir preciso lhe dizer algumas coisas. Coisas da vida. Sei que já sabes, mas quero dizer assim mesmo. Quel e Quim serão os pais de Maria Flor, uma alegria só. O Guigo e a Ediane estão gestando juntos o Davi. Felipe está trabalhando firme pela vida da juventude, em especial da juventude negra. Tica está bem, segue se doando pela juventude, mora em Brasília faz alguns anos. A Carmem, junto do Lourival e outros/as amigos/as, tem batalhado muito na causa juvenil através do CAJUEIRO. O Hilário segue fazendo assessorias ali e acolá, sempre profeta e poeta em seus escritos e radical na causa da juventude. O Lourival, lutando pela recuperação da saúde, segue na causa da vida da juventude. Teria que te falar de muita gente. O tempo não me permite. Muita gente tem saudades de você. Ah, não esqueça de dar um abraço apertado no Walderes, quem envia é o dindo Rezende. Mirim segue fazendo mil e uma assessorias, nos ajudando a recordar os mártires.
Ainda te peço uma coisa. Conceda-me e conceda-nos a graça de fazer da vida uma Eucaristia. Sim, que minha vida e nossas vidas sejam, como a tua, uma vida doada em amor radical (Jo 13, 1) pela vida da juventude (Jo 10, 10). Ajude-nos a não descuidarmos da memória, da profecia e da utopia. E fortalece-nos na esperança!
Contamos contigo para seguirmos na defesa da vida da juventude!
Abraços pascais meus e de tantos/as,
Luis Duarte
Imagens - Jean Carlos e Aurelio Fred
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Entrevista no jornal Tribuna do Planalto com Flávio Sofiati
- Na Sexta, 15 de Maio de 2015, O Jornal Tribuna do Planalto entrevistou o Professor Dr. Flavio Sofiati, da equipe do Cajueiro e do Observatório Juventudes na Contemporaneidade. Veja a matéria completa.
Para debater o assunto, o Caderno Escola entrevistou o professor da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás (FCS-UFG), Flávio Munhoz Sofiati. Nesta entrevista, o doutor em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP) afirma que a ideia de redução da maioridade penal é equivocada, pois não irá coibir a violência no país. Para ele, o Brasil necessita de políticas públicas eficientes para a juventude, além de uma economia forte, que possibilite oportunidades de inclusão e uma boa qualidade de vida ao jovem brasileiro.
Professor, em que contexto histórico, político e social surge essa proposta de redução da maioridade penal?
Olha, ela nasce em um contexto de extremo conservadorismo no congresso. Esse atual conjunto de deputados eleitos no ano passado, talvez seja um dos mais conservadores que o Brasil já teve nesse período recente da redemocratização. A redução da maioridade sempre esteve na pauta, a aprovação da tramitação da PEC na Câmara evidencia que hoje é algo muito real a possibilidade dessa proposta de emenda alterar a constituição, assim como é a proposta de emenda da terceirização e o ajuste fiscal do governo, por exemplo.
Fale um pouco mais sobre esses pontos citados...
Basicamente, você tem de um lado uma proposta de redução da maioridade penal com o discurso de ser uma medida imediata para resolver o problema da violência, mas por outro lado o ajuste fiscal e o projeto da terceirização que vão precarizar ainda mais a vida do povo brasileiro. No meu ponto de vista, são projetos totalmente contraditórios. Porque se os argumentos fossem reais, e se houvesse de fato o compromisso com a redução da violência, inevitavelmente teria que se pensar em leis e projetos que melhorassem a vida do povo.
Existem países que adotaram a redução da maioridade penal. Qual a sua avaliação sobre isso?
Vários países decidiram adotar a redução da maioridade penal, existem muitos que aderiram a propostas extremas de 12 a 14 anos. E foi observado que não houve nenhuma consequência positiva ao adotar a redução da idade penal. A política de tolerância zero de Nova York, que é bem difundida no Brasil, o tolerância zero para o crime, causou na população jovem americana dos bairros periféricos a construção de uma realidade cultural que transformou a prisão de adolescentes e jovens em rito de passagem, então todo jovem de determinada faixa etária acabou sendo preso. O que não resolveu o problema da violência e nem da criminalidade, apenas contribuiu para estigmatizar ainda mais um segmento social.
Qual a sua opinião acerca da amplitude que o debate sobre a redução da maioridade penal está tomando?
A população em geral sempre debateu esse tema e em qualquer oportunidade a grande imprensa traz o assunto com exemplos de crimes extremos envolvendo jovens e adolescentes, principalmente pela televisão, com os seus programas jornalísticos atuais em que a notícia é o extraordinário e não o ordinário, dando grande divulgação para os crimes, gerando um espírito geral de impunidade na população, o que não é o real. Levando em consideração todas as pesquisas, inclusive as acadêmicas, percebe-se que os crimes envolvendo jovens entre 16 e 18 anos não são os protagonistas da violência. Isso deveria ser levado em consideração ao se pensar na questão da redução da maioridade penal. Se nós estamos realmente preocupados em resolver o problema, tema grave no Brasil, nós precisamos pensar em políticas públicas para a juventude, políticas concretas. Hoje, a principal política pública do Estado para o jovem é o cárcere. E a redução da maioridade penal vai ampliar ainda mais essa política pública que é contra a vida.
No seu ponto de vista, quais as implicações sociais da redução da maioridade penal?
O governo vai legalizar algo que existe, porque os jovens entre 16 e 18 anos, até mais cedo, já são encarcerados. No passado já existiu a Fundação Estadual do Bem Estar do Menor (Febem), que hoje se chama Fundação Casa. No Estado de Goiás você tem os centros de ressocialização, que são basicamente cárceres para os menores de idade. Então a redução vai primeiro legalizar algo que o Estado já faz, que é prender os jovens. As unidades de internação brasileiras, em todo o Brasil, são precárias. E cumprem um papel de repressão e não de ressocialização dos jovens.
Por que a diminuição da maioridade penal não é a solução para o problema da violência?
Esse é um problema histórico no Brasil. Quando você carceriza o jovem, significa que você fracassou em todas as possibilidades de ressocialização na escola, na família, na sociedade. Quando você chega na situação de encarcerar o jovem significa que fracassou na possibilidade de integração do indivíduo na sociedade. O estado acaba tirando dele a responsabilidade de investir na educação, na escola, na saúde. Quando o Estado ou a grande imprensa culpabiliza o indivíduo, abre mão de toda a responsabilidade sobre aquele conjunto social.
O Estatuto da Criança e do Adolescente precisa mudar?
O Estatuto fala em medidas de ressocialização e a redução da maioridade penal vai tornar ainda mais ineficaz a lei que já existe e não é levada em consideração. Ou seja, ela viabiliza que o Estado se legitime na ação de criminalizar ainda mais os segmentos pobres da juventude. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) precisa avançar, ele já é ultrapassado, instituído em 1990, é necessário investir em uma lei que já existe e que pode ser implementada. Por que o Estado não investe nessa perspectiva? Por que ele quer investir ainda mais na repressão? Prender me parece que hoje é a opção do Estado e precisamos convencer o governo que educar é a melhor solução para combater a violência.
Como o senhor avalia os argumentos dos que defendem a redução da idade penal?
Os argumentos são de cunho moral e são baseadas em perspectivas teológicas, não existe a análise de estudos e pesquisas. E o mais triste é ver a publicação de informações, na imprensa tradicional e alternativa, que não são corretas. O jovem do sexo masculino, pobre, negro e que mora na periferia, está incorporando hoje a figura da pessoa que precisa ser exterminada.
Quais os caminhos para conter essa violência e dar melhores condições para o jovem se desenvolver?
A primeira coisa é criar uma estrutura econômica macro de inclusão. O jovem precisa sentir que faz parte da sociedade. As instituições estão em crise, pois os jovens não às incorporam. Eles criticam a empresa, a igreja, o Estado, o sindicato, por exemplo, porque nenhuma dessas instituições conseguiu suprir a necessidade de inclusão do jovem. Quando ele se sente parte, ele muda o seu comportamento. E para se sentir parte, nós adultos precisamos partilhar poder. Isso significa fazer mudanças em nossas estruturas, na escola, na família, na universidade, na igreja, no Estado, na empresa, por exemplo. E não estamos dispostos a fazer isso, pois é preciso muita disposição.
As expectativas do jovem não são atendidas...
O jovem hoje tem fome de integração, ele está à margem da sociedade. Para isso acontecer (integração) é necessário o desenvolvimento de uma macro economia que proporcione novos postos de emprego e qualidade de vida, por exemplo. Ele precisa de condições mínimas para ter uma vida saudável e a possibilidade de pensar a sua sobrevivência para além do crime. Nenhum jovem teve a opção de escolher entre ser médico, engenheiro, advogado, professor ou traficante. A verdade é que as opções ofertadas a ele são muito restritas. A visão que ele tem do professor, do médico, do advogado, do engenheiro, é a pior possível. Então, nós temos hoje uma divisão de classe entre as profissões. Precisamos romper com essa barreira, essa fronteira que existe hoje no Brasil de classificar as profissões a partir da origem de classe. Todo mundo tem o direito de seguir suas aptidões. E eu tenho certeza que os jovens no Brasil podem ser bons médicos, bons advogados, bons professores, mas pra isso eles precisam ter oportunidades.
Como os jovens podem alcançar essas conquistas?
Através, por exemplo, de políticas públicas. Mas considero que hoje não temos políticas voltadas de fato para a juventude no Brasil. Na verdade, elas são poucas. Temos o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Sistema de Previdência Social, que são políticas que precisam ser preservadas e valorizadas, já consolidadas e que os governos em geral, tentam o tempo todo precarizar. Do ponto de vista da Juventude, o que se tem é o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem), difundido como principal política pública de juventude, mas várias pesquisas mostram que o programa é precário, que não consegue superar a ideia das ações atuais em torno de projetos e ações. Uma política pública e eficiente precisa ser interdisciplinar, interministerial, capaz de envolver um conjunto abrangente de profissionais qualificados para pensar uma ação conjunta, mas isso não existe. As cotas raciais poderiam ser um bom exemplo, mas elas não são efetivas pelo fato de ainda depender da disposição das instituições de ensino em adotá-las.
No Brasil, também temos um problema ligado ao extermínio de jovens. Qual o perfil do jovem que está sendo exterminado?
Se a gente for considerar o número alarmante de assassinatos de jovens ocorridos através dos braços coercitivos do Estado, principalmente da policia militar, é possível dizer que existe o extermínio de um segmento social importante. Que são os jovens do sexo masculino, negros e pobres com idade entre 15 e 25 anos, moradores das periferias das grandes cidades do Brasil. Esse segmento social, se você for buscar estatísticas referentes às causas de morte, elas vão mostrar que há um número expressivo de mortes causadas por motivos violentos. Esses argumentos, infelizmente, não são considerados no momento em que os parlamentares vão debater o tema da redução da maioridade penal. No meu ponto de vista, reduzir a maioridade penal não resolve a violência para os jovens e nem para a sociedade.
Quem é e o que faz?
Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquisa Filho (UNESP), mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), Flávio Munhoz Sofiati é docente na Universidade Federal de Goiás (UFG). Na instituição, atua no Curso de Especialização em Políticas Públicas e no Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia Social. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Teoria Sociológica Clássica, Sociologia da Religião e Sociologia da Juventude, atuando principalmente nos seguintes temas: Juventude e Religião, Catolicismo Contemporâneo, Movimento Carismático, Teologia da Libertação.
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Inscrição para o encontro da Memória de 20 anos das Escolas Bíblicas para Jovens - vagas limitadas
O Centro de Juventude Cajueiro e o Centro de Estudos Ecumênico Bíblico - CEBI realizam o encontro da Memória deste caminho de 20 anos. É um momento para encontrar pessoas e celebrar a vida. Foram muitas pessoas e vários lugares.
O Encontro será nos dia 10 a 12 de outubro de 2015, no Mosteiro de Goiás.
80 vagas
140,00 reais o valor pelos dois dias.
Maiores informações - e-mail escolasbiblicasjovens20anos@gmail.com
Com o objetivo de celebrar a vida, partilhar o caminho, fortalecer a espiritualidade da libertação.
Tem com assessor Marcelo Barros, monge beneditino.
Este encontro será organizado com o esforço de cada pessoa. Esperamos a sua doação pa.ra garantir a participação de várias pessoas que passaram por este caminho.
Pedimos as pessoas de cada lugar que organizem o povo para participar.
As informações estão no site inscrição e informação
Criamos um grupo no facebook CLIQUE AQUI E PARTICIPE DO GRUPO
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Belém lugar Teológico do grupo de jovens - Como organizar?
Nós do Centro de Juventude Cajueiro estamos oferecendo cursos virtuais, entre eles um que tem como objetivo capacitar para a convocação e a organização e a nucleação de grupo de jovens. Neste curso participa o Pedro Melo. Ele organizou um curso no final de semana para os grupos de jovens da região ele atua.Caso você queira saber mais informações sobre os cursos ou organizar um curso aí em sua comunidade escreva para virtual@cajueiro.org.br. Nós temos o prazer de compartilhar com vocês o relato, realizado pelo Rafael Souza.
Segue o relato:
No último domingo, 31 de maio de 2015,
a Pastoral da Juventude da Paróquia Nossa Senhora do Bom Sucesso acampou no
lugar-teológico Belém. Reunidos na Comunidade rural do Cadete, que na
oportunidade reviveu o dia-dia da periférica cidade de Belém, fomos convidados
a experimentar as vivências que o nascimento de Jesus nos propõe. Belém é lugar
de Nascimento, de renovação da esperança, de acolhida, da estrela que aponta o
caminho, Belém é lugar onde Deus se encarna no meio dos pobres.
Foi assim, que os jovens de nossa paróquia, organizados nos grupos de base: Juventude em Cristo da comunidade da Sapucaia, Juventude Missionária Cristã da comunidade do Porções, Caminhando com Cristo da comunidade do Cadete, Jovens Gera Ação do Centro, A Boa Semente do Centro, Luz da Vida do Centro, Iluminar Comunidade Santo Antonio e Caminhando com Maria do Combê vivenciaram este dia de luzes e vida para caminhada da Juventude paroquial.
Na celebração da Palavra os jovens se misturaram a comunidade compreendendo a importância de ser e de viver na comunidade!
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