quinta-feira, 4 de julho de 2013

Contexto e pedagogia de ação com juventude



Contexto, compreensão e pedagogia de ação com juventude: na proximidade da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, o Bispo e os padres da Diocese de Erexim viveram curso anual de formação permanente sobre a juventude, com assessoria da educadora e pastoralista de Goiânia, Carmen Lúcia Teixeira, de segunda a quarta-feira desta semana, no Seminário de Fátima. Ex-assessora da CNBB para o Setor Juventude por cinco anos, Carmen Lúcia ajudou a todos a analisarem sua compreensão de juventude a partir do seu tempo de jovens e no contexto atual, a fim de poderem desenvolver uma pedagogia de ação participativa, dentro de um processo e não de meras atividades isoladas.

Todo adulto teve seu tempo de jovem com experiências semelhantes aos jovens de hoje, mas em contexto diferente. O contexto de hoje é marcado por uma estrutura, um jeito de organizar o sistema econômico, cultural, social que afeta a todos. Foram analisados alguns aspectos da conjuntura atual, na qual aparecem a força das redes sociais, a desestruturação da família, o consumismo desenfreado, a cultura do descartável, o descrédito das instituições e dos políticos, a crise de líderes, as drogas, a violência e a criminalidade, a criminalização dos jovens. De tudo, resulta, entre outros aspectos, uma situação de medo generalizado. Em particular, o jovem tem medo de sobrar, de morrer, de estar desconectado.

A partir desses aspectos, Carmen Lúcia motivou reflexão sobre paradigmas para a atuação com a juventude, uma proposta pedagógica que contempla a juventude como caminho de discipulado e missão. Tomou como inspiração alguns lugares bíblicos que marcaram o caminho de Jesus em seu anúncio do evangelho e em sua trajetória até a doação total de sua vida pela salvação da humanidade.

A assessora insistiu na necessidade de uma ação planejada, com programas e projetos estabelecidos a partir das necessidades mais urgentes percebidas na situação em que as pessoas se encontram.

Em relação ao trabalho específico com jovens, eles devem ser os protagonistas. A juventude não pode ser vista como simples período preparatório para a vida, nem como etapa problemática, nem como ator estratégico, de grande potencial, mas como cidadã, sujeito de direitos que caminha para a autonomia.

Na avaliação do curso, destacou-se que provocou a reflexão e uma nova compreensão sobre a juventude; desmistificou conceitos; conscientizou dos condicionamentos dos conceitos que se tem; alertou sobre a necessidade olhar os jovens com os olhos deles e de trabalhar eles a partir de sua realidade. A avaliação acentuou também o testemunho da assessora, seu engajamento na Igreja, seu espírito crítico e metodologia participativa.

Uma missa no Santuário, presidida pelo bispo, marcou o encerramento do curso. No final da celebração, Dom José convidou a assessora para a frente do altar e lhe dirigiu expressivas palavras de agradecimento. 


 Pe. Antonio Valentini Neto, pela assessoria de comunicação da Diocese de Erexim.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Intercâmbio Missão Aprender




Acontece neste ano em 30 dias. em três espaços - Goiania/GO (CAJUEIRO),  Sao Paulo (IPJ) e Rio  (JMJ). Com o objetivo de partilhar as experiências de Vida na perspectiva de estabelecer redes e re-construir os projetos de vida em vista de um Outro Mundo Possível.

O projeto missão aprender, fomentado pela DKA, em sua realização conta com momentos de integração do grupo, garantindo que cada pessoa rompa as barreiras e fronteira de sua cultura para entrar e viver a cultura “do outro”, na verdade, a cultura do Bem-Viver. Uma forma de aprender e conviver com o diferente. Permitir que o outro também entra e viva a nossa cultura, nossas histórias, nossos sabores. Neste ano de 2013 o intercambio acontecerá em Goias e São Paulo.

A integração é garantida logo no começo do intecambio, com integração, mas também ao longo de toda a experiência é garantido momentos de alimentação onde cada pais será convidado a fazer um prato para cada pessoa possa experimentar a cultura do outro; também nos momentos livres são momentos de integração espontâneos.

No segundo momento será espaço para cada um fale quem é, suas histórias, famílias, realidades. Além de falar da pessoa, também haverá espaço para falar da realidade de cada país. Como o foco do intercambio é sobre juventude vamos motivar o grupo a falar da realidade das juventudes de todo o país, ir além da realidade da juventude do seu pequeno grupo de trabalho.

Durante todo o intercambio o grupo será motivado a registrar suas perguntas, reflexões relatos de experiência no Diario de Bordo.
Depois de apresentadas as realidade do grupo, haverá dois momentos de estudo: um sobre a realidade do juventude no Brasil e no Mundo conduzida pelo Lourival Rodrigues, especialista em Juventude; e uma analise de conjuntura, conduzida por Victor, defensor publico e mestrando.

Logo depois do momento de estudo o grupo será preparado e enviado a vida em experiências, que será um momento de convivência com diversos grupos. Cada pessoa vai escolher a experiência em que quer participar desde o dia da apresentação da programação, pois cada um terá a liberdade de assumir essa experiência a partir dos desejos e possibilidades apresentadas nesta proposta de intercambio.
1ª) Acampamento rural – o lugar de acampamento é o lugar que as famílias esperam e também uma forma de pressionar o governo a assentar as familias em pequenas propriedades rurais. Geralmente os acampamentos são precários, sem água encanada, luz, esgoto, casa, banheiro, ou qualquer infra estrutura que uma família precise para viver.  As famílias moram em barracos de lona. Alguns acampamentos resistente mais de 10 anos para conseguir a desapropriação de terras devolutas, que não estão desenvolvendo seu papel social (plantar, produzir, colher). As famílias buscam empregos próximos aos acampamentos como forma de se manterem e buscam escolas para as crianças estudarem, quando as cidades são próximas. Muitos acapamentos também contam com doações do próprio movimento social ou da comunidade local e outros grupos.

2ª) Assentamentos – são pequenas propriedades rurais, na sua maioria de familias agrícolas ou de grupos etnoassentandos, como quilombolas e indígenas. Estes grupos podem estar organizados em associações ou cooperativas como forma de se organizarem para o trabalho no assentamento, ou as famílias buscam produzir nas suas áreas particulares e há um espaço no assentamento destinado a produçao coletiva. Geralmente os assentados pagam ao órgão do governo um valor simbólico pela terra, durante 10 anos ou mais, podem acessar créditos rurais para produçao ou para construção de casas, e só podem vender suas terras se possuírem a escritura, geralmente concedida depois de 20 ou 30 anos de posse da terra.

3ª) Farmacia Popular – são grupos organizados no Brasil a partir da experiência do Movimento Popular de Saude, que agrega as pessoas que aprenderam a fazer remédios naturais com seus avos ou os mais velhos de suas comunidades, sabem sobre as plantas nativas de sua regiões, fazem praticas de preservação das plantas nativas e sabem manipula-las como remédios para diversas doenças.  Nesta experiência vamos conhecer a farmácia popular e depois visitar o cerrado para conhecer as plantas nativas
4ª) Fazenda de acolhimento a drogadictos
5ª) Visita a comunidade de Itaberai
Logo depois de visitar essas experiências, o grupo retorna a cidade de Goiás, para fazer uma partilha de como essas experiências marcaram suas vidas, o que agregou, o que tocou, para em seguida realizar a avaliação desse primeiro momento em Goiás.
O grupo viaja a Goiânia, para conviver com as famílias no espaço urbano de Goiânia, ir a Brasilia e fazer o momento de avaliação final e despedida.

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Kelly Christina
Elaboraçao de projetos, Educadora Social, Arte Educadora e Shiatsuterapeuta
Associação Cajueiro - cajueirocerrado.blogspot.com.br
62.8122.0986 - skype kelly.arte.popular

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Carta Abierta - Carpa da Juventud



El colectivo de organizaciones que sueñan y construyen la CARPA DE LAS JUVENTUDES durante la Jornada Mundial de la Juventud en Rio de Janeiro, en julio de 2013, desean por medio de esta carta abierta, comunicar algunas cuestiones y cambios con respecto de este proyecto, aprobado como actividad oficial por el Comité Organizador Local de la JMJ para el Festival da Juventud.
Teniendo claridad que esta actividad es promovida por organizaciones eclesiales de la sociedad civil, informamos que estamos modificando el local de realización del evento, que anteriormente estaba previsto que se realizara en el Galpón del Comité de Acción de la Ciudadanía, en el barrio de la Salud, y que ahora acontecerá en la Parroquia Santa Bernadete, en la Av. dos Democráticos, 896, en el barrio Higienópolis, Rio de Janeiro/RJ.
La decisión del cambio del local aconteció después de posicionamientos equivocados de la Superintendencia de Juventud del Estado de Rio de Janeiro, hasta ese momento colaboradora del evento e responsable por la localización del espacio. Enumeramos a continuación algunos de los puntos que motivaron el cambio del local y la retirada de la Superintendencia de Juventud de la lista de colaboradores del evento:
·         Dificultades de claridad en relación a que la actividad es de promoción de organizaciones eclesiales de la sociedad civil y no del Gobierno del Estado.
·         Alteraciones en la programación sin consulta previa a la organización del espacio a partir de pautas y demandas impuestas por el Gobierno del Estado de Río de Janeiro, no respetando la elaboración construida por las organizaciones eclesiales y además proponiendo actividades en horarios que se superponían con las catequesis y los actos centrales de la JMJ.
·         Imposición de la presencia de representantes del Gobierno Estadual en todas las mesas de diálogo.
·         Exigencias en cuanto al uso del logo del Gobierno del Estado de Río de Janeiro por encima de los logos de las demás organizaciones presentes en la construcción del proyecto.
·         Cercenamiento de momentos celebrativos en la programación propuesta por las organizaciones, dificultando los momentos de oración previstos en el formulario de inscripción  de las actividades del Comité Organizador Local de la JMJ.
Resaltamos nuestro compromiso con la propuesta evangelizadora de la Jornada Mundial de la Juventud y declaramos que NO ESTAMOS DISPUESTOS A NEGOCIAR NUESTROS PRINCÍPIOS CRISTIANOS Y ÉTICOS A CAMBIO DE CUALQUIER APOYO FINANCIERO Y MATERIAL.
Es importante destacar que nuestra actividad está aprobada oficialmente para que acontezca en la JMJ, por el Comité Organizador Local y  confirmada para la Guía del Peregrino, de tal manera que solicitamos que cualquier comunicado al respecto de nuestro evento en la JMJ sea hecho directamente con la Pastoral de Juventud, por medio de su secretaria nacional[1].
Por lo tanto, en caso que acontezca alguna actividad durante la JMJ en el Galpón del Comité da Acción de la Ciudadanía promovida por el Gobierno del Estado, dejamos claro que no hay ninguna participación de las organizaciones responsables por la Carpa de las Juventudes  que firman esta carta. También entendemos que la realización de alguna actividad en ese lugar violará el proceso de inscripción de actividades previstas para el Festival de la Juventud, así como la legislación del municipio de Rio de Janeiro que no permite la realización de actividades más allá de las aprobadas para la JMJ.
            Desde ya, contamos con la comprensión de todos/as y nos colocamos a disposición para cualquier otra aclaración.
Brasilia, 29 de junio de 2013.

Pastoral de Juventud (PJ)
Juventud Franciscana (JUFRA)
Cáritas Brasileira
Cajueiro - Centro de Formación, Asesoría e Investigación en Juventud
Rede Ecuménica de la Juventud (REJU)
Hermandad de los Mártires de la Caminada
Sector Pastoral de la PUC/RJ




[1] Dentro del colectivo de las organizaciones eclesiales promotoras de la actividad, la Pastoral de Juventud fue la responsable de del diálogo con el Comité Organizado Local de la JMJ, siendo así el contacto de referencia en este proceso Thiesco Crisóstomo, secretario nacional de la Pastoral de Juventud, por medio del correo electrónico: secretarianacional@pj.org.br. 

Carta Aberta - Tenda da Juventude




CARTA ABERTA

O coletivo de organizações que tem sonhado e construído a TENDA DAS JUVENTUDES durante a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, em julho de 2013, vem por meio desta carta aberta, comunicar algumas questões e mudanças a respeito deste projeto, aprovado como atividade oficial pelo Comitê Organizador Local da JMJ para o Festival da Juventude.
Tendo clareza que a atividade é promovida por organizações eclesiais da sociedade civil, informamos que estamos modificando o local do evento, que anteriormente estava previsto para acontecer no Galpão do Comitê da Ação da Cidadania, no bairro da Saúde, e que agora acontecer na Paróquia Santa Bernadete, na Av. dos Democráticos, 896, no bairro Higienópolis, Rio de Janeiro/RJ.
A decisão de mudança do local aconteceu após posicionamentos equivocados da Superintendência de Juventude do Estado do Rio de Janeiro, até então parceira do evento e responsável pela locação do espaço. Listamos a seguir alguns dos pontos que motivaram a mudança de local e retirada da Superintendência de Juventude da lista de parceiros do evento:
·         Dificuldade de clareza de que a atividade é de promoção de organizações eclesiais da sociedade civil e não do Governo do Estado.
·         Alteração da programação sem contato prévio e organização do espaço a partir de pautas e demandas impostas pelo Governo do Estado do RJ, não respeitando a elaboração construída pelas organizações eclesiais e ainda propondo atividades em horários que conflitariam com as catequeses e os atos centrais da JMJ.
·         Imposição da presença de representantes do Governo Estadual em todas as mesas de diálogo.
·         Exigências quanto ao uso das marcas do Governo do Estado do RJ em relação às demais organizações presentes na construção do projeto.
·         Cerceamento de momentos celebrativos na programação proposta pelas organizações, dificultando os momentos de oração previstos no formulário de inscrição das atividades do COL da JMJ.
Ressaltamos o nosso comprometimento com a proposta evangelizadora da Jornada Mundial da Juventude e declaramos que NÃO ESTAMOS DISPOSTOS A COLOCAR NOSSOS PRINCÍPIOS CRISTÃOS E ÉTICOS EM TROCA DE QUALQUER QUE SEJA O APOIO FINANCEIRO E MATERIAL.
É importante destacar que a nossa atividade é aprovada para acontecer na JMJ, com a oficialidade do COL e confirmação para o Guia do Peregrino, sendo assim solicitamos que qualquer comunicado a respeito de nosso evento na JMJ seja feito diretamente com a Pastoral da Juventude, por meio de sua secretaria nacional[1].
Portanto, caso aconteça alguma atividade durante a JMJ no Galpão do Comitê da Ação da Cidadania promovida pelo Governo do Estado, deixamos claro que não há nenhuma participação das organizações responsáveis pela Tenda das Juventudes e que assinam esta carta. Compreendemos também que a realização de tal atividade fere o processo de inscrição de atividades previstas para o Festival da Juventude, assim como a legislação vigente do município do Rio de Janeiro que não permite a realização de atividades além das aprovadas para a JMJ.
            Desde já, contamos com a compreensão de todos/as e nos colocamos à disposição para qualquer esclarecimento.
Brasília, 29 de junho de 2013.

Pastoral da Juventude (PJ)
Juventude Franciscana (JUFRA)
Cáritas Brasileira
Cajueiro - Centro de Formação, Assessoria e Pesquisa em Juventude
Rede Ecumênica da Juventude (REJU)
Irmandade dos Mártires da Caminhada
Setor Pastoral da PUC/RJ



[1] Dentro do coletivo das organizações eclesiais promotoras da atividade, a Pastoral da Juventude foi à responsável pelos encaminhamentos junto ao COL, sendo assim o contato de referência neste processo é Thiesco Crisóstomo, secretário nacional da PJ, por meio do e-mail: secretarianacional@pj.org.br. 

sábado, 29 de junho de 2013

Con Jesús y la juventud – redescubrir la humanidad



Jesús preguntó: “¿Dónde lo enterraron?
 Le contestaron: Señor, ven a ver. Y Jesús lloró”
(Jn 11, 34-35)

El camino para Jerusalén, que hemos recorrido con los(as) jóvenes y con Jesús, es un camino provocador, desinstala y desafía. Es un proceso que quiere provocar una adhesión más radical a Jesús, a Su Proyecto y a la causa de los(as) jóvenes. También, desea revitalizar nuestra acción con la juventud y así fortalecer las acciones en la construcción de la Civilización del Amor, por eso es un camino. Y por hablar de camino, este mes, millones de jóvenes se pondrán a caminar, en las calles, en las plazas, en las capitales y en el interior de las regiones.

Cuestionando, desafiando, desinstalando, provocando nuevos caminos. Se sitúa en el horizonte Jerusalén, desde Betania, en los pasos de la juventud.
En este mes, Betania quiere desafiarnos en algo sencillo, pero que exige coherencia en el seguimiento. Desde Betania, con la juventud y con Jesús, somos invitados(as) a redescubrir la humanidad. Somos llamados(as) a redescubrir la humanidad de los(as) jóvenes. Somos llamados(as) a redescubrir la humanidad de las personas. Somos llamados(as) a redescubrir,  acoger y vivir la humanidad.

Betania nos ayuda a comprender la humanidad de Jesús de Nazaret, pues a él le gustaba estar con los amigos y las amigas, le gustaba hablar de la vida, comer juntos, compartir la vida, festejar, beber, sentarse, descansar. En Betania Jesús llora. Todo esto es su humanidad vivida radicalmente. Desvelar la humanidad de Jesús es descubrir verdaderamente su divinidad. Jesús nos quiere humanos en lo más sencillo y profundo de nosotros mismos. Dios se hizo hombre, verdaderamente hombre en Jesús. Es desafiante darnos cuenta de esto, comprender este misterio nos desinstala. Por eso, o redescubrimos la humanidad de Jesús o no estamos siendo coherentes a su proyecto.

En tiempo de grandes movilizaciones, la humanidad del Nazareno nos interpela para reconocer en la juventud un sujeto de derechos y, delante de esto, grita por la vida: ¡Nosotros queremos vivir mejor! Inevitablemente, en la construcción de la humanización, hay que programar políticas públicas para la juventud. Tenemos claro que la juventud es portadora de novedad. Un nuevo mundo está en las manos de los(as) jóvenes. Siempre afirmamos que cualquier institución que quiera ser nueva, más creativa, más dinámica, más dialogante, más humana, necesariamente debe provocar a la juventud.

Ineludiblemente el Reino de Dios, vivido y anunciado por Jesús, provoca a cada uno que se coloca en el camino de  la revitalización, para construir alternativas, medios para que crezcamos humanamente, usando la creatividad y la osadía que Dios nos concede como gracia para cada uno de nosotros(as). En este sentido, también la juventud se va reconociendo y reconociendo al otro como portador de los mismos derechos.
Revitalizando nuestra postura y nuestra práctica, venceremos el invierno y la noche neoliberal, del capitalismo, del individualismo y del consumismo desenfrenado. Caminamos desde Betania para una primavera llena de olores agradables y de vida plena. Una primavera en la cual los hombres y las mujeres serán más importantes que las máquinas, serán más importantes que la cuenta bancaria… Uno de los mayores escándalos provocados por Jesús fue enfrentar y asumir a todos(as) como humanos(as): tocó muertos, se sentó con pecadores, se aproximó de las mujeres. Tantos gestos de humanización. Amó profundamente a cada ser humano. Amó en Belén. Amó en Nazaret. Amó en Betania, en Cafarnaúm. Amó hasta la cruz en Jerusalén y resucitado prometió amarnos y estar con nosotros hasta el fin de los tiempos (Mt 28,22).

En el contexto en el cual vivimos, no podemos dejar de escribir sobre la Semana Misionera y la Jornada Mundial de la Juventud que están aproximándose rápidamente. Nos parece que Betania nos desafía a no dejar pasar este tiempo y a reconocer la gracia de Dios que, como semilla escondida, actúa en todo momento. Esto implica que esas grandes actividades sean, igualmente, constructoras de humanización. Qué maravilla si la Semana Misionera logra revelar, de hecho, la realidad de la juventud de todos los lugares y nos coloca en proceso permanente de misión y transformación.  Qué maravilla si la Jornada Mundial de la Juventud en toda su magnitud y belleza, que de hecho tiene, ayuda a la juventud a hacer la experiencia de un Jesús del Reino, pobre, crucificado, de Jerusalén. Qué maravilla si el obispo de Roma, el querido Francisco, continua provocándonos para que seamos cristianos más comprometidos, más revolucionarios, más de los pobres, más de la Palabra y nos desafía para construir la Civilización del Amor, desde Jerusalén, para donde estamos caminando.

Hagamos esa experiencia de reconocernos como humanos en nuestros grupos, en cada lugar que estamos. No somos máquinas. Nuestros pies pisan una tierra que es nuestra y que carga una historia,  con marcas que están presentes en cada gesto y palabra nuestra. Como humanos, en nuestras luchas, caminemos construyendo un mundo nuevo, amándonos más de la forma que el Nazareno lo hizo.
Con el olor de la humanidad que camina en dirección al Reino, y que hace de Betania su casa y su lugar de conversión y humanización, seguimos firmes en nuestro horizonte de vida para la juventud y de revitalización de las Pastorales de la Juventud de América Latina y del Caribe, desde los pasos del Maestro.

                                   Autores
Padre Maicon André Malacarne – Asesor de la PJ en la Diocesis de Erexim /RS
Luis Duarte Viera – Militante de la PJ y novicio aceptado en la Compañía de Jesús.


Traducción: Katiuska Serafin Nieves sjt

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Com Jesus e a juventude - redescobrir a humanidade



“Jesus perguntou: ‘Onde vocês colocaram Lázaro’?
Disseram: ‘Senhor, vem e vê’
E Jesus começou a chorar.”
[João 11, 34-35]


O caminho para Jerusalém, que temos percorrido com os/as jovens e com Jesus, é um caminho provocador, desinstalador e desafiador. É um processo que quer provocar uma adesão mais radical à Jesus, à Seu Projeto e à causa dos/as jovens. Que deseja revitalizar nossa ação com a meninada e assim fortalecer ações na construção da Civilização do Amor. Por isso mesmo, é um caminho. Por falar em caminho, esse mês, milhares de milhares de jovens se colocaram a caminhar, nas ruas, nas praças, nas capitais e interiores.

Questionando, desafiando, desinstalando, provocando novos caminhos. Coloca-se no horizonte, Jerusalém, desde Betânia, nos passos da juventude.

Neste mês, Betânia quer nos desafiar a algo simples, mas que exige coerência com o seguimento. Desde Betânia, com a juventude e com Jesus, somos convidados/as a redescobrir a humanidade. Somos chamados/as a redescobrir a humanidade de Jesus. Somos chamados/as a redescobrir a humanidade dos/as jovens. Somos chamados/as a redescobrir a humanidade das pessoas. Somos chamados/as a redescobrir, acolher e viver a humanidade.

Betânia nos ajuda a compreender a humanidade de Jesus de Nazaré. Ele gostava de estar com os amigos e amigas. Gostava de falar da vida. De comer junto. De partilhar a vida. De festejar. De beber. De sentar. De descansar. Em Betânia Jesus chora. Isso tudo é a humanidade Dele sendo vivida radicalmente. Desvelar a humanidade de Jesus é descobrir verdadeiramente sua divindade. Jesus quer-nos humanos no mais simples e profundo de nós mesmos. Deus se fez homem, verdadeiramente homem, em Jesus. É desafiador darmo-nos conta disso. É desinstalador compreender esse mistério. Mas, ou redescobrimos a humanidade de Jesus ou não estamos sendo coerentes ao seu projeto.

Em tempo de grandes mobilizações, a humanidade do Nazareno nos interpela a reconhecer na juventude um sujeito de direitos e, diante disso, grita pela vida: nós queremos viver melhor! Necessariamente, na construção da humanização, há que se pautar políticas públicas para a juventude. Temos clareza de que a juventude é portadora do novo. Um novo mundo está nas mãos das/os jovens. Sempre afirmamos que qualquer instituição que quer ser nova, mais criativa, mais dinâmica, mais do diálogo, mais humana, necessariamente deve atentar a juventude. Necessariamente.

O Reino de Deus, vivido e anunciado por Jesus, provoca a cada um que se coloca no caminho da revitalização, a construção de alternativas, meios para que cresçamos humanamente, usando da criatividade e da ousadia que Deus concede como graça a cada um de nós. Nesse sentido, também a juventude vai se reconhecendo e reconhecendo o outro como portador dos mesmos direitos.

Revitalizando a nossa postura e a nossa prática, venceremos o inverno e a noite neoliberal, do capitalismo, do individualismo e do consumismo desenfreado. Caminhamos, desde Betânia para uma primavera cheia de cheiro gostoso e de vida plena. Uma primavera em que os homens e as mulheres serão mais importantes que as máquinas. Serão mais importantes que a conta bancária... Um dos maiores escândalos causados por Jesus foi encarar e assumir todos como humanos: encostou-se em mortos, sentou-se com pecadores, aproximou-se das mulheres. Tantos e tantos gestos de humanização. Amou profundamente cada ser humano. Amou em Belém. Amou em Nazaré. Amou e
m Betânia, em Cafarnaum. Amou até a cruz em Jerusalém. E ressuscitado prometeu nos amar e estar conosco até o fim dos tempos (Mt 28,22).

Não poderíamos deixar, no contexto que vivemos, de escrever sobre a Semana Missionária e a Jornada Mundial da Juventude que se aproximam rapidamente. Parece-nos que Betânia nos desafia a não deixarmos passar esse tempo e reconhecer a graça de Deus, como semente oculta, que age a todo o momento. Isso implica que essas grandes atividades sejam, igualmente, construtoras de humanização. Que maravilha se a Semana Missionária revelar de fato a realidade da juventude de todos os cantos e nos colocar em processo permanente de missão e transformação. Que maravilha se a Jornada Mundial da Juventude em toda magnitude e beleza que é, ajudar a juventude a fazer a experiência de um Jesus do Reino, pobre, da Cruz, de Jerusalém. Que maravilha se o bispo de Roma, o querido Francisco, continuar nos provocando a sermos cristãos mais engajados, mais revolucionários, mais dos pobres, mais da Palavra e nos desafiar a construir a Civilização do Amor, desde Jerusalém, para o qual estamos caminhando.

Façamos essa experiência de nos reconhecermos como humanos em nossos grupos, em cada lugar que estamos. Não somos máquinas. Nossos pés pisam um chão que é nosso e carrega uma história com marcas que estão presentes em cada gesto e palavra nossa. Como humanos, nas nossas lutas, caminhadas, construindo um mundo novo, vamos nos amar mais, do jeito que o Nazareno fez.

Com o cheiro da humanidade que caminha em direção ao Reino e que faz de Betânia sua morada e seu lugar de conversão e humanização, seguimos firmes no nosso horizonte de vida para a juventude e de revitalização das Pastorais da Juventude da América Latina e do Caribe, desde os passos do Mestre.

Pe. Maicon André Malacarne – Assessor da PJ na Diocese de Erexim/RS
Luis Duarte Vieira – Militante da PJ e noviço admitido à Companhia de Jesus

ilustração - cenas bíblias Africanas

terça-feira, 25 de junho de 2013

O preço do progresso e os dois Brasis

O Texto publicado em Outras Palavras veja no link abaixo ou leia o texto


Protestos foram enorme surpresa internacional. Para entendê-los, deve-se examinar as agendas interrompidas no governo Dilma – e a que se impôs
Por Boaventura de Sousa Santos
Com a eleição da Presidente Dilma Roussef, o Brasil quis acelerar o passo para se tornar uma potência global. Muitas das iniciativas nesse sentido vinham de trás mas tiveram um novo impulso: Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente, Rio +20, em 2012, Campeonato do Mundo de Futebol em 2014, Jogos Olímpicos em 2016, luta por lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU, papel ativo no crescente protagonismo das “economias emergentes”, os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), nomeação de José Graziano da Silva para diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em 2012, e de Roberto Azevedo para diretor-geral da Organização Mundial de Comércio, a partir de 2013, uma política agressiva de exploração dos recursos naturais, tanto no Brasil como em África, nomeadamente em Moçambique, favorecimento da grande agricultura industrial sobretudo para a produção de soja, agro-combustíveis e a criação de gado.
Beneficiando de uma boa imagem pública internacional granjeada pelo Presidente Lula e as suas políticas de inclusão social, este Brasil desenvolvimentista impôs-se ao mundo como uma potência de tipo novo, benévola e inclusiva. Não podia, pois, ser maior a surpresa internacional perante as manifestações que na última semana levaram para a rua centenas de milhares de pessoas nas principais cidades do país.
Enquanto perante as recentes manifestações na Turquia foi imediata a leitura sobre as “duas Turquias”, no caso do Brasil foi mais difícil reconhecer a existência de “dois Brasis”. Mas ela aí está aos olhos de todos. A dificuldade em reconhecê-la reside na própria natureza do “outro Brasil”, um Brasil furtivo a análises simplistas. Esse Brasil é feito de três narrativas e temporalidades. A primeira é a narrativa da exclusão social (um dos países mais desiguais do mundo), das oligarquias latifundiárias, do caciquismo violento, de elites políticas restritas e racistas, uma narrativa que remonta à colônia e se tem reproduzido sob formas sempre mutantes até hoje. A segunda narrativa é a da reivindicação da democracia participativa que remonta aos últimos 25 anos e teve os seus pontos mais altos no processo constituinte que conduziu à Constituição de 1988, nos orçamentos participativos sobre políticas urbanas em centenas de municípios, no impeachment do Presidente Collor de Mello em 1992, na criação de conselhos de cidadãos nas principais áreas de políticas públicas especialmente na saúde e educação aos diferentes níveis da ação estatal (municipal, estadual e federal). A terceira narrativa tem apenas dez anos de idade e diz respeito às vastas políticas de inclusão social adotadas pelo Presidente Lula da Silva a partir de 2003 e que levaram a uma significativa redução da pobreza, à criação de uma classe média com elevado pendor consumista, ao reconhecimento da discriminação racial contra a população afrodescendente e indígena.
O que aconteceu desde que a Presidente Dilma assumiu funções foi a desaceleração ou mesmo estancamento das duas últimas narrativas. E como em política não há vazio, o espaço que elas foram deixando de baldio foi sendo aproveitado pela primeira e mais antiga narrativa que ganhou novo vigor sob as novas roupagens do desenvolvimento capitalista todo o custo, e as novas (e velhas) formas de corrupção. As formas de democracia participativa foram cooptadas, neutralizadas no domínio das grandes infraestruturas e megaprojetos e deixaram de motivar as gerações mais novas. As políticas de inclusão social esgotaram-se e deixaram de corresponder às expectativas de quem se sentia merecedor de mais e melhor. A qualidade de vida urbana piorou em nome dos eventos de prestígio internacional que absorveram os investimentos que deviam melhorar transportes, educação e serviços públicos em geral. O racismo mostrou a sua persistência no tecido social e nas forças policiais. Aumentou o assassinato de líderes indígenas e camponeses, demonizados pelo poder político como “obstáculos ao desenvolvimento”.
A Presidente Dilma foi o termômetro desta mudança insidiosa. Assumiu uma atitude de indisfarçável hostilidade aos movimentos sociais e aos povos indígenas, uma mudança drástica em relação ao seu antecessor. Lutou contra a corrupção, mas deixou para os parceiros políticos mais conservadores as agendas que considerou menos importantes. Foi assim que a Comissão de Direitos Humanos, historicamente comprometida com os direitos das minorias, foi entregue a um pastor evangélico homofóbico e promove uma proposta legislativa conhecida como “cura gay”. As manifestações revelam que, longe de ter sido o país que acordou, foi a Presidente quem acordou. Com os olhos postos na experiência internacional e também nas eleições presidenciais de 2014, a Presidente Dilma tornou claro que as respostas repressivas só agudizam os conflitos e isolam os governos. No mesmo sentido, os prefeitos de nove capitais já decidiram baixar o preço dos transportes. É apenas um começo. Para ele ser consistente é necessário que as duas narrativas (democracia participativa e inclusão social intercultural) retomem o dinamismo que já tiveram. Se assim for, o Brasil estará a mostrar ao mundo que só merece a pena pagar o preço do progresso aprofundando a democracia, redistribuindo a riqueza criada e reconhecendo a diferença cultural e política daqueles para quem progresso sem dignidade é retrocesso.
foto publicada no blog. Manifestantes da usina Belo Monte.

"Cura Gay"

O texto do Jardel publicado na Adital
TEXTO PUBLICADO ADITAL - JARDEL SANTANA
Hoje (18/06), infelizmente (ou será felizmente?) foi aprovado na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados, o projeto popularmente conhecido como "Cura Gay”, o qual visa sustar dois trechos da resolução 001/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP). O primeiro afirma que "os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades" e o segundo determina que "os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica".
Confesso que fiquei surpreso, não com a aprovação em si, pois isso já era esperado, considerando que a CDHM é composta, majoritariamente, por fundamentalistas religiosos. O que me deixou surpreso foi a votação ter ocorrido hoje, após as manifestações de ontem (17/06).
Sinceramente, até gostei da notícia (algumas pessoas pensarão que sou favorável à "Cura Gay”, não sou! Mesmo porque não há cura para o que não é doença). Gostei, pois somente assim o projeto sai da CDHM (comissão que já há alguns meses deixou de representar verdadeiramente os Direitos Humanos e as Minorias) e, portanto, poderemos pressionar para que não passe nas demais comissões (Seguridade Social e Constituição e Justiça) e muito menos no plenário.
Outro ponto positivo que percebo na aprovação, é o fato de que agora o presidente da CDHM, provavelmente, não estará tanto na mídia, quanto vinha estando (é óbvio que devemos esperar algumas estratégias dele e é por isso que agora devemos lutar ainda mais para sua saída da CDHM). Ele colocar o projeto em pauta e em cima da hora retirar, como vinha fazendo, era estratégia para chamar atenção, estratégia que foi ficando desgastada, tanto que para ele voltar a ter visibilidade, usou de artimanhas regimentais irregulares para colocar a matéria em discussão, conforme afirmou um dos deputados da CDHM. Exemplo de que essa era uma estratégia de Feliciano para manter-se na mídia, é a afirmação do deputado Simplício Araújo (PPS-MA), o qual afirmou que "Esse projeto é eleitoreiro, não atinge o clamor das multidões que tomam as ruas".
Fazendo alusão a um texto publicado aqui no Miraculoso (http://www.miraculoso.com.br/brasil/378-agradeco-pelo-aumento), espero futuramente agradecer a aprovação do projeto na CDHM. Espero que com essa aprovação, assim como ocorreu com o aumento da passagem em São Paulo e que desencadeou uma onda de protestos país afora, as entidades de Direitos Humanos e de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBTTT) se mobilizem ainda mais, não apenas virtualmente e nem protestando somente na porta do Plenário da CDHM, mas que intensifiquem ainda mais os atos/protestos, principalmente nas ruas, que voltemos a nos mobilizar nacionalmente contra o fundamentalismo religioso, nas ruas e nas praças.
[Algumas informações foram obtidas de reportagem disponível emhttp://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/06/1297075-proposta-sobre-cura-gay-e-aprovada-em-comissao-presidida-por-feliciano.shtml].

domingo, 23 de junho de 2013

Carta aberta dos movimentos sociais à presidenta Dilma

Segue a Carta dos Movimentos sociais,

O Brasil presenciou nesta semana mobilizações que ocorreram em 15 capitais e centenas de cidades.
Concordamos com suas declarações que afirmam a importância para a democracia brasileira dessas mobilizações, cientes que as mudanças necessárias ao país passarão pela mobilização popular.
Mais que um fenômeno conjuntural, as recentes mobilizações demonstram a gradativa retomada da capacidade de luta popular. É essa resistência popular que possibilitou os resultados eleitorais de 2002, 2006 e 2010. Nosso povo, insatisfeito com as medidas neoliberais, votou a favor de um outro projeto. Para sua implementação, esse outro projeto enfrentou grande resistência principalmente do capital rentista e setores neoliberais que seguem com muita força na sociedade.
Mas enfrentou também os limites impostos pelos aliados de última hora, uma burguesia interna que na disputa das políticas de governo impede a realização das reformas estruturais como é o caso da reforma urbana e do transporte público.
A crise internacional tem bloqueado o crescimento e, com ele, a continuidade do projeto que permitiu essa grande frente que até o momento sustentou o governo.
As recentes mobilizações são protagonizadas por um amplo leque da juventude que participa pela primeira vez de mobilizações. Esse processo educa aos participantes permitindo-lhes perceber a necessidade de enfrentar aos que impedem que o Brasil avance no processo de democratização da riqueza, do acesso à saúde, à educação, à terra, à cultura, à participação política e aos meios de comunicação.
Setores conservadores da sociedade buscam disputar o sentido dessas manifestações. Os meios de comunicação buscam caracterizar o movimento como anti-Dilma, contra a corrupção dos políticos, contra a gastança pública e outras pautas que imponham o retorno do neoliberalismo. Acreditamos que as pautas são muitas, como também são as opiniões e visões de mundo presentes na sociedade.
Trata-se, no entanto, de um grito de indignação de um povo historicamente excluído da vida política nacional e acostumado a enxergar a política como algo danoso à sociedade.
Diante do exposto nos dirigimos a V. Ex.a para manifestar nosso pleito:
Em defesa de políticas que garantam a redução das passagens do transporte público com redução dos lucros das grandes empresas. Somos contra a política de desoneração de impostos dessas empresas.
O momento é propício para que o governo faça avançar as pautas democráticas e populares, e estimule a participação e a politização da sociedade. Nos comprometemos em promover todo tipo de debates  em torno desses temas e nos colocamos à disposição para debater também com o Poder Público.
Propomos a realização com urgência de uma reunião nacional, que  envolva os governos estaduais, os prefeitos das principais capitais,  e os representantes de todos os movimentos sociais.
De nossa parte, estamos abertos ao diálogo, e achamos que essa reunião é a única forma de encontrar saídas  para enfrentar a grave crise urbana que atinge nossas grandes cidades. O momento é favorável. São as maiores manifestações que a atual geração vivenciou e outras maiores virão. Esperamos que o atual governo escolha governar com o povo e não contra ele.

Assinam:
ADERE – Associação dos Trabalhadores Assalariados Rurais  de MG
Assembleia Popular
Jornalistas do Barão de Itararé
CIMI – Conselho Indigenista Missionário
CMP – Central de Movimentos Populares
MMC -Movimento de Mulheres Camponesas
CMS – Coordenação de Movimentos Sociais
Coletivo Intervozes pela Democratização dos Meios de Comunicação
CONEN – Coordenação Nacional das Entidades Negras
Consulta Popular
CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
CUT – Central Única dos Trabalhadores
Fetraf – Federação dos agricultores familiares
FNDC – Forum Nacional pela Democratização da Mídia
FUP – Federação Única dos pPtroleiros
Juventude Koinonia (das igrejas cristãs tradicionais)
Levante Popular da Juventude
MAB – Movimento dosa tingidos pro barragens
MAM – Movimento Nacional pela Soberania Popular frente a Mineração
MCP – Movimento Camponês Popular, de Goiás
MMM – Marcha Mundial de Mulheres
Movimentos da Via Campesina
MPA-  Movimento dos Pequenos Agricultores
MST- Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
SENGE/PR- Sindicato dos Engenheiros do Paraná
Sindipetro – Sindicato Petroleiros de São Paulo
SINPAF- Sindicato dos Trabalhadores e Pesquisadores da EMBRAPA e Codevasf
UBES- União brasileira de estudantes secundaristas
UBM – União Brasileira da Mulher
UJS -  União da Juventude socialista
UNE -  União Nacional dos Estudantes
UNEGRO – União Nacional do Negr

sábado, 22 de junho de 2013

Juventude: educação, religião e violência

O Seminário organizado pelo grupo de pesquisa "A condição Juvenil em Goiás"  - Estudos - Juventude: Educação, Religião e Violência. Um acontecimento que provocou o debate sobre o tema da juventude em tempos de movimentação da juventude em manifestações nacionais.

Estiveram presente 41 pessoas nos dois dias 21 e 22 de junho. Pessoas de várias áreas do conhecimento - pedagogia, história, educação, matemática, comunicação, assistente social, ciências sociais, cultura visual,hotelaria, direito,geografia, economia, biologia, psicologia, fisioterapia, politica públicas, letras, administração, meio ambiente e ciências da religião.

O seminário aconteceu na Faculdade de Educação. O grupo avaliou que o Seminário contribui para o avanço da pesquisa que nesta segunda etapa, tem como campo os jovens no ensino médio, portanto a educação e as relações de poder que se constitui neste campo em disputa.

Convidamos os/as participantes para deixar aqui no blog a sua impressão e outros debates que desejam contribuir com o grupo de pesquisa. Aguardamos.

REGISTRO FOTOGRÁFICO - AURISBERG LEITE MATUTINO

“Carpa de las Juventudes” en la JMJ


Organizaciones juveniles presentan la “Carpa de las Juventudes” en la JMJ.
Este espacio reunirá diversas organizaciones con el deseo de fomentar la lucha por la vida de la juventud.
             Durante el evento en Río de Janeiro diversas organizaciones realizaran una actividad como espacio de debate y reflexión de la realidad juvenil y políticas públicas para la juventud, con el objetivo de mover los jóvenes presentes en la Jornada Mundial de la Juventud para la concientización y lucha en defensa de la vida de la juventud.
            La “Carpa de las juventudes” será espacio de acogida, formación, celebración, compartir, diálogo y convivencia de las diversas juventudes presentes en la JMJ. Desea ser una verdadera carpa, donde todos podrán aproximarse,  acogerse y haciendo de este espacio su casa.
            La actividad tendrá como tema “La juventud quiere vivir”, frase que ha marcado la lucha por la vida de la juventud, especialmente en el combate a la violencia y al exterminio que asola a la juventud brasilera. La propuesta de los organizadores es que esta agenda sea promovida para los jóvenes de todas las partes del mundo que estarán presentes en la JMJ, movilizándolos así para el compromiso en la discusión sobre la trivialización de la violencia y  la defensa de la vida de los jóvenes.
            La Carpa ocurrirá  del 22 al 26 de julio, en el Galpón del Comité Rio Acción de la Ciudadanía (Galpão do Comitê Rio Ação da Cidadania), en el Barrio de la Salud en Rio de Janeiro/RJ (Bairro da Saúde no Rio de Janeiro/RJ). El programa contará con mesas temáticas, celebraciones y momentos orantes, exposiciones, presentaciones culturales entre otras atracciones. Destaca el espacio en memoria de los mártires del camino, denominado Santuario de los Mártires. Local dentro de la Tienda que desea profundizar y celebrar la memoria de tantas vidas donadas a favor del Reino.
            Entre los asuntos que serán tratados en las mesas temáticas destacan: la juventud quiere vivir; justicia y transición; memoria y compromiso; desafíos socio-ambientales de la humanidad y la juventud; crisis y economía; derechos sociales y juventudes; tráfico de personas; juventudes, cultura, comunicación y derechos humanos; civilización del amor y la evangelización de la juventud en América Latina; y la solidaridad.
            La actividad está siendo organizada por la Pastoral de la Juventud, Cáritas Brasilera, Juventud Franciscana, Comisión Brasilera de Justicia y Paz, Cajueiro – Centro de Formación, Asesoría e Investigación en Juventud, REJU – Red Ecuménica de la Juventud, Hermandad de los  Mártires del Camino, Sector Pastoral de la Pontificia Universidad Católica – Rio de Janeiro (PUC/RJ). Con la alianza del Programa de las Naciones Unidas para el desarrollo (PNUD); de la Superintendencia de Juventud del Gobierno de Rio de Janeiro; de la Secretaria Nacional de Juventud del Gobierno Federal; y de la Red Brasilera de Centros e Institutos de Juventud. Otras organizaciones también están apoyando la iniciativa y pronto  serán divulgadas.
            También es importante resaltar que esta iniciativa ocurrirá en sintonía con la JMJ, siendo una de las tantas actividades inscritas ante el Comité Organizador Local/COL y sucederá de forma oficial y simultánea  durante la Jornada. La Carpa está prevista en la Guía del Peregrino de la JMJ y respetará la programación de los actos centrales y otros momentos significativos.
Presentación
            La presentación de la “Carpa de las Juventudes” ocurrirá el día 15 de junio, fecha en la que se hace memoria de la vida del Padre Gisley Azevedo Gomes, asesinado en Brazlândia – DF, el 15 de junio de 2009.
            El Padre Gisley fue asesor del Sector Juventud de la Conferencia Nacional de los Obispos del Brasil (CNBB) y uno de los principales provocadores para la creación de la Campaña Nacional contra la violencia y el exterminio de los jóvenes, promovido por las Pastorales de la Juventud, programada hoy en todo Brasil y en el Continente Latinoamericano por diversas organizaciones y expresiones juveniles.

            El deseo de la organización del evento es que la memoria de Gisley, su legado por la vida de la juventud y por el combate a todas las formas de violencia contra la juventud, promueva la participación de las personas que van a peregrinar hasta la JMJ para un gran grito contra la violencia y el exterminio de la juventud.

Traducción - Katiuska Nieves, Venezuelana vivendo no Brasil como missionária, Irmãs de São José de Tarbes.